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Efeito Placebo

abril, 9 - 2010

Nem somente pela voz elétrica de Brian Molko, ou pelo charme estranho, o ritmo desembalado, ou talvez a melancolia poética dissolvida num oceano de despretenciosidade feito letras onde cabem poucos ou nenhum cliché. Nem pela performance ao vivo, que não é imperdível. Nem pela rebeldia, que não é novidade. Não é por idolatria, pois já passei da fase. E também não é por paixão.
Então o quê?
Talvez o momento. Pois para certos momentos uma música ou modo de dizer caem como uma luva. E de uma coleção de momentos se faz uma fase, que – como toda fase – é assumidamente passageira. E como toda transição, melhor se bem vivida. Vivida para ser melhor passada.
Sintonizei esse momento, e a empatia tem gosto de despretensão e timing de fase. Aqui dentro há uma sensação infinita de lado B, um saber ser parte do que está à parte. E ser consciente das limitações, hesitante na bifurcação de todos os rumos que uma vida pode tomar, observando às costas uma juventude que aos poucos bate em retirada, embora você não tenha certeza do quanto isso lhe importa.
Não é nada, e com efeito. Eu poderia citar esta, esta, esta, esta e esta razões, mas o melhor motivo que tenho para ir nesse show é o fato de que tenho me sentido muito Placebo ultimamente.

*

Blind

*

Lady of the Flowers

*

Protège Moi

*

Running Up That Hill

*

Taste In Men

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7 comentários

  1. protège moi.

    essas transições… assustam de um jeito bom, geralmente. gosto de ter um olhares pra olhar que ajudem a descobrir o que, afinal, fica disso tudo. ou o que é realidade. ou ainda o que é sonho que continua mesmo longe do sono.

    gosto do teu olhar.


  2. odeio que a gente não possa apagar/refazer comentários escritos rapidamente, com desajeitos gramaticais oriundos de cérebros bizarros com menos dopamina no pré-frontal \o/.


    • Deixe os erros e tropeços, eles fazem parte. Pra quê ser perfeito?


  3. Teu blog andou meio jogado as traças, e você quando voltou estava escrevendo feito um zumbi dopado, você parecia estar no modo automático.

    Ok, sou um sacana que não esta te pagando um centavo para ler o que você escreve e ainda por cima reclamo, sem lembrar que você não ganha ou perde nada escrevendo bem ou escrevendo mal…

    Mas nesse crônica/comentário/pitaco que você deu sobre o Placebo, você acertou na mosca: ritmo, tempo, exposição de sentimentos de forma intensa e contida, uma pontinha do seu coming-of-age pintando.
    Fucking Great, Girl, Fucking Great …

    Foi por você escrever assim que comecei a seguir (dizem as más línguas lusitanas, stalkear >:) ) sua produção artística.

    Minha opinião sobre o Placebo é ortogonal a sua, por isso vou guardá-la para mim; mas se a recompensa de um autor/artista é ter um publico de qualidade que o prestigie, esses blokes tem uma sorte duca por ter uma ouvinte tão antenada e que escreve tão bem como você.

    Beijão na testa, fui !


    • Sempre obrigada pela sinceridade, Jorge. Essa veio bem espontânea.

      Beijos


  4. Eles cataram junto com o David Bowie. Só por isso já merecem meu infinito respeito.


    • amém.



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