Archive for junho \19\UTC 2008

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Lançamento: A Mão Esquerda da Escuridão

junho, 19 - 2008

Neste sábado, 21 de junho, haverá um evento especial para o lançamento do livro “A Mão Esquerda da Escuridão”, em que eu e a tradutora Susana Alexandria faremos uma apresentação sobre a vida e a obra da escritora Ursula K. Le Guin e falaremos deste livro, que é uma de suas obras mais emblemáticas.

Laureado com os prêmios Hugo e Nebula em 1969, A Mão Esquerda da Escuridão é um dos romances inesquecíveis da ficção científica do século XX. A história se passa em um planeta de clima glacial – Gethen, o planeta Inverno -, habitado por uma raça de seres humanos totalmente hermafrodita. Genly Ai é um enviado do planeta Terra que vai a Gethen para negociar junto aos seus governantes a adesão das nações gethenianas ao Ekumen (uma espécie de confederação das civilizações intergalácticas), mas sua missão toma rumos imprevistos e se torna uma viagem de muitas descobertas, intrigas, perseguições políticas e aventuras na face gelada desse planeta onde não existem sexos.

A construção desse mundo alienígena quase-humano é de qualidade Tolkiana; um cenário sociológico riquíssimo é apresentado na forma de dossiê, com direito a relatos científicos, lendas, mitos, textos religiosos e páginas de diário; a saga é contada com alternância de dois pontos de vista: o do enviado estrangeiro e o do nativo getheniano. A história é belíssima e vai muito além das discussões sobre gênero e papéis sexuais na sociedade, explorando com uma profundidade rara os dramas comuns a toda espécie humana.

Esse é definitivamente o livro que me fisgou para a ficção científica, o meu “livro de cabeceira”, e será um grande prazer homenagear sua autora neste evento.

 

 Ursula K. Le Guin, a antropóloga da ficção

Onde?
Livraria Cultura Market Place Shopping Center –
Av. Chucri Zaidan, 902 – São Paulo/SP

Quando?
Sábado, 21/6/2008, às 17:00h

Quanto custa?
Entrada franca e gratuita.

Compareçam, prestigiem e participem!

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Kara & Kman – Uma Saga de Alma e Sangue

junho, 19 - 2008

Gostaria de aproveitar para divulgar o lançamento do livro da minha amiga Nazarethe Fonseca: Kara & Kman – Uma Saga de Alma e Sangue, que acontecerá em dobradinha com o lançamento do Fábulas, no mesmo horário e local:

 

Melhor do que revisitar antigos personagens é poder dar a eles uma nova vida, mais detalhes e, acima de tudo, muito mais força e carisma. É o que Nazarethe Fonseca fez em sua nova obra, com Kara Ramos e Jan Kmam, o casal de vampiros mais complexo e apaixonante dos últimos séculos.
Neste livro, fica clara a referência aos vampiros clássicos, como o de Bram Stocker, que são jogados em um caldeirão de romantismo digno dos protagonistas de Francis Ford Copolla. Para quem espera algo leve, este é o livro errado, pois a intriga e o terror se entrelaçam como ervas daninhas ao romance dos casal.
Envolvente, atual e real. Acima de tudo, assustadoramente real. É isso o que você pode esperar deste romance. Sinta-se à vontade para entrar na vida de Kara e Kmam. O risco é inteiramente seu!

A Trama:
Um casal de vampiros se vê em meio a uma grande rede de intrigas, perigos e poder. Sua existência é regada a doses vertiginosas de romance e sedução do tipo que somente as criaturas da noite são capazes de criar. E, como não poderia deixar de ser, igualmente permeada de interesses, jogos de poder e vingança. Os protagonistas da trama já são velhos conhecidos dos amantes dos vampiros: surgiram aos milhares nos velhos séculos e suas histórias foram contadas em Alma e Sangue, o despertar do vampiro. Agora ressurgem com muito mais paixão e fascínio para dar continuidade a esta
saga de alma e sangue.

Sobre a autora:
Nazarethe Fonseca nasceu em São Luís do Maranhão. Leitora voraz desde a infância, manteve o hábito de devorar seus livros na calada da noite. Sua paixão pelo soturno passou a abraçar os filmes, as músicas e tudo com uma capacidade inerente de gerar a atmosfera fascinante do sobrenatural. Como predestinação, os vampiros foram os personagens que mais marcaram esse prazer, fazendo aflorar a arte das letras, que a autora exerce desde o seu primeiro romance: Alma e sangue, o despertar do vampiro. Agora, traz de volta Kara e Kman em uma nova saga de alma e sangue.

Lançamento: dia 04 de JULHO de 2008, a partir das 18h no Bardo Batata. Rua Bela Cintra, 1.333 – Jardins; São Paulo-SP

Tarja Editorial

152 páginas

Formato bolso: 18 x 12 cm

Preço no lançamento: R$23,00

Preço depois do lançamento: R$25,00

À venda na Tarja Livraria.

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Contagem regressiva para o lançamento

junho, 17 - 2008

À venda no site da Tarja Livraria!

 

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Mudando de ares…

junho, 14 - 2008

pra não perder o costume.

Inspirei a imagem acima no conto que encerra a coletânea: Meia-Noite. A história se passa um século no futuro, em um mundo ciberneticamente integrado, onde as barreiras das trocas de dados foram derrubadas e o cyber coexiste em simbiose com a realidade. Em tempos em que a tecnologia se renova vertiginosamente, tornando-se uma forma de escravidão, algumas pessoas são levadas a questionar suas perdas e ganhos no curso esmagador de um processo muito maior do que suas vidas conseguem abarcar.

A idéia por trás da temática é um pós-cyber, mas acho que o banner ficou meio weird.

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Os 12 contos

junho, 12 - 2008

Respondendo a pedidos, divulgo o índice de contos do Fábulas do Tempo e da Eternidade:

 

 

I – Além do Invisível

II – As Asas do Inca

III – Nascidos das Profundezas

IV – Revés Alquímico

V – Assassinando o Tempo

VI – A Outra Metade

VII – Viagem Além do Absoluto

VIII – De Onde Viemos, Para Onde Vamos

IX – Irmãos Siameses

X – Caçadores de Anjos

XI – Os Parênteses da Eternidade

XII – Meia-Noite

 

Lembrando que os contos não são totalmente independentes, alguns são continuações que se passam em um mesmo universo, muitas histórias guardam relações entre si.

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A misteriosa sexualidade feminina

junho, 12 - 2008

Recebi uma reportagem do NY Times esta manhã, cortesia da minha amiga Giseli, que, como pesquisadora na área de sexualidade e psicofisiologia – e não apenas como pesquisadora, – eu A-DO-REI!!

Sabe aquelas neuras que passam pela sua cabeça e a levam a perguntar: “Caramba, será que isso só acontece comigo? Sou tão diferente das outras?”. A resposta é: não. Debaixo do véu das normas culturais, parece que não somos tão diferentes assim.

Curti bastante o trabalho da Dra. Chivers. Quem sabe, desmistificando a intrincada sexualidade feminina, não podemos ajudar as mulheres a entenderem a si mesmas e umas às outras?

Depois dessa reportagem me sinto mais segura para dar aquela piscada 😉

Segue um trecho:

“O que excita as mulheres? Não, não é um homem nu”

“Mulheres! Vejam o esplendor da forma nua masculina: esbelta e poderosa, um milagre de músculos esculpidos, caminhando confiante pela areia ou alongando-se na sua frente em sua glória deslumbrante.

Pensando bem, talvez vocês prefiram outra coisa. Assim dizem os cientistas nas fronteiras da pesquisa em torno da eterna questão do que as mulheres acham erótico. A mais recente resposta parece ser: homens nus não ou ao menos não simplesmente homens nus.

“Para as mulheres heterossexuais, olhar para um homem nu caminhando na praia é tão excitante quanto ver uma paisagem”, diz a pesquisadora Meredith Chivers em um novo documentário sobre bissexualidade chamado “Bi the Way”, apresentado no festival de cinema de Nova York NewFest, no dia 6 de junho.
Chivers, pesquisadora do Centro de Vício e Saúde Mental da Universidade de Toronto, diz que tem dados para corroborar sua afirmativa. Recentemente, ela publicou resultados de um estudo no qual ela mostrava vídeos de homens e mulheres nus em várias situações sexuais e não sexuais e media a excitação genital de quem assistia as cenas.

As mulheres heterossexuais não ficavam mais excitadas por homens atléticos nus fazendo ioga ou jogando pedras no oceano do que ficavam com as cenas controle: imagens dos Himalaias cobertos de neve. Quando as mulheres heterossexuais viam um vídeo de uma mulher nua fazendo ginástica, por outro lado, seu fluxo sanguíneo aumentava significativamente.

O que realmente importa para as mulheres, ao menos no ambiente artificial do estudo em que a voluntária assistia a filmes ligada intimamente e a um aparelho chamado photoplethysmograph, não é o gênero do ator, mas seu grau de sensualidade, disse Chivers. Ainda mais do que pessoas nuas fazendo exercícios, elas ficavam excitadas com vídeos de masturbação e mais ainda por vídeos gráficos de casais fazendo amor. Mulheres com mulheres, homens com homens, homens com mulheres: não importava muito para as mulheres, disse Chivers.

“As mulheres parecem fisicamente não diferenciar entre os sexos em suas respostas sexuais, ao menos as mulheres heterossexuais”, disse ela. “Para as mulheres heterossexuais, o gênero não importa. Elas responderam ao nível de atividade”.

O trabalho de Chivers acrescenta a um corpo crescente de evidências científicas que coloca a sexualidade feminina em uma continuidade entre a heterossexualidade e a homossexualidade, em vez de um fenômeno excludente. “Ela está assinalando o que é meio óbvio e ainda assim não explorado: que as mulheres são fluidas em sua sexualidade”, disse uma das diretoras de “Bi the Way”, Josephine Decker, em uma festa após a apresentação do filme em um bar de temática russa.

Mesmo em uma cultura em que muitas vezes ser bissexual passa a ser chique – Britney e Madonna deixam o lugar para Lindsay Lohan e Samantha Ronson (fotografadas se beijando em Cannes, França)- e apesar dos dados da pesquisa mostrarem que os jovens, em particular, estão abertos à experimentação sexual, a bissexualidade ainda tende a ser tratada como novidade, como casualidade excitante, uma fase ou até uma forma de esconder a homossexualidade. A própria Chivers foi autora de um estudo de 2005 usando métodos similares que revelaram que os homens que se diziam bissexuais eram significativamente mais excitados por um único sexo, em geral o masculino.

As mulheres, contudo, são fundamentalmente diferentes, dizem alguns pesquisadores. Uma pesquisadora da Universidade de Utah, Dra. Lisa M. Diamond, publicou um estudo em janeiro na revista “Developmental Psychology” que acompanhava a vida amorosa de 79 mulheres não heterossexuais que se diziam lésbicas ou bissexuais ou nenhuma das opções anteriores. Ao longo de dez anos, as mulheres continuavam a ser atraídas por ambos os sexos, concluiu Diamond.

A resposta das mulheres às imagens dos casais se estende até para outras espécies, concluiu Chivers. Em um experimento de 2004 e novamente no estudo recente, publicado em dezembro de 2007 na revista “Journal of Personality and Social Psychology”, Chivers e seus colegas concluíram que as mulheres eram ligeira mas significativamente excitadas por centenas de chimpanzés bonobo cruzando. Os homens não mostraram a mesma resposta.

E quando Chivers pediu que as mulheres classificassem sua própria excitação diante dos vídeos que assistiam, as mulheres, homo ou heterossexuais, tendiam a dar maior classificação para filmes mostrando mulheres. “As mulheres heterossexuais reagem às mulheres, diferentemente do que se imaginaria”, disse Chivers. “Por que as mulheres são tão excitadas por outras mulheres?” Os homens, homo ou heterossexuais, assim como as lésbicas, foram mais previsivelmente excitados por imagens de seu sexo preferido, disse Chivers.

É difícil saber como entender essa informação. Chivers não faz alegações corajosas a respeito. “Concluir que as mulheres são bissexuais com base em sua resposta sexual seria negar a complexidade e as várias dimensões da sexualidade feminina”, escreveu em seu artigo. Ela admitiu, contudo, que a aparente flexibilidade das mulheres “esteja relacionada a um maior potencial de bissexualidade nas mulheres do que nos homens”.

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12 de Junho

junho, 12 - 2008

A todos aqueles que são livres para a amar, eu desejo um…

FELIZ DIA DOS SOLTEIROS!!!!!

Solteiros da nação, sejam felizes!!

& viva a liberdade!!!