Posts Tagged ‘arte’

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“It gets better”

dezembro, 20 - 2010

Divulgando um vídeo feito pela equipe da Pixar que tomei conhecimento via Camila FernandesDavid Hoffman.

Recentemente surgiu esse meme –  it gets better (vai melhorar) – como uma corrente de amparo aos adolescentes gays e lésbicas que vivem sob pressão e contemplam o suicídio.

São muitas coisas que eu poderia comentar: o quanto os tempos mudaram, a enorme onda de conscientização sobre a homofobia que marcou 2010, como isso vem tarde para alguns e como vai ajudar a tornar mais suportável a vida de muitas pessoas. São muitas coisas que eu diria, ainda, em primeira pessoa caso tivesse fôlego para articular.

Mas o vídeo vai dizer melhor do que eu. É isso.

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Modernização da Lei de Direitos Autorais

junho, 15 - 2010

A lei de direitos autorais brasileira está sendo revista e o Minc acabou de liberar a consulta pública para a modernização da lei de direito autoral – Isso quer dizer que eu e você podemos (e devemos) contribuir.

Veja alguns dos principais pontos discutidos:

Regulação do direito de cópia: atualmente é proibido tirar fotocópias de livros para fins educacionais, usar um trecho de música para remix ou copiar um cd de músicas para uso pessoal. A nova proposta visa facilitar o acesso aos bens culturais e deverá liberar o acesso às obras nesses casos.

Proteção aos direitos do autor: a proposta quer proteger aquele que mais contribui para a cultura: o autor, defendendo que 50% do valor da obra sejam pagos a ele.

Cessão de direitos autorais: normalmente os autores cedem os direitos autorais por tempo indeterminado, e algumas vezes se vêem na situação absurda de serem privados dos direitos sobre suas obras porque mudaram de editora ou de gravadora. Segundo a nova proposta um prazo de cessão de direitos deverá ser explicitado em contrato.

Prazo de proteção das obras: Continua como é hoje: a obra cai em domínio público 70 anos após a morte do autor.

Sebos e bibliotecas legalizados: acredite se quiser, a lei atual reza que o autor deve autorizar a distribuição da obra para fins de empréstimo, revenda, venda e aluguel, o que significa que os sebos e bibliotecas estão na ilegalidade. A nova proposta estabelece que esse direito de distribuição termina com a primeira venda.

Punição para quem paga jabá: uma prática comum das gravadoras é pagar para as rádios tocarem suas músicas. Pela nova proposta, esses casos serão punidos como infração à ordem econômica e ao direito de acesso à diversidade cultural.

A cartilha com o texto integral dessa discussão pode ser baixada aqui. Para participar, acesse o site do Ministério da Cultura, cadastre-se e opine.

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Efeito Placebo

abril, 9 - 2010

Nem somente pela voz elétrica de Brian Molko, ou pelo charme estranho, o ritmo desembalado, ou talvez a melancolia poética dissolvida num oceano de despretenciosidade feito letras onde cabem poucos ou nenhum cliché. Nem pela performance ao vivo, que não é imperdível. Nem pela rebeldia, que não é novidade. Não é por idolatria, pois já passei da fase. E também não é por paixão.
Então o quê?
Talvez o momento. Pois para certos momentos uma música ou modo de dizer caem como uma luva. E de uma coleção de momentos se faz uma fase, que – como toda fase – é assumidamente passageira. E como toda transição, melhor se bem vivida. Vivida para ser melhor passada.
Sintonizei esse momento, e a empatia tem gosto de despretensão e timing de fase. Aqui dentro há uma sensação infinita de lado B, um saber ser parte do que está à parte. E ser consciente das limitações, hesitante na bifurcação de todos os rumos que uma vida pode tomar, observando às costas uma juventude que aos poucos bate em retirada, embora você não tenha certeza do quanto isso lhe importa.
Não é nada, e com efeito. Eu poderia citar esta, esta, esta, esta e esta razões, mas o melhor motivo que tenho para ir nesse show é o fato de que tenho me sentido muito Placebo ultimamente.

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Blind

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Lady of the Flowers

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Protège Moi

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Running Up That Hill

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Taste In Men

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Eu vejo nuvens

fevereiro, 5 - 2010

Diretamente do baú das inutilidades que divertem, com vocês o Wordlet – um gerador de nuvens de palavras online e grátisware.

Funciona assim: você joga um texto (sua monografia, livro, curriculum, whatever) ou um endereço virtual (seu blogue) e ele gera automaticamente uma nuvem das palavras mais recorrentes, podendo usar vários recursos de edição até obter um resultado bem estético da sua rede semântica pessoal.

Dá uma olhada:

Meu livro, Fábulas do Tempo e da Eternidade.

Minha tese de mestrado.

Meu blogue.

Have fun!

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O arquiteto dos cenários impossíveis

novembro, 22 - 2008

Em 2007, meu primeiro conto, O Homem Atômico, foi publicado em espanhol no zine virtual Axxón Online e ilustrado pelo artista digital Guillermo Vidal.

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Ilustração do Guillermo Vidal para O Homem Atômico

Ano vai, ano vem… dia desses esbarro com o Guillermo no Facebook e lembro: “ei, você já ilustrou meu conto!”  Engrenamos uma conversa, fui visitar o portfolio virtual dele e só então caiu a ficha de que eu já tinha visto alguns de seus trabalhos, mas não tinha ligado os pontos. O Guillermo é um grande ilustrador de ficção científica, mais conhecido por seus cenários impossíveis pintados com uma perícia fascinante. Virou meu arquiteto preferido de cidades futuristas. E como costuma acontecer com pessoas inspiradas, o Guillermo não só ilustra, como também escreve e tem muitos contos publicados na própria Axxón Online.

Vale a pena dar uma espiada no portfolio, são trabalhos sensacionais, arte digital extremamente hard, conteúdo altamente babável!

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Um bom conselho (para escritores)

outubro, 25 - 2008

“Muitas pessoas vêem a arte como uma forma de controle. Eu a vejo principalmente como uma questão de auto-controle. É assim: em mim existe uma história que quer ser contada. Ela é o meu fim; eu sou o seu meio. Se eu puder me conter, deixar meu ego, minhas opiniões, minha bagunça mental fora do caminho e encontrar o foco da história, e acompanhar seus movimentos, a história se contará por si mesma.”

Ursula K. Le Guin

I’m trying to find this focus, it’s really hard.

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Dispensa palavras

setembro, 23 - 2008

Hope – Apocalyptica

 

“Quando crescer, quero ser vocalista de banda instrumental” – disse o mudo.