Posts Tagged ‘contos’

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Minha prateleira na Amazon.com

agosto, 25 - 2012

E já são 3 e-book-contos da minha autoria disponíveis na loja online da Amazon.com a 99 centavos de dólar cada!

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O Incrível Congresso de Astrobiologia 

A bióloga Lima C. é convidada para o MCXI congresso de Astrobiologia por seres anônimos e de outras dimensões da existência. O que poderá aprender essa curiosa humana quando se depara com a sua pequenez em relação ao universo?

O Auto das Normas Divinas (e das coisas que não se deve questionar em vão) 

É um conto de terror sobre vigilância moral protagonizado por um bispo em cruzada contra o aborto e que gostava muito de excomungar.

Sangria

Dizem que as mulheres são bichos estranhos, pois não é normal uma criatura sangrar todo mês e não morrer. Mas será isso verdade? Sangria é um conto de terror psicológico sobre um terror existente na vida das mulheres… todos os meses!

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A Fantástica Literatura Queer – 2ª Chamada!

novembro, 24 - 2011

To be continued…

versão pdf

A Fantástica Literatura Queer é a primeira coletânea de contos brasileira dedicada à ficção fantástica queer, ou seja, relacionada ao universo GLS, ou LGBT, ou LGBTTT, ou simplesmente de A a Z. Diversidade é o nosso negócio, e se você pensa que existe alguma bandeira ideológica por trás deste projeto, saiba que não poderia estar mais redondamente certo! Nosso compromisso é com a afirmação, a visibilidade e a comemoração da diversidade sexual e literária!
Após duas bem-sucedidas edições – o Volume Vermelho e o Volume Laranja – temos o prazer de anunciar uma nova chamada para submissão de contos para os próximos volumes d’A Fantástica Literatura Queer!

Qual é o prazo da nova chamada?
Vamos receber contos até o dia 01/03/2012.

Quem pode participar?
Uma vez que nosso lema é “diversidade”, podem participar pessoas de toda a galáxia e redondezas. Sem distinção. Sempre.

Como você pode participar?
Enviando um conto bem escrito que corresponda de forma interessante à proposta da coletânea e que esteja dentro das especificações do projeto.

Quais os critérios de participação?
As histórias deverão obrigatoriamente aludir à diversidade sexual. A presença de personagens gays, lésbicas, trans, etc. é desejável, mas não é compulsória. Destacamos que mais importante que o retrato será o questionamento – em outras palavras, serão priorizados os textos que induzam a pensar sobre o tema.
Como exemplo, o autor poderá apresentar a intracultura de minorias sexuais em contextos alternativos e/ou explorar sua interface com outras culturas; poderá debater papéis de gênero, preconceito e discriminação; fazer referências e reinvenções históricas; construir e desconstruir paradigmas afetivo-sexuais, etc. O importante é que o conto responda de forma criativa à proposta.
Os contos deverão se enquadrar dentro da literatura fantástica em sua ampla definição: ficção científica, fantasia e terror (e seus inúmeros subgêneros: ficção científica hard, ficção científica soft, space opera, utopia/distopia, cyberpunk, steampunk, weird fiction, new weird, pós-humanidade, slipstream, história alternativa, ficção alternativa/mashup, horror, terror, fantasia mitológica, fantasia medieval, fantasia urbana, dark fantasy, etc). Sem restrições quanto ao conteúdo erótico.
Os contos devem ser redigidos em língua portuguesa, ser obrigatoriamente inéditos para o meio impresso e ter entre 5 e 25 páginas (com fonte 12 e espaçamento simples). Cada autor poderá enviar quantos contos quiser, porém apenas um poderá ser selecionado.
Os textos deverão ser enviados em arquivo .doc ou .docx para o e-mail: queerfiction@tarjaeditorial.com.br até o dia 01 de março de 2012. Não haverá prorrogação no prazo de recebimento.
Todos os contos serão avaliados e apenas serão aceitos aqueles que alcançarem os critérios de qualidade estabelecidos pelos (exigentes) organizadores.

Quantos contos serão escolhidos?
A composição da coletânea será norteada pela qualidade dos contos recebidos e os organizadores incluirão os textos de maior mérito. A estimativa é publicar entre 7 e 8 contos por volume, mas reiteramos que o critério qualitativo terá prioridade.

Nada ficará no armário!
A Fantástica Literatura Queer está comprometida com a transparência e a visibilidade, portanto não serão publicados contos anônimos ou sob pseudônimos desconhecidos.

Não serão aceitos:
Contos mal escritos, contos excepcionalmente fora das especificações de tamanho, textos em qualquer outro formato que não seja conto, contos que não correspondam à proposta da coletânea ou que apresentem conteúdo ofensivo e discriminatório de qualquer natureza.

Posso mandar o mesmo conto que enviei na chamada anterior?
Se o seu conto estava dentro dos critérios, mas não foi aprovado na primeira seleção d’A Fantástica Literatura Queer, é porque os organizadores julgaram que ele não estava entre os melhores. Nesse caso, sim, você pode mandar a mesma história novamente, mas pedimos que mande uma versão aprimorada.

Já fui publicado n’A Fantástica Literatura Queer, posso participar de novo?
Com certeza! Os autores já publicados nos volumes Vermelho e Laranja podem mandar novos contos.

Como será a publicação?
Os autores estarão isentos de despesas. Todos os custos da publicação (incluindo revisão, diagramação, arte de capa e impressão) serão arcados integralmente pela Tarja Editorial. A coletânea será publicada no formato 14cm X 21cm, com tiragem inicial de 300 exemplares.
Os direitos autorais serão pagos antecipadamente na forma de exemplares da nova edição.

Previsão de Lançamento:
Junho de 2012, mês do orgulho gay, em data próxima à Parada LGBT de São Paulo.

Organização:

Cristina Lasaitis & Rober Pinheiro

Tarja Editorial

queerfiction@tarjaeditorial.com.br

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Microconto

abril, 5 - 2010

Era uma vez uma formiga que caiu no açucareiro e morreu feliz.

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Sangria

abril, 5 - 2010

Uma homenagem ao dia internacional da TPM.

* * *

Sangria

É assim: começa com uma sensação incômoda, os seios enrijecem, ficam sensíveis e doloridos. O corpo acumula líquido, incha, a calça jeans parece ter encolhido de repente. A ansiedade e a irritação vão tomando forma e você mal percebe até o momento em que se pega arrancando os cabelos. Cansada, não dorme direito à noite. A tensão se acumula, a sensação é de que a corda vai arrebentar a qualquer instante.

A corda é você.

Ela estica estica estica… e arrebenta! E como todo ato violento, envolve um banho de sangue.

Ali no ventre um pedaço seu começa a gritar: é aquele órgão kamikaze, automutilante, ele se contorce, se esfrega, esfacela-se todo por dentro. Você não tem como se livrar, então carregue a cruz, agüente! Vai arder como ferro em brasa, vai pesar, sufocar… No clímax, há de se irradiar para todo o corpo, travando músculos, arrancando gemidos, a coluna vergada por uma força terrível:

Dor!

Não há alívio rápido possível. A dor agride, cobra uma reação. Você não pode se vingar dela, então se vinga do mundo: xinga, morde, imagina coisas inconfessáveis; pensa no vestido mais caro que pode rasgar, no homem mais gato que pode torturar, naquele vaso lindo de cristal que está doida para experimentar contra a parede. Tudo isso em pensamentos, claro, porque a dor lhe faz a criatura mais covarde da casa. Você se encolhe na cama e agüenta tudo de boca fechada, como uma ovelhinha, com a resignação que a vida lhe ensinou.

Como sempre, você suporta. E geme. Não é apenas sangue: você se desfaz em coágulos, dissolve-se numa sopa vermelha de minúsculos nacos. Dizem que o primeiro dia é um inferno, no segundo já se consegue respirar, o terceiro e o quarto são trégua e paz. A brasa esfria, as dores se calam, o sangramento perde força e ganha consistência. No final resta uma descamação escura. E estanca.

Quer uma boa notícia? Isso não vai acontecer somente uma vez, será tão freqüente e corriqueiro que vai acabar se acostumando, logo será mestre em lidar com essa bizarrice da natureza. Sendo ao mesmo tempo protagonista e palco desse espetáculo grotesco, será até capaz de representá-lo com bastante elegância! Pois ao criar a mulher, o sádico Deus falou: “enquanto a pele ainda for macia, enquanto os seios forem redondos, enquanto a sensualidade habitar teu corpo serás torturada uma vez ao mês. Esse será o custo de poder carregar os filhos no ventre”.

Deus só pode ser homem.

“Ser mulher é uma condição mística” – minha ginecologista me disse.

É sim, ou você acha que tem cabimento um bicho sangrar todo mês e não morrer? Não é exagero dizer que muitas mulheres não têm medo do parto porque treinaram para isso a vida inteira. A cada mês, um óvulo abortado, uns mililitros de sangue perdidos e uma alma não nascida para sempre.

É muito fácil chamá-las de bruxas; mas é o que elas são e eu as invejo. A natureza não é estúpida, tortura mas não mata.

Falando desse jeito parece que é sangria desatada. No meu caso, é desatada mesmo: sou hemofílica.

Você certamente não fica pensando com freqüência no ar em que respira ou no sangue que corre pelas suas veias. Eu, sim, penso nisso todos os dias. Odeio sangue. Amo sangue. Sangue é o oceano que contorna minha existência por todos os lados. Minha maldição, minha salvação, meu permanente alerta vermelho.

Olha lá a menina vampira tomando sangue pelas veias! Entrou meio pálida, agora está corada, já pode até se acidentar. Vide o rótulo: “frágil”, mantenha sempre embrulhada em espuma e plástico-bolha. Não deixe que ela corra, não deixe que faça balé nem educação física; objetos cortantes ou pontiagudos sempre fora de alcance; é melhor nem deixá-la muito perto das outras crianças; dê livros para compensar,  mas cuidado para ela não se cortar com as folhas; lembre-a de sempre prestar atenção por onde anda…

Pois é, minha cara, a vida é assim. Não tenha dúvidas que eu preferia menstruar uma vez por mês.

Porque uma vez só já foi o bastante. Eu tinha dez anos e ninguém podia adivinhar que seria tão cedo, tão intenso, dessas hemorragias que mudam a cor dos lençóis na virada da noite. Lembro como se fosse hoje, quando fui me deitar sentindo uma dor incômoda na barriga, os lençóis eram rosas. Quando acordei do coma, uma semana depois, eles eram verdes! Ainda bem que não vi as cores intermediárias, acho que teria morrido de susto.

Tenho um problema sério com o vermelho, ele não me deixa em paz. São as maçãs, os morangos, os tomates, os batons, os vestidos de gala, a cruz da ambulância; eles me perseguem, me põem neste nervosismo, não dá para pensar.

Verdes? Pensando melhor, acho que os lençóis eram brancos. Lençóis, aventais, paredes e a mosquinha branca aqui: uma em 25 milhões. Todos os dias vinham médicos, residentes, enfermeiros, entravam no quarto em excursões de três, quatro, cinco, e eu demorei a perceber que era a mais nova atração turística da medicina.

– Seu pai é hemofílico? – um moço de branco me perguntou.

Não sei, não o conheci, mas a genética diz que sim (era minha matéria preferida na escola, adivinha só porquê). Bem que mamãe podia ter selecionado melhor o vigarista que a engravidou…

Olha só, que ingratidão! Se não fosse por uma mãe descuidada e um pai mal escolhido eu não estaria aqui para contar esta história. E sem a medicina do século XX, muito menos. Todos os dias tomo uma pílula em homenagem ao homem que evitou que muita gente nascesse por acidente, ele poderia ter me condenado, mas me salvou: é essa pilulazinha irônica que impede meu corpo de apertar o botão de autodestruição. Por efeito colateral, eu sobrevivo.

Vivo para fazer o hemocentro funcionar. Gosto dos hospitais tanto quanto eles gostam de mim. Tem gente que vai ao teatro, tem gente que prefere cinema, eu sempre fui muito ao hospital e penso que gosto não se discute. Já experimentei sangue de todos os tipos, sou receptora universal. O A+ costuma ser o meu preferido, se bem que acho o O- bastante docinho (talvez porque seja sangue de luxo), enquanto o AB+ é sangue vira-lata, faz bem o meu tipo. Todo mês recebo salário, cesta básica, pílulas e fatores sanguíneos. E é claro, tenho medo que dia desses me venha de brinde um HIV, uma hepatite C, uma doença de Chagas. Dizem que a cavalo dado não se olha os dentes, sei que em alguns lugares não olham mesmo e isso me deixa em pânico!

Sobrevivi a períodos de estiagem nos bancos de sangue. Coleciono esses dentes encavalados que nunca pude arrancar. Não posso menstruar nem ter filhos. Subir em uma árvore foi a maior façanha da minha infância! A vida me roubou muitos prazeres e me privou de coisas demais, mas o pior não lhe contei ainda: durante a adolescência minha mãe me atormentou com conselhos que nunca gostei de ouvir e dos quais ela não era nenhum exemplo. A questão é que os rapazes eram contra-indicados para a minha condição de garota hemofílica. Quem disse que sexo não é pecado mortal? Eu trazia comigo um hímen de sete cabeças, que cuspia fogo e podia rebentar num rio de lava fervente que me cozinharia na cama com o meu namorado. Essa pequena maldição que ninguém merece eu precisei cauterizar às escondidas no consultório ginecológico. Já disse que a ginecologista é minha melhor amiga? Graças a ela eu não morri de sexo, por melhor que a possibilidade possa parecer.

Mas todas as outras estatísticas estão do meu lado. Veja bem, nasce um menino hemofílico a cada 7.500 ou uma menina a cada 25 milhões. É 43 vezes mais provável ser acertada por um raio. É mais ou menos a mesma chance de ganhar sozinha na mega-sena! Sou ou não sou um pára-raios da improbabilidade? Não paro de pensar nas combinações funestas da minha sorte. Dizem que a tragédia é a combinação de dois fatores aleatórios, porém explosivos quando unidos por acidente (ou como disse um filósofo famoso chamado Murphy, “merda” é um fenômeno físico sempre prestes a acontecer), por exemplo: escada + tropeço, criança + fogão, distração + carro na contramão… As combinações podem ser infinitas. Tudo são números. Probabilidades!

Eu tenho o meu próprio fator de risco, bem alto por sinal. Sei que a qualquer momento virá combinação fatal, muito provavelmente algo do tipo: “transfusão + infecção” ou “hemofilia + acidente sangrento”. Um tiro não me daria nenhuma chance, tampouco uma cirurgia inevitável, talvez até um tombo, um corte, um dente quebrado… Nas muitas horas vagas que passei na fila do hospital cheguei a imaginar mil finais para a minha história, mas o acaso tem o talento de surpreender a gente.

Eu que sou perita em estatísticas, alguns dias atrás resolvi entrar para os índices da violência urbana. Os rapazes me abordaram no semáforo, exigiram minha bolsa e, não contentes, me levaram junto com o carro. Os dois cavalheiros me conduziram até uma favela esquisita, onde me fizeram descer e gentilmente me transferiram para o porta-malas. Ali eu passei não sei quantas horas rezando para Deus, Buda, Shiva, Jeová e todos os deuses dos quais podia me lembrar. Tenho que agradecer pelo fato de não terem me machucado – e precisavam?  Debaixo do cano de um revólver sou uma pessoa bastante cooperativa. Perguntei quanto queriam de resgate, dei os telefones, pedi para falar com a família; aquela coisa toda aprendida por osmose em um milhão de noticiários policiais. Não sei o que eles querem de mim. Acho que querem tempo para a notícia aparecer, minha mãe enlouquecer, meu namorado se desesperar, deve ser isso.

Acho que preferia o tiro, é mais digno.

O que me assusta é que estou perdendo a noção do tempo. Eles só aparecem uma vez por dia para me dar água e comida, devem ser seqüestradores muito ocupados, acho que trabalham fora. Eles vêm e eu imploro pelamordedeus me dá as minhas pílulas! Existem sete bilhões de vidas lá fora e esta aqui calhou de ser minha, é tudo o que tenho, por favor, não vai embora!

Há uma mulher entre eles e sei que ela é a minha desgraça. Deve ser instruída, reconheceu a cartela, sabe que ninguém precisa de anticoncepcionais para sobreviver mas não tem certeza se com eles dá para se matar. Não, dona seqüestradora, eu não iria pôr tantas transfusões de sangue a perder, tanto remédio e tempo perdido em fila de hospital! Mas ela não quer acreditar.

E enquanto isso, estou aqui gritando como uma maluca para que alguma alma me ouça, falando com fantasmas para não enlouquecer, então vê se não vai embora, não me deixe aqui sozinha! Agora sei que liberdade é como esse ar que se respira sem pensar – estou sufocando! De vez em quando durmo nesse chão duro e meu cativeiro termina por alguns instantes. Sonho que não há mais paredes, estou livre, as pessoas me esperam do outro lado, entre nós há apenas um tapete vermelho estendido pelo infinito!… É um pesadelo, um sonho, um pesadelo. Eu acordo. Medito. Rezo. Espero.

Acho que estou indo bem, obrigada por perguntar. Quer saber como me sinto? Eu vou dizer.

É assim: começa com uma sensação incômoda…

Cris Lasaitis

Conto originalmente publicado na Revista Scarium 25, especial Mulheres & Horror

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O Homem Atômico

novembro, 4 - 2009

Mais um conto republicado no site Contos Fantásticos. O Homem Atômico foi meu primeiro conto de ficção científica, que publiquei no livro Visões de São Paulo, em 2006.

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O Incrível Congresso de Astrobiologia

outubro, 20 - 2009

Pra quem ainda não conhece, meu continho publicado hoje no site Contos Fantásticos (uma iniciativa muito legal do Afonso Pereira, obrigada!*).

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*achei fofíssimas as ilustrações! Parabéns ao artista 🙂

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E você, já leu?

outubro, 5 - 2009

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Fábulas do Tempo e da Eternidade

Opinião dos leitores:

“Resumidamente: não é só um livro, é uma experiência”.

André Vianco, escritor

 

“Até monstros sagrados de reputação global, como Philip K. Dick e Ray Bradbury – ou monstras, como Ursula K. Le Guin e Marion Zimmer Bradley –, teriam orgulho de poder contar com um ou outro destes contos entre suas primeiras obras”.

Antonio Luiz M.C. Costa, para a revista Carta Capital

 

“O tempo virtual, o tempo universal, o tempo humano do amor e da tragédia, da miséria e da esperança, todos tratados com uma sutileza e contundência como apenas nas grandes histórias de Ficção Científica”.

Renato Azevedo, para o site Aumanack

 

“O melhor adjetivo que descreveria a impressão que tive depois da leitura seria sensacional“.

Chanceller Martok para o site SciFi Tupiniquim

 

“Mais que uma coletânea de contos, Fábulas do Tempo e da Eternidade é um exemplo de que o Brasil tem potencial para publicar escritores de ficção em um nível superior ao de muitos países”.

Cezar Berger Junior, para o site Falando de Fantasia

 

“Se posso dar uma dica de um livro de Ficção para este final de ano, este é o livro. Para os apaixonados pelo poema de ficção. Desprentencioso e apaixonante”.

Alan, para o blog Xeque-Mate

 

“Uma obra ímpar, com histórias que podem ser lidas e relidas uma dezena de vezes e ainda causar o mesmo espanto e maravilhamento da primeira vez”.

Bruno Schlatter, para o blog Rodapé do Horizonte

 

Um ano já se passou, e o Fábulas do Tempo e da Eternidade desfolhou o calendário conquistando os leitores.

Como este é o mês do meu aniversário, vou dar de presente uma promoção:

Livro autografado + postagem para todo o Brasil (carta normal) apenas R$20,00.

Para pedir o seu, e-mail-me: christie36@uol.com.br .

Só no mês de outubro, tá? 🙂

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O mês promete

julho, 10 - 2009

21 de Julho:

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26 de Julho:

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Leituras – Junho/2009

julho, 1 - 2009

Paradigmas vol.2 – vários autores

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Depois de uma excelente estréia, o projeto segue com a quebradeira de paradigmas. O número 2 da coletânea está muito bom, se bem que um pouco menos uniforme na qualidade dos contos. Desta vez serei menos impessoal e tentarei fazer críticas com sugestões construtivas, ok?

+ Já havia lido o conto de abertura Ricardo Edgar, Detetive Particular, do Ataíde Tartari, na coletânea Portal Solaris. É uma história detetivesca com toques de ficção científica que manipula alguns clichês do estilo noir para construir um desfecho inesperado. Já li outros trabalhos do Ataíde, a quem considero um ótimo escritor.

+ Em O Pequeno Oenteph, do Raul Tabajara, uma excursão escolar a um casarão colonial guarda muitas surpresas para um garoto, que descobrirá que é um… oenteph! E o que é um oenteph? Só lendo pra entender. Conheço o Raul como um excelente ilustrador; como escritor eu o aconselho a tomar mais intimidade pelas técnicas narrativas.

+ No conto do Flávio Medeiros, Efeitos Adversos, um cientista sofre com os efeitos colaterais de uma experiência secreta e imprevisível. Um ótimo conto de ficção científica hard com o tempero mutante das HQs de super-heróis. Muito bem escrito. Adoro a espontaneidade com que o Flávio usa nomes brasileiros em suas histórias de FC.

+ A Boa Senhora de Convent Garden, da Camila Fernandes, conta a vida de uma cortesã londrina, cotada na Lista de Harris das Damas de Convent Garden (ou seja, a lista das melhores prostitutas londrinas do século XVIII com a descrição detalhada de seus atributos especiais), gozando uma liberdade que poucas mulheres tinham na época e eventualmente transformando alguns de seus clientes em vítimas. Achei um conto delicioso construído sobre uma premissa histórica deveras interessante.

+ Fuga, conto do Fernando S. Trevisan, narra a perseguição frenética de uma agente numa missão que ela mesma pouco compreende, mas na qual mergulha de cabeça. Eu diria que o conto caberia perfeitamente em um dos episódios surreais do desenho Aeon Flux. É difícil eu gostar de cenas de ação, até porque é difícil encontrar autores que saibam escrevê-las de maneira envolvente. A narrativa psicológica do Fernando é surpreendente, mostra que suas habilidades literárias vão muito além das resenhas que ele posta regularmente em seu site.

+ O Deus de Muitas Faces, do Gabriel Boz, é um conto de inspiração mítica e com jeito de lenda. Narra a passagem de um jovem à vida adulta no contexto de uma tribo antiga da Albânia, numa época em que os homens literalmente falavam com os deuses. Conheço os textos do Gabriel Boz de outros projetos e também o considero um ótimo escritor da nova geração.

+ Frei François, do Ademir Pascale, se passa no século XVII e narra o encontro de um frei caçador de aventuras com uma criatura demoníaca, uma história bastante inspirada em O Nome da Rosa. Tenho lido outros contos do autor e a sugestão que faço ao Ademir é não se cristalizar em uma única forma narrativa (a que usa em 99% dos textos, como ele conta), mas fazer um esforço para ser mais versátil: usar outras pessoas e tempos verbais, experimentar outras formas de contar histórias. Diversifique o quanto puder.

+ Abaixo de Nós, da Luciana Muniz, é um conto bem no estilo Viagem ao Centro da Terra, literalmente, à medida em que um explorador se aventura a desbravar as imensidões interiores da Terra, descobrindo um novo mundo, habitado por outros homens… Achei uma história bastante ambiciosa, que infelizmente ficou um pouco espremida em formato de conto. Tenho acompanhado a evolução dos textos da Lu e me parece que ela está num caminho ótimo (estou curiosa para ver o romance que ela tem na manga!). A sugestão que faço é que o conto tem potencial para ser expandido e virar, talvez, uma noveleta.

+ Em Carta a Monsenhor, Ana Cristina Rodrigues usa seu conhecimento como historiadora para contar a história de um homem encarregado de recensear vilas num mundo medieval devastado pela praga. Ela demonstra ótimo domínio da forma de narrar dos homens da Idade Média, observando seus protocolos e vocabulário, unidos numa técnica pessoal muito bem desenvolvida. Achei interessante o modo como ela faz uso de um fato histórico, que visto pela ótica medieval se transmutou em um conto de terror.

+ Conto BÁRBARO do Saint Clair Stockler, Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue conta um pitoresco triângulo amoroso de uma moça, um rapaz e… um gato! A história é contada através das impressões do felino a respeito dos humanos e os rastros que eles deixam no universo que o rodeia. O que o faz formidável é o domínio da narrativa, criando um texto leve, lírico, sinestésico, preenchido de momentos casuais e belos. Este é o conto que mais gostei no livro.

+ A Dama e o Cavaleiro, do Ricardo Delfin, é uma história cavaleiresca, à primeira vista idêntica às (muito) antigas novelas de cavalaria, no conteúdo e nos clichês, mas com um desfecho surpreendente. Recomendo fortemente ao autor ler mais, treinar muito a escrita e exercitar a linguagem, repensando na escolha das palavras – e sobretudo no uso dos adjetivos – para que a narração se torne mais fluida, natural e menos truncada.

+ O Fazedor de Terra, do Ubiratan Peleteiro, é definitivamente um conto diferente de tudo que já li. É uma trama política que se passa em um clã de carneiros monteses muito geniosos e donos de uma cultura própria. Achei uma história muito criativa em todos os sentidos, está de parabéns!

+ Na noveleta Clausura, Richard Diegues conta a história de uma filha de fazendeiros feita refém de um prolongado sequestro. É um texto torturante, passa uma sensação terrível de angústia, dor; e por todas essas fortes emoções que rende ao leitor, digo que foi uma tacada de mestre do Richard. Excelente.

 E que venha o volume 3!

A Mulher que Matou os Peixes – Clarice Lispector

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Ainda não tinha experimentado Clarice Lispector escrevendo pra crianças. Profundamente intimista e confessional como só ela sabe ser,  neste livro Clarice fala de suas relações com os animais, desde as indesejáveis baratas até sua mais apegada macaquinha de estimação. É bonito, insólito e triste, bem no estilo Clarice.

Sei que me deu uma vontade enorme de escrever livros confessionais.

O Terceiro Testamento – Livro I – X. Dorison & A. Alice

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Não resisti, comprei esta graphic novel pelo conteúdo gráfico caprichadíssimo e um trabalho de ambientação histórica tecnicamente perfeito. É uma trama inquisitorial passada na Europa do século XIV, misturando religião e elementos macabros. Influência cabal de O Nome da Rosa, com direito a um protagonista que é a cara de Sean Connery. Achei uma história em quadrinhos bastante complexa e adulta, o que quer dizer que realmente gostei. Só me incomodou o decote da mocinha, gratuitamente escancarado na maior parte das cenas, uma alusão besta àquele mundo das HQs feitas sob medida para meninos nerds que não transam.

Série Harry Potter – J.K. Rowling

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Na minha mais sincera opinião, foi uma façanha. J.K. Rowling é bruxa, só pode ser!

Uma escritora competentíssima, dona de uma fertilidade criativa invejável, arquiteta de tramas macarrônicas saturadas de reviravoltas rocambolescas e – o mais incrível – que não confunde o leitor! Ela consegue sustentar através de sete livros uma narrativa leve e cativante, dosando um nível de maturidade crescente. Sabe construir personagens carismáticos; aliás, gera um exército deles! Lança todos no tabuleiro e não perde o comando do jogo, constrói uma teia supercomplexa de relações e brinca de fazer e desfazer os nós… Isso que é uma tremenda contadora de histórias!

O que mais me admira não é o amplo impacto da série Harry Potter e o fato dela tem ter conquistado leitores de todas as idades, em todos os países. Tenho certeza que ela criou um conto de fadas para as crianças dos próximos séculos. É um clássico absoluto. Rowling não escreveu simplesmente uma história de bruxos, ela criou uma mitologia completa e a situou no mundo contemporâneo, na realidade das crianças de hoje, falando a língua delas, conhecendo as suas necessidades e gostos. E a despeito da complexidade, que é bem alta (inclusive nos primeiros livros), consegue prender a atenção infantil – por isso eu repito: é uma façanha!

Muitas pessoas – eu, inclusive – vivem lembrando as influências onde Rowling bebeu para criar Harry Potter. A começar que o menino é a cara de Tim Hunter, o menino bruxo dos Livros da Magia, do Neil Gaiman, que também é órfão, também está destinado a se tornar um grande bruxo e também tem uma coruja de estimação. Ou pode ainda ter se baseado numa tal escola de magia de Roke, do mundo de Terramar (Earthsea, concebido pela Ursula K. Le Guin), igualmente povoado de dragões e palavras mágicas, e com vilões cuja grande aspiração é a imortalidade. Eu não chamaria de plágio, mas tenho certeza que essas referências passaram por Rowling e a ajudaram, ainda que inconscientemente, a compor o universo de Harry Potter. No caso, o que interessa não é se ela usou as referências, mas COMO as usou.

Mas vamos aos livros…

Falando dos personagens que mais gostei (e os mais criativos, na minha opinião) destaco: a família trouxa Dursley, o gigante Hagrid (e seus bichinhos: Norberto, Bicuço, os explosivins…), Alvo Dumbledore, o narcisista Gilderoy Lockhart, os gêmeos tagarelas Fred e Jorge Weasley, o lobisomem Lupin, os dementadores, a professora Trelawney, a veela Fleur Delacour, Olho-Tonto Moody, Ninfadora Tonks, a megera Umbridge e – minha clone fictícia: – Luna Lovegood. No entanto, como tenho uma verdadeira fascinação por personagens ambíguos – que transitam entre a vilania e o heroísmo – o meu favorito é o Severo Snape, com quem simpatizei logo de início e no final virei fã completa (soube que é um dos personagens favoritos de Rowling também). É raro encontrar personagens tão bem trabalhados.

Das metáforas inteligentes: medalha de bronze para  o F.A.L.E., da Hermione Granger, uma instituição devotada a querer libertar os elfos domésticos, que não fazem a menor questão de serem libertados. Medalha de prata para a Inquisidora de Hogwarts, Dolores Umbridge, e seus decretos-lei que não deixam nada a dever para o AI-5. Medalha de ouro para a supremacia da raça bruxa e a perseguição aos sangue-ruins; só faltava os Comensais da Morte usarem a suástica no lugar da marca negra.

Críticas. Acho que eu recomendaria um pouco menos de Agatha Christie no tempero. Às vezes a trama fica rocambolesca demais, e então a situação se esclarece magicamente numa conversa com algum personagem chave. Estranho também Harry Potter e cia terem um chutômetro excepcionalmente bom e um talento inexplicável para juntar pistas e chegar a conclusões improváveis e magicamente certeiras. Senti uma certa falta de arrependimento em Harry nos momentos em que ele percebeu que estava errado. E bem que fiquei me perguntando se um dos pré-requisitos para ser professor em Hogwarts é ser solteiro e celibatário. E sobre a temática dos últimos livros – a morte -, a questão do medo da morte perdeu o impacto num universo que é habitado por fantasmas e onde os mortos voltam por magia para dar conselhos. Conheço muita gente que não gostou do final; realmente, o livro 7 parece ter algumas fraquezas – personagens esquecidos que ficam sem desfecho, muitas idas e vindas em meio às batalhas finais, uma certa tendência a sucumbir a clichês e um epílogo que me pareceu totalmente redundante. Mas de resto, perfect!

Os dois primeiros livros pouco me prenderam. A trama começou a ficar muito mais empolgante a partir do 3º (o prisioneiro de Azkaban); a mudança radical de atitude do 5º livro (a Ordem da Fênix) é o ponto alto da série, e também curti o roteiro imprevisível e diferentoso do sétimo livro (as Relíquias da Morte).

É isso aí. Elogios feitos, chapéu tirado. Agora, se me permite, vou desaparatar…

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TODAS AS GUERRAS na Off FLIP – Festa Literária de Paraty

junho, 28 - 2009

Dia 04/07 durante a FLIP (mais especificamente na OFF FLIP – Circuito Paralelo de Ideias) será lançada a coletânea de contos TODAS AS GUERRAS – Vol1. Tempos Modernos, da Editora Bertrand Brasil, organizada e editada por Nelson de Oliveira.

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Neste livro, cada uma das principais guerras da humanidade é abordada pela narrativa de um autor diferente. São contos de ficção de diversos gêneros, incluindo ficção especulativa e fantástica. Eu trato da II Guerra Mundial, com o conto Das Cinzas, uma história com uma certa pegada surrealista. Confesso que não foi uma proposta fácil para uma pacifista convicta, mas tenho em mente que falar sobre guerra é também falar sobre paz.

Agradeço ao Nelson de Oliveira pela ótima oportunidade!

Lançamento:

Data: 04 de julho
Horário: 16h00
Onde: Choperia Farandole
Rua Santa Rita, 190
Centro Histórico – Paraty.
 

 

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Nos últimos anos, a OFF FLIP tem se destacado na vida cultural de Paraty, conquistando a cidade e o Brasil, chegando também ao exterior, em uma profícua troca de experiências em torno da literatura. Por meio dos Encontros Literários paralelos à FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), e Prêmio OFF FLIP de Literatura, a OFF FLIP se fundamenta em agregar manifestações culturais variadas, criando e difundindo cada vez mais um circuito de produção alternativa de cultura do Brasil. Em muitos aspectos, este circuito paralelo de ideias atua como complemento ao evento maior, a Flip, em outros firma sua própria identidade, tornando-se importante espaço de visibilidade e referência para a produção cultural local e nacional. A OFF FLIP tem o mérito de ter instituído o primeiro prêmio literário da cidade de Paraty, hoje na quarta edição e com projeção nacional e internacional.

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Scarium – Mulheres & Horror

maio, 27 - 2009

Tem continho meu na área! Acabou de sair a

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SCARIUM 25: ESPECIAL MULHERES
Edição e organização de Giula Moon

Nesta Edição:

Especial de horror: Mulheres

Editorial – Giulia Moon
Entrevista: Martha Argel e Humberto Moura
Quadrinhos – Althéia – Giulia Moon
Nilza Amaral – Medo
Martha Argel – Quando o Lobo sai para caçar
Nelson Magrini – À Luz do dia
Mário Carneiro Jr. – Bruxa!
Regina Drummond – Uma História de Mulheres
Marcelo Augusto Galvão – Criança Feia
Cristina Lasaitis – Sangria
Ademir Pascale – Diabólica
Richard Diegues – Uma Flor a Gambô
Ana Cristina Rodrigues – Brinco de Prata
Alexandre Lancaster – Artísta da Capa
Marco Bourguignon – A Filha do Demônio
Cartas

Edgar Smaniotto – Farei Meu Destino de Miguel Carqueija: Construindo uma Ficção Fantástica para Jovens Leitores
Cesar Silva – Faroeste Fantástico

Edição de maio de 2009.
Edição Especial de horror com contos sobre mulheres.
R$ 8,00 (envio gratuito para todo o Brasil)

Compras, diretamente no site da Scarium.

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Vem aí o Paradigmas II

maio, 13 - 2009

Lançamento!!

Quando? 15 de maio a partir das 18:30

Onde? Bardo Batata – Rua Bela Cintra, 1.333 – Jardins – São Paulo/SP

Quanto? R$13,00 e leva um chope grátis

Mais informações: Tarja Editorial

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Ricardo Edgar, Detetive Particular  »  Ataíde Tartari  » empresário e escritor, já participou de várias coletâneas de contos de FC, entre as quais Estranhos Contatos (1998), Phantastica Brasiliana (2000) e Futuro Presente (2009). Participou também de coletâneas mainstream como Contos Cruéis (2006). Publicou os romances Amazon (2001) e Tropical Shade (2003), ambos em inglês. Colaborou com o projeto literário internacional Babylonia, do qual participa com o e-book bilíngüe Tropical Shade/O Doutor Suástica. Entre 1999 e 2001, atuou como cronista na coluna Arte pela Arte do Jornal da Tarde de São Paulo.

O Pequeno Oenteph  »  Raul Tabajara  »  diretor de criação e professor de arte conceitual em uma escola de cinema em São Paulo. Publicou o livro Horror e Pensamentos (2004) por produção independente e o conto Sensíveis no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), além de escrever periodicamente matérias para revistas da área de publicidade e cinema. Seus trabalhos de criação e ilustração podem ser vistos em sua página pessoal.

Efeitos Adversos  »  Flávio Medeiros  »  médico oftalmologista em Belo Horizonte, onde nasceu. Leitor compulsivo de tudo que lhe cai nas mãos, bem cedo começou a achar que também sabia escrever. Autor dos romances Quintessência (2004) e Casas de Vampiro (inédito), além da coletânea de contos Leia e Fique Rico (inédita). Também escreveu dezenas de contos e crônicas, além de cartoons publicados por jornais universitários da UFMG e FUMEC e pelo jornal Felicíssimo. Terceiro colocado no concurso de contos do Gabinete Paraibano de Cultura (1989) e menção honrosa no mesmo concurso pelo conjunto das obras. Escritor de peças teatrais montadas por grupos amadores de Belo Horizonte.

A Boa Senhora de Covent Garden  »  Camila Fernandes »  alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões com seu nome de batismo, Mila F, o apelido, é ilustradora e  capista desta edição. Nascida em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – Volume I (2009). Fantasia, horror, realismo e erotismo habitam seu universo. No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e montado um livro solo.

Fuga  »  Fernando S. Trevisan  »  com a cabeça enfiada num computador desde os 8 anos de idade, já foi empresário na área e hoje atua como consultor freelancer. No campo literário, sempre teve o incentivo de professores para escrever, notas excelentes em redação e algumas boas colocações em concursos literários, como um 2° lugar no concurso de poesia promovido pela ETE Jorge Street (1997). Possui textos publicados online, em blogs, revistas e sites literários, além de fanzines. Foi um dos mentores do MeloDrama, movimento literário que envolveu mais de 50 autores em Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Maringá. Seu conto nesta edição é sua primeira publicação offline.

O Deus de Muitas Faces  »  Gabriel Boz  »  escritor e designer gráfico. É co-editor da revista Scarium Megazine, foi editor da revista eletrônica de literatura Desfolhar e tem um livro publicado: Arcontes (1999). Publicações mais recentes incluem os contos Digital Éden na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e Mar Negro na antologia FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2008).

Frei François  »  Ademir Pascale  »  lingüista, crítico de cinema, ativista cultural, escritor, professor de informática, idealizador do projeto de inclusão social Vá ao Cinema e do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. Administrador do Portal Cranik e dos sites O Entrevistador e Divulga Livros. É autor do audiolivro Cinema – Despertando Seu Olhar Crítico (2007).  Já publicou seus contos em diversas antologias e organizou a coletânea Draculea – o livro secreto dos vampiros (inédito) e Invasão Fic Science Edition (inédito).

Abaixo de Nós  »  Luciana Muniz  »  Analista de Sistemas graduada em Sistemas de Informação. Como escritora, participou de duas antologias: Soltando o Verbo (2006), com as crônicas A Catedral e Essência, e Vampirus Brasil: Sedução, Fascínio e Traição (2008), com o conto A Marca da Maldade.

Carta a Monsenhor…  »  Ana Cristina Rodrigues  »  escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Carioca e balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Publicou o livro Anacrônicas – Pequenos Contos Mágicos (2009) e está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa.

Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue »  Saint-Clair Stockler  »  mineiro que vive no Rio de Janeiro há muitos anos. É mestre em literatura brasileira e tem um livro de contos inédito: Dias Estranhos.

A Dama e o Cavaleiro  »  Ricardo Delfin  »  formou-se em Processamento de Dados, pois paga aluguel, e em Cinema, anos mais tarde, quando um pouco de sabedoria lhe permitiu um momento de juízo. Publicou diversos contos, na verdade quatro, em antologias. Participou do e-zine TerrorZine do Portal Cranik, cujo download é gratuito. Co-organizador da antologia Dias Contados (inédita). Colaborador da revista virtual B12.

O Fazedor de Terra  »  Ubiratan Peleteiro  »  nasceu em Vitória, Espírito Santo. É engenheiro de computação e trabalha atualmente como Auditor Fiscal no Rio de Janeiro. Sempre gostou muito de ler e teve seu primeiro contato com o escrever em 2004, quando participou da Oficina da Palavra da UFES, que produziu um livro com os contos e poemas dos participantes. Em 2006, travou contato com a produção de textos de ficção científica e fantasia, gêneros com os quais se identificou. Desde então passou a escrever contos nessa linha. Participa do grupo de escritores online Fábrica dos Sonhos e também já participou da Oficina de Escritores, outro grupo virtual. Escreve na Black Rocket, revista eletrônica de ficção científica.

Clausura  »  Richard Diegues  »  autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob a Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreador de hackers e jogador de bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou do Volume I, além deste.