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O reitor renunciou!

agosto, 26 - 2008

Recebi esta tarde a notícia que o reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto, entregou uma carta com seu pedido de renúncia após o escândalo dos cartões corporativos. Fico um pouco estarrecida, afinal, estou na universidade desde 2002 e acompanhei de perto sua gestão. Na carta, o Dr. Ulysses comenta que nesses últimos 5 anos a Unifesp saiu da lama, se recuperou de uma dívida de milhões e foi expandida para 5 campi.

A história da dívida é famosa e eu a vivi na pele. Em 2002, quando me matriculei, fui recebida numa universidade pública cheia de regalias. Eram muitos eventos, coquetéis, festas… No bandeijão da universidade cheguei a comer salmão, frango ao molho funghi, petit gateau; tudo isso – pasme – pagando 50 centavos por refeição. O atendimento médico aos alunos era de primeiro mundo e ia além das especialidades básicas; fiz tratamento homeopático, psicoterapia, acupuntura, extraí os dentes do siso. Havia dois espaços discentes com computadores para uso dos estudantes de graduação, onde passei intermináveis horas digitando relatórios, trabalhos e apresentações. Isso antes de que o Dr. Ulysses assumisse a reitoria. Pois na troca de gestão foi revelado o rombo nas contas da universidade: uma dívida de centena de milhões deixada pelo antigo reitor. E foi que, de um dia para o outro, os mimados estudantes viram o bandeijão ser terceirizado às custas de um rango meio insosso (com direito ao primeiro GECA generalizado da história da Unifesp), o serviço de computadores foi simplesmente cortado, o atendimento médico aos alunos foi reduzido a um mínimo operacional e os ricos coffee-breaks tornaram-se uma doce e remota lembrança.

Foram mudanças dolorosas para os estudantes e funcionários, as pessoas que mais perderam com a administração irresponsável dos recursos da universidade. Muitos dos serviços jamais foram reintegrados e os novos alunos pouco sabem o que foi a Unifesp em seus bons tempos. Hoje percebo que as regalias não se acabam, simplesmente mudam de lugar – ou de cargo -, isso é uma regra, seja aqui ou na Disney, como bem sabe o Dr. Ulysses. Quem assume interinamente o cargo é o vice-reitor, Dr. Sérgio Tufik, chefe do departamento de psicobiologia, onde faço meu mestrado, e da AFIP (vida longa e próspera!!), que patrocina meus congressos e parte da minha pesquisa.

Para o Dr. Ulysses ficam aqui minhas despedidas, que tenha um bom resto de carreira (e não se esqueça de levar as malas!!).

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8 comentários

  1. Pô, salmão no bandejão? Oo Poutz, e depois para uma mudança radical de comida radioativa… e o que é GECA?
    É uma pena que má administração de dinheiro é fato corriqueiro aqui no país… 😦


  2. Como assim petit gateau no bandejão? O que a gente come no bandeco da Unicamp é Frango Fimose (q) e olha lá, hahaha. E ainda pagamos 2 reais por isso.
    Beijão.


  3. Salmão no bandeijão da Universisda ? Frango ao funghi? Caracoles !! Estou vendo de onde veio seu pendor para Fantasia e Ficção :))))


  4. Você tem idéia de que e a que custo a Unifesp “saiu da lama”05.09.2008 14h.00
    Os milhões da SPDM Após a queda de Ulysses Fagundes Neto do cargo de reitor da Universidade Federal de São Paulo, acusado de corrupção, resta saber como ficará a Sociedade Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM.
    Ricardo Faria (*)

    A Entidade é dirigida por Ulysses e outros professores da Unifesp também acusados de irregularidades. Se comprovadas as fraudes, professores e prefeitos que assinaram contratos com a SPDM podem terminar na cadeia.

    Máfia de branco – Independente de cor partidária, a SPDM assumiu a administração de vários complexos hospitalares em diversas cidades como São Paulo, Campinas, Guarulhos, Campos do Jordão, São José dos Campos e outras. Os contrato, assinados sem concorrência pública, as chamadas terceirizações, envolvem quantias fabulosas, centenas de milhões de reais.

    Títulos protestados – Entre as irregularidades apontadas, uma é muito grave, a SPDM “não possui aptidão para firmar avença [acordo] com o poder público”, pois a associação” não tem a capacidade financeira”. O argumento se baseia em levantamento em cartórios de São Paulo apontando que a SPDM tem 2.939 títulos protestados, num total de R$ 6,5 milhões, a maioria por não pagamento de compras realizadas. O levantamento foi realizado pelo “Iabrudi, do Val – Advogados Associados”

    Guarulhos – Na cidade vizinha à Capital paulista, o prefeito é o petista Elói Pietá. Ele contratou os serviços da SPDM sem concorrência pública e virou alvo de uma ação judicial. O MP já pediu o cancelamento do convênio quando verificou que a SPDM possuía uma dívida de R$ 24,2 milhões com o governo.

    Crime – Na ação encaminhada à Justiça Federal de Guarulhos, o promotor Ricardo Manuel Castro, afirma que a Entidade não poderia ser contratada pelo poder público por possuir débitos de R$ 23,2 milhões com o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e de R$ 1 milhão com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) contraídas entre 1998 e 2003.

    Campinas – Um convênio de R$ 78,2 milhões firmado entre a Unifesp e a Prefeitura de Campinas (SP) para administrar um hospital inaugurado no dia 10 de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de uma ação popular que aponta uma série de irregularidades. A ação foi protocolada na Vara da Fazenda Pública de Campinas e pede a anulação do convênio.

    São José dos Campos – O que acontecer com o prefeito de Guarulhos e Campinas poderá se repetir com Eduardo Cury, prefeito de São José dos Campos, acusado de ter assinado um contrato milionário (R$ 87 milhões) com a SPDM, em junho de 2006. Cury transferiu a administração do Hospital Municipal para a SPDM e, de lá para cá as reclamações se avolumam.

    No último dia 2, entrevistamos o professor Jefferson Damasceno, diretor do Sindicato dos Funcionários Municipais de São José dos Campos que foi bastante claro a respeito do contrato de terceirização, assinado pelo prefeito Eduardo Cury: “A queda do reitor da Unifesp acusado de corrupção para nós não é novidade nenhuma. A direção da Unifesp e da SPDM é a mesma coisa. A segunda é uma OS, uma organização criada a partir de funcionários do primeiro e segundo escalão da Unifesp.

    Trata-se de uma Entidade pública de direito privado, uma empresa como qualquer outra. Entendemos que essas pessoas da SPDM praticaram vários tipos de crimes como enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, tráfico de influência etc.

    Como vê a SPDM atuar em São José que é governada pelo PSDB e também em Guarulhos que tem um prefeito do PT? – Nós somos contra toda essa situação, principalmente da maneira como foi realizado o contrato em São José, sem licitação.

    Como assim? – Na época, o Nacime Mansur, um dos diretores da SPDM, era professor em período integral, com regime de dedicação exclusiva na Unifesp e não poderia acumular funções, nós denunciamos esse e outros fatos.

    Quem assinou o contrato pela prefeitura? – Foram o prefeito Eduardo Cury e a secretária municipal de saúde, Marina de Oliveira, que sequer é da área médica, e nem poderia exercer esse cargo segundo uma lei estadual .

    Vocês entraram com ações na Justiça? – Temos várias ações judiciais, uma delas, na Justiça comum, contra a Marina por ela estar ocupando um cargo indevidamente. Temos uma ação no Ministério Público Federal e outra sendo julgada no Tribunal de Justiça de São Paulo contra a terceirização do Hospital Municipal.

    Como aconteceu essa terceirização? Tudo foi feito na calada da noite, não houve consulta popular, o processo não foi transparente, não houve licitação nem concorrência pública exigida por por lei. Estranhamos o comportamento do prefeito. Ele diz ter as mãos limpas é herdeiro do ex prefeito Emanuel Fernandes que afirma ser essa uma cidade de leis e de regras, como podem ter dispensado a concorrência pública no caso do Hospital Municipal, sabendo que a SPDM devia e deve muitos milhões de reais na praça, inclusive ao INSS e ao FGTS.

    O Nacime Mansur era do PSDB? – Ficamos sabendo que ele fazia parte do diretório estadual do PSDB na mesma época. Ou seja, foi um jogo de cartas marcadas.

    O que o Ministério Público fala disso tudo? – O MP Federal abriu um procedimento que continua em fase de investigação. Na semana passada, tivemos uma reunião no MP e constatamos a tramitação dos processos, sem ,ainda, o julgamento do mérito.

    Desde que a SPDM assumiu o Hospital Municipal, quais são as principais falhas? – Na verdade, o que presenciamos é uma ação entre amigos. Não contrataram profissionais, estão usando as verbas da prefeitura, até medicamentos dos servidores do Fame são levados para o Hospital Municipal. Sumiram algumas máquinas de lavar do tipo industrial.

    Como assim? – Eram três máquinas novas que custaram caro, mais de um milhão de reais. Soubemos que elas estavam numa lavanderia no bairro das Chácaras Reunidas e de lá desapareceram. Deram sumiço no patrimônio público, tombado. A SPDM está atuando de maneira irregular

    Prestação de contas – Fizemos, inclusive, denúncia ao Tribunal de Contas e ao MP, exigindo da Comissão Municipal de Saúde – COMUS – uma prestação de contas. Desde que a SPDM assumiu o Hospital, em junho de 2006, não houve prestação de contas.

    Quem é a presidente do COMUS? – É a Meire Chilarducci, uma protegida do vereador Jorley do Amaral (DEM), prima da esposa do prefeito e também diretora do Provisão uma entidade privada que recebe muito dinheiro da prefeitura de São José.

    É fácil falar com a diretoria da SPDM? – Encontrar algum diretor da SPDM em São José é difícil, principalmente depois que o Ministério Público caiu em cima deles lá em Guarulhos. Eles sumiram – são que nem gafanhotos, aparecem, devoram o que podem e vão para outro lugar. Existem muitas irregularidades que ainda não foram denunciadas.

    E como vai ficar tudo isso? – Acho que a Justiça vai apurar tudo, a SPDM não vai conseguir cumprir o contrato, ainda assim a prefeitura não o rompe, comprovando a existência de uma conivência sistemática.

    O CNPJ falso – O Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica encontra-se cancelado, a verdadeira inscrição da SPDM tem uma dívida junto ao INSS de cerca de R$ 21,7 milhões. Este fato, por si só, impede a contratação da empresa por um órgão público.

    Posição do prefeito – Eduardo Cury e seus aliados já processaram o diretor do Sindicato, Jefferson Damasceno de Souza, o líder dos movimentos populares, Cosme Vitor, o presidente do PT de São José, Giba Ribeiro e os vereadores da bancada petista, Amélia Naomi, Wagner Balieiro e Tonhão Dutra, todos por denuncias feitas aos processos de terceirização da Saúde, da Educação, do Parque Tecnológico e por tornarem público os projetos dos super-assessores e do Estatuto da Guarda.

    (*) Ricardo Faria – ricardo@vejosaojose.com.br

    ©vejosaojose.com.br – reprodução permitida com citação da fonte


  5. voce precisa amadurecer e não cuspir no prato que come


    • A garota imatura agradece seu comentário.


  6. vida longa e próspera pra vc que não trabalha lá


  7. A SPDM NÃO PODE SER UMA ENTIDADE SÉRIA. É UM CABIDE DE EMPREGO. MANDA O FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONCURSADO E CAPACITADO DE VOLTA P/ A SECRETARIA DA SAÚDE(COMO MERCADORIA) E CONTRATA SOBRINHOS E OUTROS PARENTES S/ A MENOR CAPACIDADE! ALÉM DISSO NÃO GASTAM A VERBA Q RECEBEM DO ESTADO EM INFRA ESTRUTURA! VISITEM A ODONTOLOGIA DO HOSPITAL DE TRANSPLANTES EURYCLIDES DE JESUS ZERBINI=H.BGADEIRO



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