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Pesquisa sobre homofobia na Veja

fevereiro, 28 - 2011

Que surpresa acordar nesta segunda-feira e encontrar publicadas duas matérias na Veja a respeito de homofobia baseadas numa entrevista que eu tinha concedido à jornalista Pollyane Lima e Silva tempos atrás.

Agradeço à Pollyane e à Veja pela divulgação do estudo, e espero que possa contribuir para a conscientização da sociedade e, sobretudo, dos veículos de comunicação.

Seguem os links das matérias:

Homofobia: o que leva alguém ao cúmulo de uma agressão?
Sensações de incômodo e insegurança ajudam a inflar preconceito contra gays

Homofobia: o homem é mais intolerante do que a mulher
Preconceito no país é preocupante, em especial no comportamento masculino

18 comentários

  1. Parabéns, Excelente artigo!


    • Obrigada! Parabéns aos jornalistas!


  2. Isso é muito complicado. Dei uma olhada nas reportagens e em seguida nos comentários, onde já postaram vários absurdos.

    É muito difícil apontar para uma maior “tolerância” ou aceitação do homossexualismo na sociedade, considerando que a religião por exemplo, serve de abrigo a posições discriminatórias e sexistas. Pensa-se se que discriminar o homossexualismo é de algum modo uma opinião vállida e não mero racismo.

    Há aí um preconceito muito básico que é difícil de desfazer. Ao mesmo tempo em que existe o “combate” a homofobia, a própria visibilidade do homossexualismo é bastante chocante a toda sociedade. Quanto mais se expôe para disseminar tolerância, mais se intensificam os preconceitos.

    Enfim, não sei, é um assunto muito complicado, principalmente para quem faz parte dele, seja como agressor ou como vítima.


    • Obrigada pelo comentário Victor.

      Tudo na vida é muito complicado, nem por isso podemos nos acovardar, certo?


  3. Issaê, minha preta. Congrats!


    • E eu te devo mais alguns bombons em agradecimento.


  4. Oi Cris – excelente entrevista e artigos – voce ja ouviu falar de Zach Wahls??
    Eles estao crescendo e aparecendo, daqui a pouco surge um brasileiro…


    • Assisti um discurso do Zach Wals no Youtube. Infelizmente ainda não vemos nada semelhante por aqui. A representação política do movimento pró-GLBT no Brasil é muito incipiente, uma pena.


  5. Boa noite!
    Antes de mais nada, parabéns pelo seu trabalho de mestrado. Um amigo postou no facebook o link da Veja e eu adorei as referências à sua dissertação, fiquei muito interessado em lê-la. Fiz buscas no site da capes mas não a encontro para download. Onde posso conseguir uma cópia dela em pdf? Sou doutorando em História na USP e faço parte de um GT que se chama Observatório da Homofobia, estamos mapeando os casos em São Paulo a partir de várias fontes. Seu trabalho nos será de grande valia.
    Obrigado!
    Aldair


  6. Oi Chrisinha!

    A quanto tempo! Alias, nem acreditei quando vi que era você na reportagem. Tá ficando importante, hein! ;-)

    Achei fascinante o seu comentário sobre o papel dos grupos na violência contra os homossexuais; o sentimento de confraternização, de se sentir fazendo parte de algo considerado importante servindo de combustível para a agressão… Realmente dá o que pensar.

    Aliás, a comprovação do que diz a reportagem vem logo ao final da mesma: notou como a maioria dos comentários dos leitores foi bem negativo? Só consegui achar duas mensagens elogiando a matéria… :-p

    Bjs e muito sucesso!


    • Maykon Leyson! Quanto teeempo! O que anda fazendo da vida, rapaz?

      Nesse começo de ano a pesquisa bombou na mídia, de repente me senti requisitada. Agora o assunto continua em pauta e ninguém me chama mais rs.
      Agora estou focada na literatura e organizando uma coletânea sobre diversidade sexual!!

      Obrigada, Maykon! Depois manda mais notícias!

      Beijos


  7. bem, ódio existe, homofobia não, são coisas bem diferentes.

    http://homofobianaoexiste.wordpress.com/

    abraço.


    • “A etimologia está errada, logo homofobia não existe, o que existe é ódio…”
      Parabéns pela conclusão bizantina, hein! Impressionante.

      amplexo.


  8. Não subestime os bizantinos… rsrsrs

    Acho que a ideia ali do blog é mostrar que a palavra vem sendo usada de maneira inadequada, com um significado que não é o que o sufixo expressa.

    Tb pelo que vi mostra que não existe a tal “onda de ódio” contra gays como alarde a mídia, porque lá mostra, e com as fontes dos dados, que muitos dos crimes ou não tem motivação conhecida ou são cometidos por gays contra gays… crimes passionais, disputas, drogas, latrocínio, etc.

    São pouquíssimos os casos documentados como sendo de “ódio” contra gay. Mas deste jeito, é igual ao ódio a nordestino, pobre, índio, “emo”, torcedor de time rival (com brigas e mortes por isso tb), ou seja, coisas mantidas por meia-dúzia de gatos pingados… e não por “toda a sociedade”.

    flw


    • Ah claro, como eu não percebi? A onda de ódio contra gays é uma conspiração por parte dos grupos LGBT, uma tempestade em um copo d’água, e que não tem razão de ocupar o sagrado tempo da mídia e a atenção do povo – é isso que quer dizer?
      E vai dizê-lo a mim?

      Caro Jorge, passei por um período de tortura psicológica que tomou 10 anos da minha adolescência, fui perseguida por colegas de escola, recebi trotes em minha casa, cresci em um universo tóxico e negativo onde todas as pessoas ao meu redor eram explicitamente contra gays. Eu era a única pessoa homossexual do meu universo e em razão disso todos à minha volta – colegas, professores, orientadores, pais – eram meus potenciais inimigos. Passei anos sem ter uma única pessoa com quem pudesse conversar, cresci sem poder confiar em ninguém. Fui taxada de aberração, de estranha, tive que conviver com meus estigmas e tentar me aceitar. Colegas se afastaram de mim quando souberam por que eu era mal falada na escola. Precisei esconder minha orientação sexual e meus problemas com a homofobia da minha família, que de fato passou a infernizar a minha vida quando descobriu. Nenhuma religião parecia ser capaz de me amparar, como de fato precisei brigar com líderes religiosos cara a cara quando me levaram à força para “tomar uma orientação espiritual”.
      E VOCÊ vem me dizer que homofobia não existe, que é uma tempestade em um copo d’água, que não é isso que pintam?
      Com todo o respeito: vai tomar lá no fundo do seu CU!


  9. Cara Cristina,

    dizer que homofobia não existe, não significa dizer que não existe o que atribuem a esta palavra…, vide o que ocorreu com a jovem Adriele em Goiás… contudo há exageros. (mas vale ressaltar que ódio em grego é “misos” e não “fobia”).

    Você sofreu isso que descreveu simplesmente por ter ao seu redor pessoas que não tiveram o devido respeito por algo que vc dizia/diz sentir e que outros insistem em dizer que vc “não sente” ou que “sente errado”, como se pudessem ler teus pensamentos e sentimentos.

    Agora, há pessoas que partem para a agressão de homossexuais, sejam elas verbais ou físicas (o que já constitui crime em nosso país). Isto não se discute, percebe-se facilmente. O que eu quis dizer é que não são apenas homossexuais que sofrem isso, mas tb não quero apontar quem sofre mais ou sofre menos… Eu mesmo já “zuei” com muito crente, há muito tempo parei e passei a respeitar, mesmo vendo algumas tolices.

    E se naquelas agressões na Av. Paulista, os agredidos fossem mendigos, o caso teria a mesma repercussão? Não teria… Tanto que um nordestino foi agredido e só falaram dos gays agredidos com as lâmpadas.

    No mais, não vi em nenhum lugar a afirmação de que há uma onda de ódio contra gays e que é uma “conspiração por parte dos grupos LGBT”.

    O que pretendi, foi apresentar a vc, que é uma pesquisadora e provável formadora de opinião, que ativistas LGBT estão catalogando crimes contra LGBT nos meios de comunicação e espalhando para a mídia que todos os assassinatos por eles computados são “crimes de ódio”. O que não é verdade, é desonesto.

    Observando os dados, nota-se que muitos dos assassinatos são passionais; são brigas por dinheiro, programas, por conta de drogas, latrocínio, etc. São crimes comuns, e não estão relacionados com a orientação sexual da vítima. As fontes dos dados utilizados para estas catalogações deixam bem claro isso, mas muitos ativistas não as apresentam.

    Isto não invalida o fato de gays sofrerem torturas psicológicas e outras injúrias. No entanto, não se pode buscar visibilidade com dados falsos.

    Para encerrar, note como os ativistas se contradizem:

    – a militância LGBT amplamente divulgou o relatório do GGB de 2010 de que 260 gays teriam sido assassinados exclusivamente por serem gays, e isto saiu até em novela, esta “onda homofóbica”;

    – em entrevista recente ao G1, o GGB acaba afirmando “Em todo ano passado foram 11 assassinatos por motivação homofóbica”. Então de 260 casos, caíram para 11? E tb afirma-se: “Em muitos casos, os autores dos homicídios são os acompanhantes das vítimas.” – Assim o GGB contradiz o que tb o que propaga há muito tempo.

    http://www.gay1.com.br/2011/08/paraiba-tem-12-assassinatos-por.html

    Por isso que há exageros. Nem tudo é “culpa da sociedade”.

    Mas, se ofendi vc ou fui responsável por despertar aqueles sentimentos mais profundos de sua mente e que já estavam esquecidos há tempos, desculpe. Não era a intenção. Então vou nessa que já estou a te chatear demais.


    • Pensando bem, Jorge, uma proposta pra você;

      Assuma-se gay por um mês, só pra “testar”. Arrume um amigo e fiquem passeando de mãos dadas por aí.

      Depois você me conta se homofobia existe ou não, mas com conhecimento de causa, ok?


  10. Como eu ia dizendo: é bizantino…



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