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Vendi minha alma pro sebo

março, 27 - 2009

sebada

A fantástica biblioteca de assuntos medievais da Cris.

Tudo começou esta tarde com uma vontade irresistível de comer sushi que me atacou no metrô bem quando passava pela estação Liberdade. Vendo que era horário de almoço, resolvi descer e ir me esbaldar no Asia House, um restaurante que serve um sushi maravilhoso a preço bem camarada. O almoço foi ótimo! Eu quase nem lembrava do quanto andar pela Liberdade é perigoso para a minha conta bancária. O problema são sempre os milhões de sebos que se escondem por aqueles lados, sabe? Foi impossível resistir. Em aproximadamente uma hora fiquei um passo mais próxima da falência.

Comprei 7 livros, alguns deles enciclopédicos (devia ter levado um carrinho de feira), e ainda saí lamentando as cartilhas de latim para seminaristas do século XIX que não deu pra levar porque estavam a preço de colecionador 😦 

No pacote:

Dois tomos da História Artística da Europa – Idade Média, do Geoges Duby

A História das Inquisições – Portugal, Espanha e Itália – Séculos XV-XIX, do Francisco Bethencourt

As Utopias Medievais, do Hilário Franco

O Físico, do Noah Gordon

A Sociedade Secreta dos Templários

e mais um manual de latim para estudantes do ginásio (do século retrasado, claro), que foram se somar a outras aquisições relativamente recentes da minha bibliotequinha para assuntos medievais:

O Tempo das Catedrais, do Georges Duby

Anjos Caídos, do Harold Bloom

História da Bruxaria, do Jeffrey B. Russel e Brooks Alexander

A Divina Comédia, do Dante

O Nome da Rosa, do Eco

Dom Quixote, do Cervantes

e tem até o Anno Domini – Manuscritos Medievais, coletânea organizada pela Helena Gomes.

Pra que tudo isso? Fonte de pesquisa para escrever. A ideia é que sejam leituras de curto prazo (quão curto vai ser esse prazo eu não sei). Já faz um tempo que eu não sou mais eu. O brainstorming já debandou para aquela fase esquizofrênica em que os personagens vêm te ameaçar na cama, você vê coisas e ouve vozes, habita outro planeta, tem vertigem, não pensa em outra coisa…

Nessa situação, sinto que terminar logo a tese é uma questão de vida ou morte. Não aguento mais. Já era. Caminho sem volta. Tem um romance implorando pra sair.

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17 comentários

  1. Uau, virou medievalista? 🙂 Bom, sei que esse futuro romance seu ambientado na idade média tem de tudo para ser bom, de tantas referências dessa época que tu comprou! 😀


  2. E é por essa e outras que não ando na Liberdade, porque de fato é um lugar perigoso pro bolso 🙂
    Mas daqui a alguns meses pretendo voltar para lá!


  3. A liberdade é um perigo para o meu bolso também, mas geralmente por causa dos restaurantes 😉


  4. AIMELDELS Romance!
    ADOREI.

    E daí seremos nós leitores que estaremos falidos com seus personagens te atormentando.

    Beijos, Cris!


  5. … e vem aí “Caçadores de Anjos II, A Missão” 😛


  6. Gi

    De medievalista chega a Ana, estou emprestando a assessoria dela.
    Espero entender o suficiente para escrever, mas não demais a ponto de ficar engessada. Às vezes pesquisar muito paralisa a criatividade (como aconteceu depois que li Heisenberg’s War).

    E cuidado com a Liberdade! – (bem diziam os generais da ditadura)


  7. Geovana:

    Aimeldels!
    Falir meus leitores? Nããão! rs
    Eu quero eles bem ricos 😉


  8. Jorge,

    Eu diria que vem aí Caçadores de Anjos volume único. Me recuso a repetir o bordão dos escritores de fantasia com suas sagas sem fim e narrativas forçadas ao infinito (Ó Tolkien, que vil legado tu nos deixaste!)


  9. Francisco,

    Vai no Asia House, dá pra comer muito bem com 15 reais.


  10. Esse QUixote é o em espanhol né?? ^^


  11. Por supuesto.


  12. Engraçado, até o século XIII as maiores cidades do mundo foram Constantinopla, Pequim, Bagdad e Samarcanda, lugares onde existia iluminação pública, sistemas sanitários, hospitais, escolas e bibliotecas enquanto na Europa a higiene pessoal era fato raro, as guerras constantes e se morria de dente cariado. Estranho como um lugarzinho sujo e perigoso como a Europa Ocidental (sob o ponto de vista de um visitante de fora do continente) assomou tal importância na História da Civilização…


  13. Só escrevi meu primeiro livro, ainda não publicado, mas esta coisa dos personagens me assombrando foi o que mais me marcou nesta primeira jornada.
    Boa sorte com seu romance medieval!


  14. Tem 4 livros aí que você não precisava ter comprado. Uma amiga lhos emprestaria. 😉


  15. Luís:

    E não é? Dá até medo! É uma delícia.

    Mila:
    Tudo bem, eu peço emprestada a saga arturiana do Bernard Cornewell.


  16. Jorge

    Talvez porque eles nos colonizaram?


  17. Cris,
    quando a gente tenta recriar o passado a luz do presente, no temos sempre a tendêcncia de distorcer os fatos passado para que estes se ajustem a nossa idéias atuais. E essa de que os caras são bons pra caramba, por isso prosperaram e criaram uma civilização do outro lado do Atlântico, parece etnocentrismo demais pro meu gosto. Alguns dizem que isto indica a presença de valores superiores na civilização européia: cultivo do livre arbítrio, valores humanistas firmemente impregnados na cultura geral, etc.

    Eu penso que foi sorte e acaso somente; rebobine o filme da história da humanidade alguns séculos deixe rodar mais uma vez, e os turcos ou chineses estariam colonizando a América…



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