Archive for março \28\UTC 2011

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Fontes de Inspiração para o Escritor

março, 28 - 2011

Começo pedindo perdão pelo pleonasmo, mas nada como um artigo criativo para falar de criatividade. Larissa Caruso perguntou para os escritores fantásticos brasileiros como eles se inspiram na hora de escrever e listou as 5 principais fontes de inspiração literária com depoimentos e sugestões dos participantes. Fui cobaia dessa pesquisa e (sou suspeita pra falar, adoro pesquisas!) adorei ler o resultado, que foi publicado hoje no site da Arena Fantástica.

Creio que todos escritores se valem dessas cinco fontes de inspiração de momento a momento. Sem inspiração não temos ideias, ou pior – sem inspiração não há paixão para escrever! – Mas já dizia aquela frase, que de tão antiga já caiu em domínio público: escrever é 1% de inspiração e 99% de transpiração. Na hora de ter ideias todo santo ajuda, o problema é colocar no papel.

Fica então como sugestão para uma próxima matéria: “o que os escritores fazem para transpirar?”

E para ler o artigo na Arena Fantástica é só clicar aqui.

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A Uma Vírgula

março, 11 - 2011

No começo, quando decidi escrever histórias, eu tinha um problema sério com vírgulas. Não sabia como usá-las, vivia procurando um manual de instruções. Ponto-e-vírgula, então, danou-se! Quem sabe exatamente como usar um ponto-e-vírgula? Graças às vírgulas e aos pontos, todos os anos eu faço um retiro gramatical. Sério mesmo. Me fecho durante uma semana dentro do escritório, pego os livros de português e estudo toda a gramática, toda a estilística, toda a sintaxe e a pontuação de novo (só espero que a nova ortografia seja boazinha comigo).

Mas o que eu queria dizer com esse título? É que estava aqui remexendo meus textos antigos, penteando as traças, passando perfume nos fungos, quando topei com um exemplar de soneto que não lembrava ter escrito e que data exatamente do auge da minha crise com as vírgulas! Inspirada pela virgulite cometi essa pérola que reproduzo abaixo, espero que gostem (ou não).

A Uma Vírgula

Discreta insígnia de falciforme pujança,
Talhe recurvado, exatidão cartesiana,
Signo sinuoso que nas entrelinhas dança
E reclama às musas perfeição parnasiana!

Ofereço a minha composição litúrgica
Em louvor a ti, quimera silente e errante,
Que cinde palavras com precisão cirúrgica
Brandindo o fio dessa tua lâmina cortante!

És tal como o arqueado indócil sabre mouro
Que me escapa à sutil destreza dos dedos.
Sendo imprevisível como os chifres do touro,

És toda a razão dos meus literários medos!
Pois te aviso, meu breve silêncio de ouro,
Que ainda desvendarei os teus segredos!

O tratamento surtiu efeito e hoje me sinto praticamente curada. Se você já passou por problema de vírgula saiba que tem a minha solidariedade. E a você que chegou até o final deste post deixo a minha vírgula rosa ,

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Entrevista quentinha

março, 5 - 2011

Acaba ser publicada a entrevista que concedi ao Muller Gomes para um blogue de literatura, entretenimento e variedades.

Falamos sobre literatura de FC e Fantasia, carreira de escritor, como publicar livros e sobre os meus projetos em andamento. Fazia tempo que não dava uma entrevista, agradeço ao Muller pela oportunidade!

Leia o papo na íntegra no blogue da Taberna do Viking!