Archive for maio \31\+00:00 2010

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As consequencias do casamento gay

maio, 31 - 2010

Como vocês vêem, é um assunto muito espinhoso, complicado, exige aconselhamento espiritual e um planejamento de longo prazo. Não importa o que já demonstrou a Holanda, a Dinamarca, a Noruega, a Alemanha, (contra os exemplos de Sodoma e Gomorra, nenhum país é páreo). Como as dúvidas são muito grandes, melhor fazer plebiscito (como propõe D. Marina Silva, já sabendo o resultado) ou deixar para a próxima geração de deputados e senadores resolverem (ou não).

Agora, definitivamente, com a desorganização que existe dentro da militância GLBT brasileira, ninguém vai conseguir pleitear nada. Nem nesse governo, nem no próximo.

E aí, Dilma?

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FC do B Panorama 2006/2007 – e-book

maio, 21 - 2010

A coletânea FC do B – Panorama 2006/2007, que foi publicada pela Editora Corifeu, agora está disponível na internet.

Foi a primeira edição de um concurso nacional de contos de ficção científica que se saiu um bom trabalho, rendendo uma boa coletânea de contos (e um prêmio bem legal aos que publicaram, mas não vou contar), e que tem jeito de que vai virar um concurso clássico e anual, talvez bienal.

Participei com o Assassinando o Tempo, que – não sei porque cargas d’água – é o conto que meus leitores mais citam.

Dá pra ler tudo aqui.

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Retratos da Leitura no Brasil – e-book

maio, 21 - 2010

Um link de utilidade pública, especialmente para escritores e profissionais do livro.

Um dos posts mais visitados deste blog tem sido o meu resumo do “Retratos da Leitura no Brasil“, pesquisa realizada em 2008. Acabei de saber que o relatório virou livro e está disponível em e-book para ser baixado no site do Instituto Pró-Livro. O e-book traz a análise de especialistas sobre os resultados obtidos na pesquisa, além dos gráficos bonitinhos.

Agora estou na expectativa de ver um retrato recente da leitura no Brasil.

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Eyjafjallajökull

maio, 17 - 2010

Este não é só mais um vídeo do vulcão.

É uma aula de ponto de vista.

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Noite de Autógrafos – Fábulas 2ª Ed.

maio, 14 - 2010

E tem noite de autógrafos!

Sábado, dia 22 de maio, a partir das 19 h, eu e o Fábio Fernandes estaremos participando de um bate-papo e autografando nossos livros no Bardo Batata.

O Fábulas do Tempo e da Eternidade – 2ª edição e Os Dias da Peste estarão sendo vendidos com 20% de desconto.

Onde?

Bardo Batata – Rua Bela Cintra, 1333 – Jardins – São Paulo (perto da estação Consolação do metrô).

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Virada Cultural Steampunk

maio, 14 - 2010

A Tarja Editorial e o Conselho Steampunk estarão na Virada Cultural de SP, e eu estarei lá também, curtindo o evento e autografando o Fábulas do Tempo e da Eternidade 2ª Ed. pra quem quiser!

Quando?

Domingo, dia 16 de maio de 2010. O evento acontece partir das 09:00 hs da manhã  no Stand 18, DIMENSÃO NERD, na Praça Roosevelt.

Haverá: no PALCO, das 10:00 as 11:00 hs – palestra sobre Historia Alternativa e Steampunk

E das 11:30 as 14:00 hs – sessão de venda e autógrafos com os autores presentes.

Vide programação da Virada Cultural.

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Literatura erótica

maio, 12 - 2010

É difícil de escrever, é difícil de ler e é difícil de assumir. Mas é um universo inteiro, e, por não me aventurar muito nele, sinto fascínio. Fico olhando de longe: um dia vou me despir desses pudores… um dia chego lá.

Publico aqui a reportagem do programa Entrelinhas sobre literatura erótica com a participação da minha amiga Alessandra, que escreve maravilhosamente bem.

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Homenagem às genitoras

maio, 10 - 2010

Neste dia das mães eu desejo a todas as mulheres do Brasil felizes 50 anos da pílula anticoncepcional. E que a maternidade seja, cada vez mais, uma escolha muito consciente.

“Luke, I am your mother!”

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Sorteio – Fábulas do Tempo e da Eternidade

maio, 5 - 2010

No Twitter!

Dia 07/05, sorteio do livro#FabulasDoTempoEdaEternidade

(http://bit.ly/a4ARea ),@crislasaitis. Siga @tarjaeditorial, dê RT e concorra!

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Promoção FC nacional – Tarja Editorial

maio, 5 - 2010

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O vírus e a ignorância

maio, 3 - 2010

A ignorância é uma merda, desculpe a expressão.

Queria dizer que existe toda uma categoria de pessoas desocupadas no mundo que se dedicam a uma coisa chamada Teoria da Conspiração.

A Teoria da Conspiração é a mãe de todas as pasmaceiras: são os bichos transgênicos sem patas nem cabeça cultivados para os hambúrgueres do McDonalds, são os governos tentando ocultar os alienígenas, são as mensagens subliminares da TV derretendo sua massa cinzenta. São histórias absurdas que prosperam na ignorância, justamente porque elas assustam e são espalhadas como alertas do tipo “escute, escute, porque eles estão contra você!”.

Eu sei, é difícil para algumas pessoas conseguir separar realidade de ficção (quem não consegue, não se sinta mal, o importante é ter saúde).  Acontece que às vezes as teorias conspiratórias alcançam o seu propósito, que é amedrontar e confundir as pessoas pra valer.

Eu digo isso porque tenho visto conhecidos meus, pessoas em geral inteligentes, que estão se negando a tomar a vacina da gripe suína (H1N1) confundidos pelas polêmicas que proliferaram nos meios de comunicação (a internet, principalmente) contra a vacina.

Ouve-se de tudo: que a vacina não foi testada, que é feita com agentes tóxicos, que pode induzir síndromes bizarras, que as reações podem ser letais, que é uma conspiração dos EUA para reduzir à metade a população mundial, etc.

Para tentar esclarecer as coisas de um ponto de vista profissional, falarei como biomédica.

Sobre a gripe A (H1N1)

As pandemias de gripe reincidem em ciclos, de acordo com a taxa de mutação do vírus. A penúltima aparição do vírus Influenza A subtipo H1N1 foi a gripe espanhola, há 90 anos. De certo modo, pode-se dizer que já era esperada uma nova pandemia de gripe A.

A gripe A mata principalmente pessoas jovens por causa da reação imunológica intensa que provoca, podendo destruir o tecido pulmonar e levar à síndrome respiratória aguda. Por isso a doença afeta sobretudo os adultos jovens saudáveis.

No Brasil, a pandemia atingiu a maior taxa de letalidade do mundo: pelo menos 5% das pessoas que adquirem a gripe A vêm a óbito.

Se não houvesse um programa de prevenção e vacinação contra o vírus H1N1, no próximo inverno poderíamos esperar uma pandemia de dimensões trágicas, como aconteceu com a gripe espanhola.

Sobre a vacina contra a gripe A

Vacinas são feitas com vírus inativados ou pedaços de vírus. Portanto, quando se toma uma vacina, mesmo que haja uma reação, não há infecção.

A vacina contra o vírus H1N1 foi produzida com a mesma tecnologia da vacina contra a gripe comum. Não existe razão para temer uma e não outra.

Os componentes considerados “tóxicos” que entram na formulação da vacina em quantidades ínfimas também estão presentes em outras vacinas, e não consta terem envenenado ninguém (como você, provavelmente, já experimentou).

Todas as vacinas têm um risco próprio de desenvolver reações adversas. A questão é que esse risco é extremamente baixo, enquanto ficar doente é incomparavelmente mais perigoso, mais arriscado e desagradável para qualquer pessoa.

Antes de chegar ao Brasil, as vacinas foram testadas no outono passado nas populações da América do Norte e da Europa, sem reportar complicações ou reações adversas graves. O Brasil compra as vacinas excedentes dos países produtores (e não é apenas dos EUA). O Canadá, por exemplo, tem uma população de 20 milhões e produziu cerca do dobro de vacinas.

Entre os cientistas, não há confusão quanto à eficácia e segurança da vacina contra o vírus H1N1. A polêmica que chega até você é fruto mídia e sobretudo da pseudomídia que nos cerca, mandando spams para o seu endereço de e-mail.

O que pode acontecer se você tomar a vacina é ficar imunizado. Se tiver reação, será no máximo uma febre muito baixa ou dor no local num período de até 48 horas depois da injeção (a única contra-indicação é para as pessoas que têm alergia a ovo).

O que pode acontecer se você não tomar a vacina é contrair a gripe A e arcar com os sintomas, as despesas e os riscos implicados.

A biotecnologia é um advento recente, sorte a nossa ela estar aí para nos poupar das tragédias anunciadas do nosso tempo.

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Cristina Lasaitis é biomédica da UNIFESP e tomou a vacina contra a gripe A no primeiro dia de vacinação.