h1

Já tomou sua pílula de consciência hoje?

março, 30 - 2009

Tire 21 minutos do seu dia para assistir a este vídeo:

(para a versão legendada, clique aqui)

Vi esse documentário, The Story of Stuff, no blog da Camila Fernandes e, sim, me abalou. Não é nada que nós não saibamos, mas estava faltando uma explicação mais didática, incisiva e abrangente para que fosse um tapa na cara de efeito.

Esse é o modelo de capitalismo que importamos dos doutores no assunto, portanto essa bronca também se aplica a nós. A crítica não é ao capitalismo como modelo político, mas sim ao motor do consumismo atrelado a ele. Hoje somos reféns (e também agentes) de um modelo econômico que está cozinhando o mundo em que habitamos. A questão nem é propriamente política ou econômica, mas de vergonha na cara, porque sabemos por intuição que as atitudes cabíveis só serão tomadas em regime de emergência, quando a coisa estiver feia, quente, suja e talvez irrecuperável.

Diante da crise econômica que marcou a virada de 2008/2009 qual é a medida desesperada que os governos estão tomando para fortalecer a economia? Estimular o consumo. Há até governo que tenha distribuído cheques à população para fazer compras e aquecer as vendas. A marca da saúde financeira do Brasil qual é? É a inclusão das classes D e E no mercado consumidor. A nossa força como nação hoje se reflete principalmente no nosso potencial de produzir, vender e comprar – a língua que o capitalismo internacional fala.

É muito difícil mudar o jeito como o mundo funciona, e uma certeza que temos é que mudá-lo é a única saída. Se você sentiu indignação, se os ombros pesaram com a sensação de impotência, saiba que não está sozinho. Se serve de consolo, talvez um milhão de indignados unidos consigam reciclar mais lixo e reduzir uma fração do dano.

Eu espero que esses fatos doam em você também. E que consigam nos arrancar da inércia.

Anúncios

4 comentários

  1. Ae, você achou uma versão legendada do vídeo que queria assistir!
    Putz… é chocante mesmo… =/ Isso me fez lembrar de algumas aulas de geografia no colegial, onde isso era bem discutido, sobre as tramas das corporações e tal.
    Acredito que se muita gente ver isso pode até incutir mudanças significativas no sistema, mas será que vai ser suficiente? Você sabe o quanto as corporações estão poderosas hoje.
    Outra coisa… você já ouviu falar daquele Dia do Planeta, de apagar as luzes por 1 hora? Tem um post sobre isso e um vídeo sobre o fato da Terra “aguentar” a gente:
    http://www.contraditorium.com/2009/03/28/hora-da-terra-viva-o-onanismo/
    Dá uma olhada lá, principalmente no vídeo do final do post e me diz o que acha.


  2. Alegra-me que alguém mais tenha se sentido tocado com esse vídeo. E que me tenha liviado da promessa à Gi de encontrar a versão legendada. 🙂

    É difícil ser diferente num mundo onde as pessoas te medem pelo seu potencial aquisitivo, pela marca do seu carro, pela sua beleza. Mas difícil não é impossível. Por isso é que eu digo: recicle seu lixo, recicle suas idéias, pense duas, três vezes antes de comprar uma coisa da qual você talvez não precise para viver mais feliz ou mais seguro.

    Consumir não é errado. Errado é achar que consumir por consumir é a chave para uma vida melhor e uma economia estável. Não pode existir economia estável num planeta exaurido.


  3. Achei excelente o vídeo, Christie e Camila. Nada de informação muito nova mas a forma como está compilada, mesmo que em tom meio alarmista, é a mais adequada principalmente pros jovens.

    Sincronicamente postei na nossa big FC community uns dizeres com tom parecido, sem nem ter lido teu blog antes.

    Acho inclusive, indo mais longe, Camila, que consumir na forma que fazemos é errado sim! Até porque não termos outra forma de fazê-lo não apaga o fato de que estamos sustentando o sistema. Minha forma de guerrilha contra tais atitudes sempre se refletiu no fato de usar qualquer bem de consumo até ele virar pó ou ser irremediavelmente inútil até em suas partes componentes.

    Enquanto não tiver jeito vou acumulando lixo tecnológico em casa mesmo. Uma vantagem é que acabo indiretamente economizando um bocado a não ser no tempo gasto com tentar fazer funcionar as eletrônicas obsoletas (daqui a pouco vou tentar de novo ver se o meu 486 tem salvação… e ver se consigo conservar os monitores vehos)


  4. É isso aí, pessoal. Se houve algo que ficou muito mais claro pra mim depois desse documentário é a diferença fatal entre consumo e consumismo: pretendo comprar as coisas de que realmente preciso e quando são verdadeiramente necessárias. Pretendo usá-las até que não me sirvam mais.
    E podemos educar as pessoas para que entendam a razão disso.
    Apenas o lixo que os Estados Unidos produzem seria suficiente para equipar, vestir e alimentar países pobres inteiros – os americanos têm o hábito de descartar coisas novas, em perfeito estado!
    Não pretendo ter filhos, mas se um dia me tornar professora (coisa muito provável depois do mestrado), pretendo levar essa mensagem pros meus alunos.



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: