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Publicações científicas

março, 26 - 2009

Se há uma semelhança entre escritores e cientistas é que ambos creditam sua competência (e autoestima) profissional àquilo que publicam. São dois mundos governados respectivamente por grandes editoras e revistas de alto impacto, nas quais o direito de publicação é um passaporte para o reconhecimento.

Um pesquisador sem resultados publicados é como um escritor sem livros, experimenta uma sensação de incompletude, de semiprofissionalismo. Por mais que trabalhe, você não é ninguém caso não tenha uma obra para mostrar. O simples fato de publicar na mídia formal já leva a carreira a um outro patamar, é a superação de uma barreira.

Foi assim que me senti quando publiquei o primeiro livro da minha autoria. É assim que me sinto agora como pesquisadora. Apesar da minha atuação acadêmica ter começado antes da carreira de escritora, só agora começam a aparecer os frutos. Não publiquei meu livro por uma grande editora, também não estou publicando meus trabalhos em revistas de alto impacto indexadas no ISI, mas só essa sensação de ser publicada nada paga, é um alívio, um bom começo.

E são muitos motivos para comemorar. A princípio, é bem difícil conseguir publicar os resultados de uma pesquisa de mestrado dentro do prazo curtíssimo do próprio mestrado. E veja só, para quem não tinha nenhum artigo publicado, me vêm logo dois de uma vez: meus primeiros rebentos científicos são gêmeos!

São dois artigos sobre a validação de um instrumento de indução de estados emocionais que uso na minha pesquisa, publicados este mês na Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e no Jornal Brasileiro de Psiquiatria. Ambos já estão disponíveis (baixáveis em pdf) pela SciELO.

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Lasaitis C, Ribeiro RL, Freire MV, Bueno OFA. Atualização das Normas Brasileiras para o International Affective Picture System (IAPS). Rev Psiquiatr RS. 2008;30(3):230-235

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Lasaitis C, Ribeiro RL, Bueno OFA. Brazilian norms for the International Affective Picture System (IAPS) – comparison of the affective ratings for new stimuli between Brazilian and North-American subjects. J Bras Psiquiatr.2008;57(4):270-275.

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10 comentários

  1. Parabéns!

    Por outro lado, espero que você continue escrevendo depois de virar uma psicóloga mundialmente famosa 😉


  2. Parabéns, querida. Você merece muito sucesso.


  3. Uau, minhas mais sinceras congratulações pelas publicações! 😀 Tenho certeza de que é apenas o primeiro passo, outros artigos e livros bombásticos ainda virão!
    Deixe eu pagar um chopp na próxima vez para você, para comemorar esse sucesso 😉


  4. Francisco:

    BIOMÉDICA!! hunf 😦

    Tibor:

    Obrigada 🙂

    Gi:

    Obrigada 2. O chope eu aceito 😉


  5. Li os dois artigos. Parabéns por entrar com os dois pés direitos na bandida vida acadêmica produtiva. Agora é só continuar os passos adiante…

    Já comentando o conteúdo, achei bem interessante ver que a correlação entre os termos que se usam normalmente para definir as categorias acadêmicas das reações humanas mostra que estas sejam ainda tão entrelaçadas entre si. O “desembaraço” piora ainda mais quando se usa termos tão dúbios que permitam uma tal latitude de significados, a qual pode muito bem ser a causa dos diferentes desempenhos no julgamento de estadunidenses e brasileiros do que deveria ser um mesmo conceito comum.

    O que percebi, me debruçando mais sobre as figuras que os reveladores números, é que nos casos mais extremos existem como que “saturações” no julgamento, onde o excesso do efeito causado pelo apego a uma das categorias de cada par como que inibe o efeito sobre a outra (isto ocorrendo mais no casos das mulheres pelo que percebi).

    Pena que no caso se tenham empregado as mesmas fotos que as usadas nos USA, o que pode sempre antepor um viés cultural, podendo deformar um pouco os gráficos ou a análise (apesar de termos uma cultura no geral tão parecida com a dos USA). Seria interessante ver até que ponto as diferenças apontadas se devam ao aprendizado cultural (será que funciona de forma similar pros chineses, p. ex.?).


  6. Wow! Many congrats!!!


  7. Nossa, Ricardo, depois dessa quase que eu te chamo pra minha banca de tese 😉


  8. Mila:
    Thanx!!


  9. Cris, só achei que teus textos estavam tão apropriados que mereciam de ser comentados. Gostaria muito também de ver tua defesa, mas só no lado da torcida, até porque minha praia é outra e minha parca base é só a de quem é interessado em quase tudo (só não garanto é conseguir sair do poço de potencial deste gigantesco balneário).

    E o papo de quadrinhos no sopé da página? Além de romancear e articulo-teorizar vais querer também roteirizar visuais de HQ? Eu até já tive mais contacto com estas tribos. Quais são tuas quartas intenções a respeito pra eu poder situar os silvícolas?


  10. Pois é, Ricardo
    Tão bom se interessar por tudo, não é? Pra gente como a gente o assunto nunca tem fim.

    Minhas quartas intenções com os quadrinistas são para relacionamento sério rs. Na verdade, procurando um bom profissional interessado em fazer um bom trabalho. Gosto muito da interface visual, mas minhas habilidades de desenho são tão limitadas…



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