h1

Leituras – Junho/2009

julho, 1 - 2009

Paradigmas vol.2 – vários autores

paradigmas2

Depois de uma excelente estréia, o projeto segue com a quebradeira de paradigmas. O número 2 da coletânea está muito bom, se bem que um pouco menos uniforme na qualidade dos contos. Desta vez serei menos impessoal e tentarei fazer críticas com sugestões construtivas, ok?

+ Já havia lido o conto de abertura Ricardo Edgar, Detetive Particular, do Ataíde Tartari, na coletânea Portal Solaris. É uma história detetivesca com toques de ficção científica que manipula alguns clichês do estilo noir para construir um desfecho inesperado. Já li outros trabalhos do Ataíde, a quem considero um ótimo escritor.

+ Em O Pequeno Oenteph, do Raul Tabajara, uma excursão escolar a um casarão colonial guarda muitas surpresas para um garoto, que descobrirá que é um… oenteph! E o que é um oenteph? Só lendo pra entender. Conheço o Raul como um excelente ilustrador; como escritor eu o aconselho a tomar mais intimidade pelas técnicas narrativas.

+ No conto do Flávio Medeiros, Efeitos Adversos, um cientista sofre com os efeitos colaterais de uma experiência secreta e imprevisível. Um ótimo conto de ficção científica hard com o tempero mutante das HQs de super-heróis. Muito bem escrito. Adoro a espontaneidade com que o Flávio usa nomes brasileiros em suas histórias de FC.

+ A Boa Senhora de Convent Garden, da Camila Fernandes, conta a vida de uma cortesã londrina, cotada na Lista de Harris das Damas de Convent Garden (ou seja, a lista das melhores prostitutas londrinas do século XVIII com a descrição detalhada de seus atributos especiais), gozando uma liberdade que poucas mulheres tinham na época e eventualmente transformando alguns de seus clientes em vítimas. Achei um conto delicioso construído sobre uma premissa histórica deveras interessante.

+ Fuga, conto do Fernando S. Trevisan, narra a perseguição frenética de uma agente numa missão que ela mesma pouco compreende, mas na qual mergulha de cabeça. Eu diria que o conto caberia perfeitamente em um dos episódios surreais do desenho Aeon Flux. É difícil eu gostar de cenas de ação, até porque é difícil encontrar autores que saibam escrevê-las de maneira envolvente. A narrativa psicológica do Fernando é surpreendente, mostra que suas habilidades literárias vão muito além das resenhas que ele posta regularmente em seu site.

+ O Deus de Muitas Faces, do Gabriel Boz, é um conto de inspiração mítica e com jeito de lenda. Narra a passagem de um jovem à vida adulta no contexto de uma tribo antiga da Albânia, numa época em que os homens literalmente falavam com os deuses. Conheço os textos do Gabriel Boz de outros projetos e também o considero um ótimo escritor da nova geração.

+ Frei François, do Ademir Pascale, se passa no século XVII e narra o encontro de um frei caçador de aventuras com uma criatura demoníaca, uma história bastante inspirada em O Nome da Rosa. Tenho lido outros contos do autor e a sugestão que faço ao Ademir é não se cristalizar em uma única forma narrativa (a que usa em 99% dos textos, como ele conta), mas fazer um esforço para ser mais versátil: usar outras pessoas e tempos verbais, experimentar outras formas de contar histórias. Diversifique o quanto puder.

+ Abaixo de Nós, da Luciana Muniz, é um conto bem no estilo Viagem ao Centro da Terra, literalmente, à medida em que um explorador se aventura a desbravar as imensidões interiores da Terra, descobrindo um novo mundo, habitado por outros homens… Achei uma história bastante ambiciosa, que infelizmente ficou um pouco espremida em formato de conto. Tenho acompanhado a evolução dos textos da Lu e me parece que ela está num caminho ótimo (estou curiosa para ver o romance que ela tem na manga!). A sugestão que faço é que o conto tem potencial para ser expandido e virar, talvez, uma noveleta.

+ Em Carta a Monsenhor, Ana Cristina Rodrigues usa seu conhecimento como historiadora para contar a história de um homem encarregado de recensear vilas num mundo medieval devastado pela praga. Ela demonstra ótimo domínio da forma de narrar dos homens da Idade Média, observando seus protocolos e vocabulário, unidos numa técnica pessoal muito bem desenvolvida. Achei interessante o modo como ela faz uso de um fato histórico, que visto pela ótica medieval se transmutou em um conto de terror.

+ Conto BÁRBARO do Saint Clair Stockler, Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue conta um pitoresco triângulo amoroso de uma moça, um rapaz e… um gato! A história é contada através das impressões do felino a respeito dos humanos e os rastros que eles deixam no universo que o rodeia. O que o faz formidável é o domínio da narrativa, criando um texto leve, lírico, sinestésico, preenchido de momentos casuais e belos. Este é o conto que mais gostei no livro.

+ A Dama e o Cavaleiro, do Ricardo Delfin, é uma história cavaleiresca, à primeira vista idêntica às (muito) antigas novelas de cavalaria, no conteúdo e nos clichês, mas com um desfecho surpreendente. Recomendo fortemente ao autor ler mais, treinar muito a escrita e exercitar a linguagem, repensando na escolha das palavras – e sobretudo no uso dos adjetivos – para que a narração se torne mais fluida, natural e menos truncada.

+ O Fazedor de Terra, do Ubiratan Peleteiro, é definitivamente um conto diferente de tudo que já li. É uma trama política que se passa em um clã de carneiros monteses muito geniosos e donos de uma cultura própria. Achei uma história muito criativa em todos os sentidos, está de parabéns!

+ Na noveleta Clausura, Richard Diegues conta a história de uma filha de fazendeiros feita refém de um prolongado sequestro. É um texto torturante, passa uma sensação terrível de angústia, dor; e por todas essas fortes emoções que rende ao leitor, digo que foi uma tacada de mestre do Richard. Excelente.

 E que venha o volume 3!

A Mulher que Matou os Peixes – Clarice Lispector

mulherquematouospeixes

Ainda não tinha experimentado Clarice Lispector escrevendo pra crianças. Profundamente intimista e confessional como só ela sabe ser,  neste livro Clarice fala de suas relações com os animais, desde as indesejáveis baratas até sua mais apegada macaquinha de estimação. É bonito, insólito e triste, bem no estilo Clarice.

Sei que me deu uma vontade enorme de escrever livros confessionais.

O Terceiro Testamento – Livro I – X. Dorison & A. Alice

terceiro testamento

Não resisti, comprei esta graphic novel pelo conteúdo gráfico caprichadíssimo e um trabalho de ambientação histórica tecnicamente perfeito. É uma trama inquisitorial passada na Europa do século XIV, misturando religião e elementos macabros. Influência cabal de O Nome da Rosa, com direito a um protagonista que é a cara de Sean Connery. Achei uma história em quadrinhos bastante complexa e adulta, o que quer dizer que realmente gostei. Só me incomodou o decote da mocinha, gratuitamente escancarado na maior parte das cenas, uma alusão besta àquele mundo das HQs feitas sob medida para meninos nerds que não transam.

Série Harry Potter – J.K. Rowling

harry-potter

Na minha mais sincera opinião, foi uma façanha. J.K. Rowling é bruxa, só pode ser!

Uma escritora competentíssima, dona de uma fertilidade criativa invejável, arquiteta de tramas macarrônicas saturadas de reviravoltas rocambolescas e – o mais incrível – que não confunde o leitor! Ela consegue sustentar através de sete livros uma narrativa leve e cativante, dosando um nível de maturidade crescente. Sabe construir personagens carismáticos; aliás, gera um exército deles! Lança todos no tabuleiro e não perde o comando do jogo, constrói uma teia supercomplexa de relações e brinca de fazer e desfazer os nós… Isso que é uma tremenda contadora de histórias!

O que mais me admira não é o amplo impacto da série Harry Potter e o fato dela tem ter conquistado leitores de todas as idades, em todos os países. Tenho certeza que ela criou um conto de fadas para as crianças dos próximos séculos. É um clássico absoluto. Rowling não escreveu simplesmente uma história de bruxos, ela criou uma mitologia completa e a situou no mundo contemporâneo, na realidade das crianças de hoje, falando a língua delas, conhecendo as suas necessidades e gostos. E a despeito da complexidade, que é bem alta (inclusive nos primeiros livros), consegue prender a atenção infantil – por isso eu repito: é uma façanha!

Muitas pessoas – eu, inclusive – vivem lembrando as influências onde Rowling bebeu para criar Harry Potter. A começar que o menino é a cara de Tim Hunter, o menino bruxo dos Livros da Magia, do Neil Gaiman, que também é órfão, também está destinado a se tornar um grande bruxo e também tem uma coruja de estimação. Ou pode ainda ter se baseado numa tal escola de magia de Roke, do mundo de Terramar (Earthsea, concebido pela Ursula K. Le Guin), igualmente povoado de dragões e palavras mágicas, e com vilões cuja grande aspiração é a imortalidade. Eu não chamaria de plágio, mas tenho certeza que essas referências passaram por Rowling e a ajudaram, ainda que inconscientemente, a compor o universo de Harry Potter. No caso, o que interessa não é se ela usou as referências, mas COMO as usou.

Mas vamos aos livros…

Falando dos personagens que mais gostei (e os mais criativos, na minha opinião) destaco: a família trouxa Dursley, o gigante Hagrid (e seus bichinhos: Norberto, Bicuço, os explosivins…), Alvo Dumbledore, o narcisista Gilderoy Lockhart, os gêmeos tagarelas Fred e Jorge Weasley, o lobisomem Lupin, os dementadores, a professora Trelawney, a veela Fleur Delacour, Olho-Tonto Moody, Ninfadora Tonks, a megera Umbridge e – minha clone fictícia: – Luna Lovegood. No entanto, como tenho uma verdadeira fascinação por personagens ambíguos – que transitam entre a vilania e o heroísmo – o meu favorito é o Severo Snape, com quem simpatizei logo de início e no final virei fã completa (soube que é um dos personagens favoritos de Rowling também). É raro encontrar personagens tão bem trabalhados.

Das metáforas inteligentes: medalha de bronze para  o F.A.L.E., da Hermione Granger, uma instituição devotada a querer libertar os elfos domésticos, que não fazem a menor questão de serem libertados. Medalha de prata para a Inquisidora de Hogwarts, Dolores Umbridge, e seus decretos-lei que não deixam nada a dever para o AI-5. Medalha de ouro para a supremacia da raça bruxa e a perseguição aos sangue-ruins; só faltava os Comensais da Morte usarem a suástica no lugar da marca negra.

Críticas. Acho que eu recomendaria um pouco menos de Agatha Christie no tempero. Às vezes a trama fica rocambolesca demais, e então a situação se esclarece magicamente numa conversa com algum personagem chave. Estranho também Harry Potter e cia terem um chutômetro excepcionalmente bom e um talento inexplicável para juntar pistas e chegar a conclusões improváveis e magicamente certeiras. Senti uma certa falta de arrependimento em Harry nos momentos em que ele percebeu que estava errado. E bem que fiquei me perguntando se um dos pré-requisitos para ser professor em Hogwarts é ser solteiro e celibatário. E sobre a temática dos últimos livros – a morte -, a questão do medo da morte perdeu o impacto num universo que é habitado por fantasmas e onde os mortos voltam por magia para dar conselhos. Conheço muita gente que não gostou do final; realmente, o livro 7 parece ter algumas fraquezas – personagens esquecidos que ficam sem desfecho, muitas idas e vindas em meio às batalhas finais, uma certa tendência a sucumbir a clichês e um epílogo que me pareceu totalmente redundante. Mas de resto, perfect!

Os dois primeiros livros pouco me prenderam. A trama começou a ficar muito mais empolgante a partir do 3º (o prisioneiro de Azkaban); a mudança radical de atitude do 5º livro (a Ordem da Fênix) é o ponto alto da série, e também curti o roteiro imprevisível e diferentoso do sétimo livro (as Relíquias da Morte).

É isso aí. Elogios feitos, chapéu tirado. Agora, se me permite, vou desaparatar…

Anúncios

24 comentários

  1. Opa, quer dizer que conseguiu finalmente encerrar a trama do Harry Potter? Só aumentou minha curiosidade… porque parei completamente com as leituras agora para estudar até queimar o cérebro para duas provas.
    Seria interessante ver você escrever um livro confessional. Certamente seria bacana e com a mesma qualidade literária, já que você é dona de um estilo cativante e instigante de escrever 😉
    O conto do Saint-Clair também foi o que mais me surpreendeu, porque no começo ele não deixa nada claro que a história estava sendo contada do ponto de vista de um gato. Autores que fazem isso, sem escancarar a trama de uma vez, merecem meu respeito 😀
    Vale então a pena fazer uma coleção do Terceiro Testamento? Se tu colecionar, gostaria de dar uma olhada…


    • Gi, você traça Harry Potter em um mês. Quando começar não vai querer parar.


  2. Também considero a Série Harry Potter um clássico. E J.K. Rowling, se quizer, pode sumir em uma vida de ermitão que não será esquecida nas próximas décadas…
    Se bem que ela tem talento e poderia, sim, começar outro projetão como este.
    Ela não precisa, mas será que ela conseguiria repetir a façanha?

    Eu adoro séries literárias como Harry Potter, Senhor dos Anéis ou Adisséia no Espaço. Meu sonho de consumo é escrever uma!


    • A Rowling parece ser de certo modo uma ermitã, em seu site me passou a sensação de ser uma pessoa bastante contida.

      E por que você não escreve? Suponho que já tenha a ideia.


  3. Com relação à semelhança entre o Harry e o Tim Hunter, eles são praticamente separados no nascimento. No decorrer dos livros, o Harry toma um caminho razoavelmente diferente do Tim, mas o primeiro livro, os dois são particamente idênticos.
    Diz a boca pequena que mestre Gaiman teria recebido um incentivo generoso para dizer publicamente que “a mitologia inglesa é rica e vasta e claro que eu não vou processar eles por plagiarem o Tim”…


    • Gaiman é um gentleman.

      Não consigo concebê-lo como alguém que inicie um processo por plágio.


  4. Harry Potter é bom, só não sei como os livros da saga “Artemis Fowl” não são lembrados, pois conseguem aliar histórias que envolvem alta tecnologia e elementos mágicos típicos de contos de fadas, de um jeito deveras criativo.

    … Mas realmente, Harry Potter já é um clássico pop


  5. Quanto ao ponto alto da série, tenho uma visão diferente. Achei um pouco fraco o desenrolar do amadurecimento de Harry até o quinto livro. Na verdade, acho que os últimos dois livros fecham bem demais a série, dando uma guinada para longe do óbvio. O último, então, mostra que era inevitável a divisão em dois filmes. Vê-se nele um grande mérito da autora: criar uma trama nova para cada volume, casando-a perfeitamente com a linha narrativa principal. E “com ar” de adulto, ideal para o público.


    • Sim, sim, os últimos livros são excepcionais. Mas ela não conseguiu se esquivar de alguns clichês. O epílogo anula qualquer possibilidade de ter havido mudanças na vida dos personagens durante o período contido entre o final e o final-final. Devem ter sido 19 anos muito tediosos esses.


  6. Cris, valeu pel comentário sobre o meu conto 🙂

    Sobre o HP, eu achei que o final ficou devendo. No penúltimo livro, ela aponta para uma trama que envolveria o “mundo trouxa” e as outras “criaturas mágicas”… e nada. A coisa é resolvida basicamente pelos mesmos personagens de sempre. Ela perdeu uma chance de ampliar o mundo do HP, enquanto ainda contava a história do guri, mas aproveitando o caminho que ela mesma abriu nos livros anteriores.

    :*!


    • Oi Fer,

      Você me pareceu veramente decepcionado com o último livro, agora vejo que tinha construído muitas expectativas.
      As minhas é que ela não sucumbisse a clichês do tipo “e foram felizes para sempre”, mas de certo modo ela fez isso.
      Mas valeu a pena, vai.

      Beijos


  7. O Artemis Fowl realmente merecia mais destaque… já li dois livros dessa série e achei bem bacana! =D


  8. Cris,

    Termina a tese.


    • Boa ideia!


  9. Brincando, brincandoooo… pero no mucho, né?

    Cris dear,

    01. Achei sua crítica ao P2 bastante objetiva, produtiva e clara. Meus contos preferidos no livro, como acho que deixei transparecer na minha resenha, foram também o do Saint-Clair e o do Richard. Não se trata de coincidência: estão entre os textos que mais demonstram, ao mesmo tempo, técnica narrativa e espontaneidade, além de ótimas tramas. E obrigada, claro, pela parte que me toca. 😉

    02. Sabe o que é de morte? Por mais que ouça as melhores coisas sobre Clarice, nunca li dela nada mais que alguns trechos inseridos em livros escolares. Acho que vou me infiltrar na sua biblioteca qualquer hora e passar uns tempos vivendo de Clarice & água.

    03. Sua resenha conseguiu despertar minha curiosidade, mas não sei ler francês. :-S

    04. Acho que, como fã de longa data da série HP, já lhe disse tudo o que tinha a dizer sobre ela. Então direi apenas que essa foi uma ótima resenha. Você não está devendo nada à JK, pois também conseguiu uma façanha! A de condensar 7 livros em um único artigo bastante rápido, objetivo e apetitoso. 😉


    • Mila
      01. Thanx!
      02. Vale a pena conhecer Clarice. É uma escritora que tem me adicionado muito; eu consumo frequentemente como um tônico de linguagem. Quando termino de ler um livro dela tenho a sensação de que sou capaz de exprimir em palavras qualquer ideia.
      03. É em português mesmo. É que eu não achei uma boa capa da edição brasileira pra publicar.
      04. Thanx again. Não devo nada, mas bem que gostaria de ter taco para desafiá-la 😉


  10. […] Para ler seus comentários a respeito dos 13 contos do volume II e saber por que fiquei muito entusiasmada com suas palavras sobre o meu conto (Abaixo de Nós), clique aqui. […]


  11. […] quer ler sobre eles, deixo aqui dois links com breves comentários da Cris Lasaitis aqui (vol 1) e aqui (vol 2). Aproveita para ler as outras resenhas e os posts, afinal, a guria escreve bem! […]


  12. Olá Cristina, cheguei ao seu blog através do blog da Gi.
    Primeiramente gostaria de parabenizá-la pelo conteúdo do blog 🙂
    Eu li a série toda em 15 dias de tão viciante que é. Realmente a JKRowling é uma escritora fenomenal.
    Falando em influências, gostaria de citar também a coleção “Desventuras em série”. Não posso afirmar se a série foi exatamente uma influência para a JK, mas alguns cenários de Harry Potter, assim como algumas aventuras vividas pelo trio e até mesmo a formação do personagem Harry, lembram bastante a obra de Lemony Snicket (cujo nome verdadeiro não me lembro neste momento, dado que este é um pseudônimo).


  13. olha eu adoro harry potter i ja assisti todos menos o ultimo, mais eu posso afirmar q harry potter faram os melhores filmes q ja assisti i aposto q o ultimo vai ficar para a historia….
    i alem do mais convenhamos o daniel radcliffe é lindo!
    kkkk


  14. […] do vol.1 no Aumanack Resenha do vol.1 no Leitura Escrita Resenha do vol.2 por Camila Fernandes Resenha do vol.2 por Cristina Laisatis Resenha do vol.3 por Giseli Ramos Resenha do vol.3 no Homem […]


  15. […] vol. 3     Paradigmas vol. 2      Paradigmas vol. […]



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: