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Efeito Placebo

abril, 9 - 2010

Nem somente pela voz elétrica de Brian Molko, ou pelo charme estranho, o ritmo desembalado, ou talvez a melancolia poética dissolvida num oceano de despretenciosidade feito letras onde cabem poucos ou nenhum cliché. Nem pela performance ao vivo, que não é imperdível. Nem pela rebeldia, que não é novidade. Não é por idolatria, pois já passei da fase. E também não é por paixão.
Então o quê?
Talvez o momento. Pois para certos momentos uma música ou modo de dizer caem como uma luva. E de uma coleção de momentos se faz uma fase, que – como toda fase – é assumidamente passageira. E como toda transição, melhor se bem vivida. Vivida para ser melhor passada.
Sintonizei esse momento, e a empatia tem gosto de despretensão e timing de fase. Aqui dentro há uma sensação infinita de lado B, um saber ser parte do que está à parte. E ser consciente das limitações, hesitante na bifurcação de todos os rumos que uma vida pode tomar, observando às costas uma juventude que aos poucos bate em retirada, embora você não tenha certeza do quanto isso lhe importa.
Não é nada, e com efeito. Eu poderia citar esta, esta, esta, esta e esta razões, mas o melhor motivo que tenho para ir nesse show é o fato de que tenho me sentido muito Placebo ultimamente.

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Blind

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Lady of the Flowers

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Protège Moi

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Running Up That Hill

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Taste In Men