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Pílulas de Oscar Wilde

novembro, 13 - 2019

Mais do que um blogayro de moda do século XIX, Oscar Wilde foi aquele cara que amou a arte, compreendeu-a e defendeu-a incansavelmente brandindo sua elegantérrima bengala com castão de ouro.

Foi de moderno para eterno, e, quem diria, chega ao século XXI sendo avant garde: cavaleiro contra a censura, essa cafonice que nunca quer sair de moda.

É preciso resgatar algumas das suas pílulas de sabedoria, que continuam atuais agora às 15h do desde sempre.

“Toda arte é bem inútil.”

“A arte não é moral nem imoral, mas amoral.”

“É o espectador, e não a vida, que a arte de fato espelha.”

“Aqueles que encontram significados feios em coisas belas são corruptos e não possuem nenhum encanto. Isso é um defeito.”

Numa síntese de poucas palavras, Wilde expressa da forma mais galante que já se ouviu no chá das cinco a máxima “deixem os artistas se expressarem, caceta!”.

Wilde sabia – e avisava – que a condição humana é insuportável sem arte, e que a arte precisa ser livre para cumprir seu ideal.

Por essa razão, quando as discussões do mundo literário desenrolam diante de mim seu rocambole de problematizações, acabo me voltando àquelas máximas:

A arte só faz sentido livre.

Livre para não ser gostada. Livre para ser xingada. Livre para ser problematizada – ok. Mas nenhum de nós, no papel de artista, iria querê-la com um grau sequer a menos de liberdade.