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Dance in peace, Michael

junho, 26 - 2009

Fiquei bestificada. A notícia me pegou tão desprevenida que soou até como piada de mau gosto.

Ok, todos nós adorávamos criticar sua branquelização, a plastificação exagerada, as infantilidades e demais esquisitices. Mas confesso que sinto uma enorme simpatia por gente excêntrica – essas pessoas que se permitem ser meio doidas do armário pra fora (porque do armário pra dentro, todos nós temos algo de loucos).

Devo dizer que o primeiro discão LP que eu comprei na vida era dele, o Black or White Dangerous. Suas músicas e performances marcaram uma década de 80 deveras vertiginosa para a criança que eu era. Apesar de ter passado muito rápido pra mim, foi uma década inesquecível.

Ninguém pode negar que ele era um artista genial, empolgante. Lembro que as crianças punham o disco pra tocar, ficávamos imitando a dança, tentando fazer aqueles passos deslizantes em marcha ré o moonwalk. Músicas que colam no ouvido, videoclipes bizarros e tremendamente criativos. E o visual?  Aquelas roupas brilhantes, uma mistura de “cheguei” com elegância.

Decididamente, Michael tinha estilo! Não passava desapercebido. Não passou.

Se a figura andava cada vez mais triste e alienada na ilha da fantasia, é fato. É uma estrela que já havia se apagado antes de morrer. Havia o ícone e havia o homem. O primeiro vai ficar na memória, o segundo era mortal e demasiadamente humano.

De qualquer forma, lamento ter de fazer esta despedida tão cedo, eu realmente não esperava.

michael

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5 comentários

  1. Bonito texto de homenagem.


  2. Pois é, também fiquei surpresa com a notícia… =( Apesar de que agora ele estava no ocaso, ele foi um artista formidável no seu apogeu (antes dos mid-90) e tenho um LP dele, com uma arte de capa espetacular. Vou dar uma procuradinha para saber qual era o álbum.
    RIP.


  3. Oi, Cristina.

    Bela homenagem para um ser que encantou todos nas mais diversas idades, em todos os cantos do mundo.

    “Dance in peace, Michael!”

    Beijos mil!!!


  4. Pois é, gente. E com os noticiários na TV a saudade foi apertando.

    O visual dele na virada dos 80/90 era o máximo (ou sou eu que amo androginia? rs).

    Agora lembrei que tinha um joguinho no mega-drive chamado Moonwalk, onde o Michael era o herói e saía matando zumbis no sapateado!!!!
    Se alguém encontrar disponível na net por emulador, me avisa!


  5. Com amor ou com ódio, ninguém podia ignorar Michael Jackson e sua relevância dentro da cultura pop.

    Quando criança eu ouvia o Thriller por horas a fio e meu sonho, nada secreto, era casar com o na época negro, jovem e charmoso Michael. Sim, já fui tiete!

    O que acho mais triste nisso tudo, no entanto, não é a “deseducação” proporcionada a ele pelo pai, mas a absoluta falta de privacidade imposta a ele pela massa de fãs, levando-o a isolar-se na sua Terra do Nunca particular. É irônico e revoltante que as pessoas precisem transformar num inferno a vida de alguém que juram adorar.



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