h1

Ficção científica, o universo e tudo mais…

outubro, 5 - 2008

Normalmente, quando as pessoas que convivem comigo descobrem que sou escritora de ficção científica, a reação costuma ser de estranhamento. Não sei bem a razão, talvez porque nunca foi comprovada a existência de vida nerd loira, ou – o que é mais plausível – porque não entendem nada sobre ficção científica.

“Ficção científica? Historinhas de naves alienígenas? Que coisa mais infantil! Mais cafona, fora de moda…!”

Pois eu digo a você que ficção científica é tudo de bom. E é uma pena que as pessoas não conheçam, e por não conhecer, confundam-na com um produto adolescente, irreal, que só agrada a nerds e gente estranha. Isso faz com que a FC permanece intocada como uma ilha de desconhecimento cercada de ignorância por todos os lados. O preconceito contra o gênero foi construído em dois níveis bastante diferentes: o daquelas pessoas que não sabem nada sobre tudo – a população analfabeta funcional – e o daquelas outras que pensam que sabem demais – os acadêmicos e literatos –, detentoras da ignorância culta, míope e com armações de tartaruga.

Pode parecer idiota que alguém dê importância a essas pequenas querelas literárias, mas é em razão do preconceito que muitas editoras simplesmente excluíram o gênero de suas linhas de publicação e muitos escritores fogem do rótulo na tentativa de serem “levados a sério” pelas academias.

E por falar em academias… Atualmente, Doris Lessing é a única autora de FC (entre outros gêneros) a ser laureada com o prêmio Nobel de literatura. Não obstante, a série Shikasta – de ficção científica – é das menos citadas de sua produção literária. Como é praxe, os livros de um recém-ganhador do Nobel costumam ressuscitar nas prateleiras das livrarias. Foi isso que aconteceu com as obras de Lessing, que foram reeditadas e hoje podem ser encontradas com folga nas principais redes livreiras. Você só não vai encontrar Shikasta…

 

E o que é ficção científica, afinal?

É um gênero muito rico, que engloba vários subgêneros, comportando obras tão diferentes entre si que muita gente nem suspeita se tratar de FC. Costumam designa-la também como ficção especulativa, porque sua função é especular sobre realidades diferentes e explorar novos universos de possibilidades. É a ficção do: “como seria se…?”, e sobre essa pergunta, os autores constroem universos inteiros dentro de uma complexidade própria, abordando aspectos científicos, políticos, tecnológicos e culturais; partindo de premissas que nos conduzem a reflexões por horizontes além dos limites do convencional. E é aí que reside o grande valor da ficção científica: ela exercita a criatividade, a imaginação, o raciocínio, o poder de abstração e a flexibilidade de pensamento. São habilidades exploradas pela literatura como um todo, mas que florescem de forma especial quando a ficção extrapola as fronteiras do cotidiano.

A ficção científica pode ser fatiada em vários subgêneros, que não são absolutos. Muitas obras não podem ser classificadas dentro de uma vertente ou outra, por reunirem características de vários subgêneros. Farei um resumo das principais vanguardas da FC, mas entenda que as fronteiras que separam uma e outra são tênues, algumas fizeram sentido em momentos específicos da literatura, outras são divisões tão virtuais quanto as dos times de futebol.

 

Hard Science Fiction

Cena de 2001 – Uma Odisséia no Espaço

É um dos gêneros mais clássicos da FC, cujo principal representante é o escritor Arthur C. Clarke e sua famosa Odisséia 2001. O grande barato da FC hard é dar embasamento científico para as maravilhas tecnológicas inventadas pelo autor, valorizando a acurácia, a viabilidade técnica, os detalhes, a verossimilhança. Imagine uma nave em órbita, a milhares de quilômetros da Terra, e pense numa forma de fazer com que nela exista gravidade. Esse é um problema clássico para os diretores de Hollywood (tendo em vista que a gravidade zero pode gerar um buraco-negro no orçamento de um filme). No filme Armageddon, a solução foi instalar um “botão de gravidade” na parede da nave; já na Odisséia 2001, a solução de Arthur Clarke foi dar à estação orbital um eixo de rotação mantido por inércia, para que a força centrípeta sirva como gravidade simulada. Nesse quesito, a ficção hard passa muito perto da ciência aplicada, e, como próprio nome diz, é hard – dura, difícil – porque exige que o escritor tenha um bom conhecimento científico.

Além da série Odisséia, outras obras interessantes são Encontro com Rama, A Cidade e as Estrelas e O Fim da Infância; todas essas do vovô Clarke.

 

Soft Science Fiction

Arte de capa de Um Estranho Numa Terra Estranha, de Robert Heinlein

Contrapondo à ficção hard, que tem foco nas ciências exatas e tecnologia, a ficção soft é centrada no ser humano e na sociedade. Refere-se, de modo geral, às obras de ficção científica com um pé nas ciências humanas, cujo intuito é, através de comparações, tecer críticas sobre os modelos sócio-culturais e político-hierárquicos de nossa realidade. A soft sci-fi floresceu nos anos 60/70, num momento histórico de grandes transformações sociais; época em que o movimento feminista estava nas ruas, nascia o movimento gay, triunfava a luta pela igualdade racial com a derrubada das leis racistas nos EUA, a América Latina sofria com o cabresto das ditaduras militares e o mundo vivia sob a tensão da Guerra Fria.

Os autores que mais se destacaram nesse gênero foram Robert Heinlein (com Um Estranho Numa Terra Estranha) e Ursula K. Le Guin (com A Mão Esquerda da Escuridão e Os Despossuídos).

Em A Mão Esquerda da Escuridão, Le Guin apresenta um planeta onde vive uma espécie humana muito singular pela característica de ser totalmente hermafrodita e andrógina. Não existem sexos nem papéis sexuais pré-estabelecidos, toda e qualquer pessoa pode ser pai e ser mãe. Na viagem através desse mundo, o leitor experimenta a vivência de uma realidade onde a dicotomia mais básica da nossa psique – o masculino/feminino – é rompida. Uma experiência literária e tanto!

 

Distopia

Grandiosidade é a marca registrada dos regimes autoritários

Um gênero inteiro dedicado a tratar de utopias que saíram pela culatra. Ficção ou nem tão ficção assim, as distopias exploram meios de opressão institucionalizada, cujos padrões se repetem interminavelmente na história da humanidade. É provável que estejam entre as obras mais conhecidas da ficção científica (raramente assumidas como FC): Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), 1984 (George Orwell), Farenheit 451 (Ray Bradbury), Laranja Mecânica (Anthony Burgess), O Caçador de Andróides (ou Blade Runner, Philip K. Dick) e The Handmaid’s Tale (Margaret Atwood). No cinema, bons exemplos são os filmes Gattaca, Filhos da Esperança, Aeon Flux, além das adaptações das obras já citadas. A receita da boa distopia é angustiar o leitor situando-o numa atmosfera opressiva, de regras intrincadas, leis injustas, estreita vigilância, desesperança e desilusão. Um dos meus livros preferidos nessa vertente é The Handmaid’s Tale, que remonta a um Estados Unidos alternativo dominado por uma ordem religiosa fundamentalista que instituiu uma estrutura social rígida baseada nos preceitos do Velho Testamento. Para tal, todas as mulheres perdem o status de cidadãs e são apropriadas pelo Estado, grande parte delas se tornam aias, na verdade, ventres-de-aluguel, e são mandadas para as casas dos coronéis do sistema para lhes dar filhos. O detalhe é que após uma guerra química os homens ficaram estéreis, e caso as aias não consigam conceber a curto-prazo, são enviadas para campos de extermínio. Injustamente, The Handmaid’s Tale é uma obra pouco conhecida no Brasil, (onde foi publicada como O Conto da Aia, em 2006, pela Rocco). Na minha opinião, é uma distopia tão potente quanto 1984.

 

Space Opera

Duna, de Frank Herbert, já está na sua terceira adaptação cinematográfica

A faceta mais pulp da FC. Aqui estão as guerras de naves que fazem barulho no espaço, as pistolas de raios-laser, os caçadores de recompensa e salvadores de mocinhas indefesas raptadas por monstros do espaço sideral. O space opera traz a marca das aventuras melodramáticas e românticas, do maniqueísmo – bem versus mal (sendo que o bem sempre vence no final) – gerador de heróis galantes invencíveis e vilões terríveis e feios. São exageros e clichês inumeráveis, mas que fizeram história no cinema e nos folhetins estilo Amazing Stories. Algumas obras que flertam (muito) com o space opera são Star Wars, Battlestar Galactica e Duna (de Frank Herbert). Em Duna, por exemplo, há uma atmosfera messiânica cercando a figura do herói, Paul Atreides, que move uma guerra contra seu arqui-inimigo, o maquiavélico Barão Harkonnen, para vingar a morte de seu pai e reconquistar o poder sobre seu feudo – o planeta Arrakis-Duna. Nada aqui é tão simples ou tão bobo como os clichês do space opera fazem parecer. Herbert teve o mérito de construir um cenário magnífico, com tramas políticas complexas e uma saga muito envolvente e bem narrada, que tornaram Duna o mais venerado épico da ficção científica.

 

Cyberpunk

 

A inconfundível estética cyberpunk

Vida desgraçada com alta tecnologia – essa é a premissa e a promessa do estilo cyberpunk. Tudo começou em 1984 com a publicação de Neuromancer, de William Gibson, um romance tão diferente de tudo que existia até então, que provocou um impacto imediato e profundo na ficção científica. Aqui, o hacker é o herói, o ciberespaço é o campo de batalha, o submundo das ruas é o cenário, o capitalismo selvagem é o pano de fundo, os implantes ciborgues, computadores e aparatos eletrônicos são o tempero.

O cyberpunk é dotado de um apelo estético poderosíssimo, reconhecível a quilômetros de distância. São comuns os cenários noturnos das megalópoles industriais, as roupas escuras de tecidos sintéticos, aparelhagem tecnológica, muitos implantes, sexo, drogas e rock’n’roll, o estilo de vida desconexo e anfetaminado, o palavreado de sarjeta, espiões, mercenários, samurais pós-modernos, figurões da máfia, inteligências artificiais, megacorporações, a coisificação generalizada, o desencantamento da realidade e o sempre presente mundo virtual. Foi com Neuromancer que nasceu a idéia do ciberespaço, uma profecia que se realizou anos mais tarde com o surgimento da internet. Já outro clássico cyber, Snowcrash (Nevasca), de Neal Stephenson, originou a idéia de realidade virtual compartilhada, o que hoje temos com o Second Life.

Se você está pensando em Matrix, acertou. A rede matrix, propriamente dita, surgiu em Neuromancer, que foi o ponto de partida para a trilogia cinematográfica Matrix, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions.

O cyberpunk nasceu como a profecia de um “futuro terrível, porém provável”, ao menos, era o futuro para o qual o mundo parecia estar caminhando nos anos 80. Mas hoje em dia o futuro não é mais como era antigamente. A onda cyber nos atingiu, legou-nos a internet, os celulares e as noites delirantes em companhia dos computadores; e passou… tantas coisas mudaram, tantas ficaram como sempre são. É nesse instante que o filósofo olha para o hacker e pergunta: “e agora? o que vem depois?”, e o hacker responde: “Não vem. O cyber morreu. Viva o pós-cyber!”

 

Steampunk

Amostra de um futuro que jamais houve

Um dia William Gibson (o mesmo autor de Neuromancer) acordou com um bug nas idéias, se reuniu com Bruce Sterling e juntos eles decidiram desenterrar o projeto da máquina diferencial de Charles Babbage (que se tivesse funcionado teria se tornado o primeiro computador da história, isso em… 1822!), puseram-na para funcionar sob forças fictícias e criaram um desvio na história, situando a revolução da informática um século antes que ela realmente acontecesse. O resultado foi The Difference Engine, outro romance que chegou para abalar a FC com estilo.

Imagine você que maravilha o mundo computadorizado batendo cartões em máquinas a vapor, os céus tomados por zeppelins movidos por piloto automático e a Rainha Vitória atravessando os oceanos com os submarinos da Nautilus Rapinante Ltda. Sim, isso mais parece Júlio Verne recauchutado, com engrenagens de ouro e rococós barrocos. O steampunk – punk a vapor – é a tendência que veio explorar o progresso científico que o passado poderia ter vivido e que jamais aconteceu. A premissa sempre é fundamentada em um ponto crítico da história, gerando um desvio para uma revolução tecnológica bem-sucedida.

Nos quadrinhos, o gênero foi muito bem explorado por Alan Moore em A Liga Extraordinária (cuja adaptação cinematográfica deixa a desejar). E mais recentemente, o filme A Bússola de Ouro traz uma linda amostra dos devaneios estéticos do steampunk.

Na verdade, o punk a vapor é um gênero pouco ou nada funcional, mas com um apelo estético fortíssimo, retro-futurista e quase parnasiano. Em outras palavras: “essa engenhoca do vovô não serve pra nada, mas é tão bonitinha, tão legal, tão bacana…!!”

 

História Alternativa

 

 E se…?

E se os nazistas tivessem ganho a segunda guerra mundial? E se Napoleão vencesse a batalha contra a Rússia? Como seria se a colonização holandesa tivesse vingado no Brasil?

Perguntas desse tipo deram origem a um gênero inteiro dentro da ficção especulativa que se dedica a recontar a história, criando realidades alternativas que divergiram da nossa em um ponto crucial do passado.

A obra mais conhecida é O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, que responde exatamente à questão: e se o Eixo tivesse vencido a segunda guerra? O romance de Dick apresenta um mundo dominado por duas potências: Alemanha e Japão. Os personagens são pessoas comuns oprimidas pela estrutura social fundamentada nas ideologias racistas que se tornaram parte do zeitgeist dessa nova ordem mundial, onde os negros são escravos e os poucos judeus que ainda existem vivem na iminência do extermínio.

Também é digno de nota o livro Outros Brasis, de Gérson Lódi-Ribeiro, que traz insights de realidades alternativas brasileiras. Por exemplo, se o Quilombo dos Palmares tivesse resistido, teriam os quilombolas criado seu próprio Brasil Palmarino? E ainda, se o Paraguai tivesse ganho a Guerra do Paraguai, teria se tornado a potência sulamericana que de fato prometera ser? E não seria o Brasil somente um paisinho agrícola sob sua esfera de influência? Questões intrigantes, possibilidades infinitas.

 

New Weird

 

Concepção artística de Perdido Street Station

Novo estranho. Novo, muito novo mesmo, tem sido considerado por algumas pessoas o gênero da vez. E como toda avant-garde que se preze tem um manifesto de origem, cito o manifesto new weird, na definição de Jeff VanderMeer:

“New weird é um tipo de ficção urbana de segundo mundo, que subverte as idéias romantizadas de ‘lugar’ encontradas na fantasia tradicional, principalmente pela escolha de modelos complexos e realistas de mundo como ponto de partida para cenários que podem combinar elementos tanto de ficção científica como de fantasia.”

 

Em outras palavras, é uma ficção que acontece em um lugar que pode ser qualquer lugar, e faz uma miscelânea de influências mil, colocando no mesmo balaio elementos que não têm aparentemente nenhuma relação entre si. É um estilo que apela para o bizarro e o estranho, e também tem uma estética própria – muuuuiiito psicodélica! O gênero é tão novo que existe apenas um autor que é rotulado new weird por unanimidade: China Miéville, e sua obra considerada a última bolacha do pacote: Perdido Street Station.

Quem fez uma incursão no gênero foi Alan Moore, com a série de quadrinhos Promethea. Promethea é um arquétipo de heroína que se manifesta sob inspiração em algumas mulheres – e homens também – abrindo os portais de um universo semiótico de faz-de-conta, onde vivem os arquétipos. É uma história se passa em um lugar que poderia ser qualquer lugar no mundo, e bate no liquidificador elementos de ficção científica, policial, noir, fantasia, mitologia e o que mais a imaginação puder comportar…

 

Conclusão

Após um longo período de estiagem, as editoras brasileiras voltaram a se interessar pela ficção científica. Há iniciativas tímidas de reedição de clássicos e algumas publicações inéditas isoladas. É certo que nestes últimos dois anos se publicou mais FC no Brasil do que nas duas últimas décadas. Se você se interessar em conhecer mais, aqui vai uma dica: não procure a prateleira de “ficção científica” nas livrarias, pois as melhores obras do gênero não estão rotuladas como tal. Antes disso, procure pelo nome dos autores indicados, e considere eventualmente procurar livros em sebos.

Tenha em mente que muitas paixões despertaram quando o livro certo caiu nas mãos certas.

Anúncios

43 comentários

  1. Excelente texto, Cris. A conclusão, então (principalmente a última frase) foi direto ao ponto.
    Parabéns!


  2. Uau! Maravilhoso texto! Você resumiu bem as principais “divisões” do gênero, sem enrolações e direto ao ponto.
    Ei, sobre distopias, descobri que uma das influências do livro “1984” foi o livro sobre os gulags que tô lendo agora, pois foi lançado em 1948, mas para não dar muito na cara, Orwell inverteu para 1984…
    Concordo com o Fábio, sua conclusão foi ótima! 🙂


  3. Gostei muito do texto, Chris…
    Muito bom mesmo!
    🙂


  4. Aqui, Cris, grande textum, mas ainda não entendi o que é New Weird… esse trecho do JeffVander Meer ficou confuso, ainda não saquei, mas quero ficar por dentro da última bolacha! Ficaria mto grato se vc pudesse elaborar mais pros reles mortais como eu entender 😀 😀 😀


  5. Obrigada Fábio, Gi, Huguinho!

    Rodolfo, não se preocupe, eu também demorei muito pra sacar o que é new weird, só vendo pra entender!
    Se passar pela sessão de quadrinhos de uma livraria, procure por Promethea, do Alan Moore (Ed. Pixel) e dê uma folheada. Aí você entende.


  6. Esqueci de uma coisa… realmente não sabia onde encaixar Promethea até você dizer que era new weird. Realmente ao ler a obra me dava um sentimento “weird” rs. Até agora ainda não saquei 100% do new weird, mas tenho uma vaga idéia pelo menos.


  7. Bem extenso, Cris. Realmente é um ótimo guia=-base. Promethea ser New Weird é até uma classificação que não esperava. E tem um outro tanto de coisas de Alan Moore que poderiam se encaixar nesta forma de espectro mais amplo de definição.

    E Authority? Por mais que seja uma HQ de cepa levemente mais canônica tem uma série de elementos que se aproximam da definição do Jeff.


  8. Outro Weird e pioneiro nos quadrinhos: Grimjack, de John Ostrander e Tim Truman. 😉


  9. Oi, Cris.

    Não sei se chega a ser ficcão científica mas apaixonei-me pelo gênero ao ler “Contos da Taberna” de Arthur C. Clarke na adolêscencia. Daí para ler os outros livros que ele escreveu e outros contos de FC foi um pulo. Agradeço também a definição de cada seguimento em um texto, de fato, muito bem escrito.

    Parabéns e beijos mil!!!


  10. Cris, não quer negociar uma cópia desse texto lá para o Fantastik não??
    Abs!


  11. Como já disseram, é de fato um excelente texto. Um verdadeiro guia de iniciantes para adentrar neste “estranho” mundo da ficção científica. Parabéns, Cris! =)


  12. devidamente roubado. gracias :**


  13. Excelente texto, Cris!

    Nunca tinha pensado em Promethea como New Weird. Na verdade, sou mais um que tem uma vaga idéia do que seja o gênero, mas ainda não compreendi 100%. Mas isso só vai durar até chegar a coletânea do Jeff VanderMeer que encomendei. 🙂


  14. […] [RADAR] Radar Insônia #5 – Ficção Científica, o universo e tudo mais … (https://cristinalasaitis.wordpress.com) […]


  15. […] Com esse post eu abro uma nova categoria que é o “Descobrindo o Cyberpunk” (ok, nem dei o passo de falar que “vou discutir cultura cyberpunk aqui”, mas sabe né… ninguém lê mesmo), por mais que eu me diga “SOU FÔ, com um pouco de pesquisa você descobre que “gostar de ler” Willian Gibson não o faz automaticamente um entendedor desse pequeno mas bem definido ramo da ficção cientifica. […]


  16. Olá,

    Depois de vc me convencer a comprar na bucha o “Count Zero” e “Monalisa Overdrive” (o que me levou a falencia naquele mes, diga-se de passagem) estou finalizando alguns estudos sobre Cyberpunk e postando aos poucos no meu novo blog (deve ter visto a ref a cima). E fica a questão, qual a sua opinião sobre Cyberpunk? é literalmente a “noite, luzes, sexo e drogas” ou minha visão sobre o mesmo seria valida?

    Minha visão é que o “cyberpunk” é uma sensação, quase um sentimento, claro que temos alguns arquetipos para esse genero, mas considero em base o enfoque para o “sentimento de individualização perante o todo”, não sei se vou conseguir ser claro apenas em um comentario rapido… Mas o que quero dizer é que não considero cyberpunk apenas “Silicio, submundo, noite e luzes”. e sim uma “ideia”, um sentimento abstrato que pode permear desde livros classicos a simples poemas de desespero… A ideia é a persistente sensação de que precisamos “fugir” de algo e que existe “algo” a se buscar…

    claro que os elementos “Silicio, submundo, noite e luzes” ajudam pacas com isso. mas fica essa a questão. Cyberpunk é apenas “noite”??? ou temos chance de sentir o desespero do Cyberpunk a luz do dia???

    Perdoe se deixei confuso… e agradeceria algumas indicações para algum lugar que possa me ajudar na empreitada. E desculpe se tenho uma visão muito “romantizada” do genero.

    desde já agradeço!!! E parabens pelo blog!

    Atémaisver


  17. Oi Yanes,
    Interessante o seu raciocínio sobre o cyberpunk como um sentimento. Como toda a vanguarda, vem acompanhado de uma estética, uma formatação, um conjunto de regras e sensações. Acho que cabe entender o cyberpunk como um sentimento, sim. Tem a ver com solidão, com ter sua vida reduzida pelo materialismo e uma ânsia de transcender através da virtualidade e da sublimação tecnológica.

    Pra te ajudar a ir à falência este mês também, outro livro que é imperdível para fãs e estudiosos do cyberpunk é “A Construção do Imaginário Cyber”, do Fábio Fernandes. Ele explica as origens dos cyberpunk e trata de todas essas questões por trás do genênero.

    Beijos
    Cris


  18. Nossa, Christie!
    Que super-panorama que você nos deu sobre esse gênero! Fiquei muito surpresa, pois não imaginava que ele era tão rico. Pode ter certeza que a minha “Lista de livros para ler nas férias” aumentou um bocado!
    Não vejo a hora de começar!

    Um beijão!


  19. Christie,

    Adorei o teu texto!
    Acabei feliz, pois, se não estava muito a par dos subgêneros, pelo menos já li praticamente todos os livros indicados e pude avaliar as classificações. 🙂

    Repassei o link para um grupo de FicFan de que participo. 🙂

    Beijos.


  20. Muito bom o texto Chris!
    E acho que o mais importante foi ressaltar que muitas vezes os sub-gêneros se misturam e fica um pouco complicado classificar uma obra!
    Parabens!!!!


  21. Holly Freaking Cyber Jesus! Sci-Fi for dummies!

    Ótima aulinha para os leigos como eu. Many thanx.


  22. Olá, gostaria de pedir que fizesse um resumo disto, é muito chato ler isso tudo 😉


  23. Geovana, Sheila, Rodrigo, Camila:
    Thanx!! O que a gente não faz para divulgar as coisas que gosta, né?

    Caio,
    Que tal VOCÊ fazer o resumo? 😉


  24. Cristina, perfeito esse seu texto. Coloquei um link para ele no meu site http://www.sciencefiction.com.br. Quando puder dê uma olhada.
    Ricardo


    • Obrigada, Ricardo.
      Também te linkei. Parabéns pelo site!


  25. Olá Cris, acabei de ler este seu ensaio sobre os vários sub-gêneros da sci-fi. Como é muito difícl encontrar alguém que realmente curta e principalmente, entenda ficção-científica a fundo, gostaria muito de trocar algumas idéias com você, inclusive acabei de adquirir a trilogia cyberpunk de Gibson e seria legal poder discutir com alguém sobre estas obras.
    Você possui perfil em algúm site de relacionamento?
    Qualquer coisa, me envie pelo e-mail.


    • Cristian Rafael,
      Estou no orkut, no facebook, no twitter, é só dar uma busca e adicionar. No orkut procure a comunidade “Ficção Científica”, que tem cerca de 6 mil membros, lá você vai achar bastante gente pra conversar sobre as obras.


  26. […] você nunca tenha ouvido falar em distopia, transcrevo uma definição dada no artigo “Ficção Científica, o Universo e Tudo Mais…“, publicado neste blog em 2008: Um gênero inteiro dedicado a tratar de utopias que saíram […]


  27. Parabéns pelo seu blog e pelo texto.
    Carlos Machado (Capitão Escarlate)
    Loja Paraná do Conselho SteamPunk


  28. Muito bom saber de tudo isso… Eu confessadamente entendo um quase-nada de ficção-científica, mas mais por excesso de obras que me deixam indecisa do que por falta de oportunidade ou vontade… E talvez um pouco da culpa do cinema ou da TV, a fim de minar este gênero e reduzí-lo a algo sub-cultural, eu tive preguiça de então procurar sobre. Mas, desde que conheci um pessoal ‘delícia’ do meio literário, que vão de fantasia à ficção-científica, eu me vejo cada vez mais interessada e angustiada ao mesmo tempo quando se trata de FC. Tantas obras, tão pouco na carteira, uhauauahauha, tantos subgêneros interessantes que fico perdidinha da silva.

    Post ótimo e esclarecedor!

    beijos ;*


  29. […] – Ficção científica, o universo e tudo mais… – excelente artigo escrito pela Cris Lasaitis falando sobre ficção científica e seus […]


  30. Excelente texto. Apenas acho que Duna não se enquadra no Space Opera. Talvez o melhor representante seja Perry Rhodan.


    • Oi Márlon,
      O Duna não se encaixa no Space Opera, mas ele bebe da mesma fonte, compartilha alguns elementos.


  31. e o livro de ricardo azevedo que fala também sobre redação e ficção cientifica alguem conhece essa historia


  32. Apesar de estar chegando meio tarde não resisti ao seu blog Cris. Parabéns por compartilhar esse maravilhoso conteúdo!! Este é o melhor guia de FC que já li em toda a Internet lusófona, se puder depois vou te linkar pelo meu blog também. Sigo te acompanhando a partir de agora. Beijos e sucesso!!


    • Obrigada, Carlos!


  33. Cris, adorei o texto, e o achei significantemente fantástico!!! Já estou o compartilhando e o favoritei para usar como referência agora, sempre que me perguntarem sobre!

    Só senti uma pitada de falta do Asimov, achei que ele poderia ter sido citado lá em cima…

    Outro ponto do texto que me deixou deveras intrigado é sua opinião sobre o steampunk. Em que sentido exatamente ele não é funcional, como sub-gênero?

    Abraços


  34. Senti falta do Trans-humanismo, apesar do livro do autor R. Cole-Turner não ser de ficção e sim de futurologia, mas os manuais do jogo GURPS Transhuman Space são uma bela mostra da literatura que pode ser desenvolvida nessa nova vertente pós-cyberpunk mais symbiopunk.


  35. Muito bom, uma verdadeira aula que serve como guia para quem quer se aprofundar no assunto e mesmo como material complementar para uma introdução a estudantes de Literatura.


  36. […] tudo tem embasamento tecno-científico , um bom exemplo é mostrado pela Cristina Lasaitis em seu blog pessoal, ao tentar exemplificar o uso da presença de gravidade dentro de uma nave […]


  37. […] Artigo Sobre Ficção Científica: O leitor Carlos Angelo nos chamou a atenção para este interessante artigo da escritora Cristina Lasaitis, autora da coletânea Fábulas do Tempo e da Eternidade (Tarja Editorial, 2008): https://cristinalasaitis.wordpress.com/2008/10/05/ficcao-cientifica-o-universo-e-tudo-o-mais/ […]



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: