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Ser escravo de uma história

fevereiro, 7 - 2014

Estou brigando com um conto que tento escrever há dois anos. Tenho percebido várias coisas no processo:
– Escrever sobre personagens históricos é difícil, sobretudo quando você faz questão de respeitá-los em aparência, essência e profundidade.
– Misturar biografias com texto ficcional não é simples. Uma vida é muita informação.
– Criar uma trama com aspectos teóricos que você não está bem certo de que domina: vai fazer pesquisa à exaustão até perceber que é impossível dar conta de todo o material existente sobre o assunto.
– Achar o jeito certo de narrar uma história que é um quebra-cabeça: vários rascunhos descartados até encontrar o modo, o estilo, a estrutura.
– No final, o aviso para eu não tentar isso de novo (embora saiba que vou).

A esperança é conseguir trazer à vida as cenas adoráveis que você sonhou: elas justificam o sofrimento (masoquista) dessa arte que alguns escritores – no meu caso – transformaram em um labirinto pessoal.

One comment

  1. Cada vida é mesmo um mundo. Pontos de vista, sinais e significados para cada pequena história ou micro acontecimentos que às vezes nem influem diretamente em outros, mas transformam sutilmente as pessoas e o seu jeito de ver reagir à própria vida. Misturar tudo isso, pra mim, só um aspirante, parece o desafio de um pintor com todas as cores na paleta e uma infinidade de matizes para retratar e colorir a vida dos outros



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