Posts Tagged ‘ficção científica’

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2001, uma odisseia, uma viagem

abril, 19 - 2014

Publico aqui uma breve monografia que fiz como trabalho para a disciplina de Design Editorial, do curso de editoração da ECA-USP. A proposta era discutir o conceito e a materialidade nas publicações. Escolhi um projeto gráfico que me chamou bastante atenção: a nova publicação que a editora Aleph fez de 2001: Uma Odisseia no Espaço, que é também uma dos meus romances preferidos do Arthur C. Clarke. Creio que esse exercício pode ser encarado como uma resenha diferente, centrada no nível semântico e do design. Ou talvez só mais uma viagem minha mesmo.

* * *

2001: Uma Odisseia no Espaço – A repaginação de um clássico

Em seu prefácio para a edição mais recente de A Mão Esquerda da Escuridão, Ursula K. Le Guin disserta: “o objetivo do experimento mental (…) não é prever o futuro – mas sim descrever a realidade, o mundo atual”, em outras palavras: escrever ficção científica é um exercício extrapolativo sobre o aqui e o agora, não é futurologia. Assim é que as datas terminais citadas nas opera magna dos escritores de ficção científica estão fadadas a serem atropeladas pela linha do tempo sem que a metáfora de seus universos se perca. Depreendemos que 1984 de George Orwell continua atual, apesar do ano de 1984 ter-se ido do calendário há três décadas, e, do mesmo modo, passamos pelo ano de 2001 sem termos vivido uma “odisseia no espaço” (aliás, continuamos muito defasados na tecnologia astronáutica para sonhar com as viagens narradas na obra de Clarke). O livro 1984 de George Orwell foi escrito no ano de 1948, sendo que o autor escolheu esse título por guardar relação de anagrama com seu próprio tempo, projetando o universo ficcional de 1984 para um não lugar – em grego, utopos, raiz etimológica de “utopia”, – que por não ser idealizado como a Utopia de Thomas More, tornou-se o não lugar problemático: uma distopia. A data futura de 1984 não guardava, portanto, relação com o futuro cronológico, mas construía a metáfora de uma realidade alternativa e plausível, um campo para experimentar e dissecar as mazelas presentes no zeitgeist do 1948 em que Orwell viveu.

O livro 2001: Uma Odisseia no Espaço de Arthur C. Clarke é sui generis nessa proposta. Enquanto obra literária foi precedida pelo filme de 1968 do diretor Stanley Kubrick, do qual Clarke foi o roteirista. Concebida primeiramente para o cinema, tinha o objetivo de contar uma história que retratasse um futuro plausível. Não era um exercício de adivinhação sobre como o ano de 2001 seria, mas um exercício extrapolativo sobre como a revolução tecnológica pode transformar o cotidiano da humanidade, e, nesses termos, ele projeta o olhar para um futuro cronológico em que os anseios por avanço técnico foram traduzidos em conquistas. O 2001 de Clarke é o não lugar (utopia) do maravilhamento científico, e no seu esforço havia um significado futurológico verdadeiro: de que nos anos vindouros estaríamos mais imersos nesse maravilhamento e mais mudados pela revolução técnica e científica. Talvez possamos afirmar que a metáfora de 2001 seja menos metafórica do que a de 1984.

Não obstante, de certo modo, podemos dizer que essas obras encerram um “futuro” que o passado pretendia, e chamar suas estéticas de paleofuturismo. Enquanto metáforas literárias, 1984 e 2001: Uma Odisseia no Espaço tornaram-se clássicos.

Faço esta longa introdução para dissertar sobre a missão editorial de manter, na forma, a atualidade de obras que, em conteúdo, serão sempre atuais. Fazendo um trocadilho com o título do livro de Janet H. Murray: nos novos tempos consumiremos Hamlet no holodeck. Como dar cara nova às obras eternas?

Elegi para objeto deste breve exame um desses dois clássicos da ficção científica, o livro 2001: Uma Odisseia no Espaço, que ganhou nova edição no final do ano de 2013 por uma editora que se demonstra ciosa do conceito e da materialidade dos seus produtos, a editora Aleph.

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Em formato 16cm x 23cm, o livro é apresentado dentro de uma luva: uma caixa inteiramente preta, com um “2001” grafado em fonte branca ocupando toda a largura, o restante do título “Uma Odisseia no Espaço” em fonte bastonada e fina, muito discretamente inserido abaixo do “2001”. Os dois terços inferiores são ocupados por um círculo de diâmetro idêntico à largura do “2001”, criando um conjunto proporcional e estável. O círculo vermelho e laranja, destacado do fundo preto, guarda analogia com um sol no espaço. Ilustra, na verdade, o olho do computador HAL 9000, que apesar de ser “coisa”, é um personagem ativo do enredo de 2001. O filme de Stanley Kubrick projeta uma visão interessante desse personagem: HAL 9000 tem seu banco de dados e central de processamento armazenados em segurança em uma sala da nave em viagem pelo espaço interplanetário. HAL 9000 é o controle da nave, seus “tentáculos” invisíveis controlam todo o microcosmo onde vivem os astronautas humanos. Sem algo que se possa individualizar como um corpo, a figura de HAL 9000 foi esquematizada por um olho, mais especificamente, por uma lâmpada vermelha posicionada na parede, protegida por um pequeno domo de vidro sobre o qual se refletem imagens do espaço interno da nave. Esse olho converge atenções quando HAL 9000 se coloca – ele entra no foco da câmera quando sua voz masculina, suave e monótona fala. O círculo mais a luminosidade vermelha atuam como espontâneos atratores de atenção, e essa foi a imagem escolhida para a luva que apresenta a nova edição da obra. A despeito das cores quentes, há de se concordar que o olho inumano de HAL 9000 projeta um olhar frio, de cíclope maquínico, desprovido de uma expressão facial que transpareça emoções e intenções. A ilegibilidade da expressão de HAL 9000 encerra a sua incógnita, e o seu perigo.

Dentro da luva é guardado o livro propriamente dito, um único volume em brochura, com um detalhe marcante: inteiramente preto. Capa, contracapa, lombada e até o corte das folhas; inteiramente tingidos de preto. Em sua forma, esse objeto retangular mimetiza outro personagem não humano de 2001, o monolito. Não um personagem qualquer, o monolito é um objeto inteligente que surge na primeira cena do filme de Stanley Kubrick, aparecendo para os ancestrais dos homo sapiens em um remoto paleolítico. A intervenção do monolito se dá por um mecanismo além do entendimento, mas sabemos que de algum modo ele catalisa a evolução da espécie humana. Permanece como um observador misterioso a vigiar os passos da humanidade em sua saga exploratória pelo espaço sideral. A natureza do monolito não é revelada completamente no filme de Kubrick nem no romance de Clarke. Acreditam que seja uma sonda alienígena, embora isso diga pouco. Embora sua intervenção não seja maléfica, tampouco é compreensível; um artefato que (se supõe) venha de uma civilização tão avançada deve agir segundo uma moralidade própria e que nada tem a ver com a moral humana. De modo parecido ao que ocorre com HAL 9000, a ilegibilidade das intenções do monolito faz inspirar por ele um temor sagrado.

O monolito guarda a ideia de uma caixa-preta: algo que encerra um mistério. Quando o livro-monolito é retirado da luva, o leitor tem a sensação de um mistério prestes a se revelar. O encontro com o livro guarda a simbologia de conduzir o leitor – assim como o monolito conduz os australopitecos do filme de Kubrick – a um evento transformador: o encontro com o “passado” e o “futuro” da humanidade em um não lugar, o encontro de outros mundos. Dessa forma, o livro-monolito torna-se um mediador entre o leitor e as possibilidades cósmicas.

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Referências Bibliográficas
CLARKE, Arthur C.. 2001: Uma Odisseia no Espaço. São Paulo, Editora Aleph, 2013.
LE GUIN, Ursula K.. A Mão Esquerda da Escuridão. São Paulo, Editora Aleph, 2008.
ORWELL, George. 1984. New York, Penguin, 1977.

Referência Cinematográfica
2001: Uma Odisseia no Espaço. Direção: Stanley Kubrick [S.I.] Warner Home, 1968. 1 DVD (141 min).

 

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Minha prateleira na Amazon.com

agosto, 25 - 2012

E já são 3 e-book-contos da minha autoria disponíveis na loja online da Amazon.com a 99 centavos de dólar cada!

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O Incrível Congresso de Astrobiologia 

A bióloga Lima C. é convidada para o MCXI congresso de Astrobiologia por seres anônimos e de outras dimensões da existência. O que poderá aprender essa curiosa humana quando se depara com a sua pequenez em relação ao universo?

O Auto das Normas Divinas (e das coisas que não se deve questionar em vão) 

É um conto de terror sobre vigilância moral protagonizado por um bispo em cruzada contra o aborto e que gostava muito de excomungar.

Sangria

Dizem que as mulheres são bichos estranhos, pois não é normal uma criatura sangrar todo mês e não morrer. Mas será isso verdade? Sangria é um conto de terror psicológico sobre um terror existente na vida das mulheres… todos os meses!

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Cheguei na Amazon.com!

fevereiro, 10 - 2012

Extra! Extra! A Editora Draco está disponibilizando mini e-books com contos individuais dos seus autores fantásticos na loja virtual da Amazon.com. As capas são simpáticas e cada e-conto é baixável ao preço convidativo de 99 centavos de dólar!

Dentre tantas guloseimas, meu conto de O Incrível Congresso de Astrobiologia está disponível clicando aqui.

E pensar que eu ainda não autografei nenhum e-book…

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A Fantástica Literatura Queer – 2ª Chamada!

novembro, 24 - 2011

To be continued…

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A Fantástica Literatura Queer é a primeira coletânea de contos brasileira dedicada à ficção fantástica queer, ou seja, relacionada ao universo GLS, ou LGBT, ou LGBTTT, ou simplesmente de A a Z. Diversidade é o nosso negócio, e se você pensa que existe alguma bandeira ideológica por trás deste projeto, saiba que não poderia estar mais redondamente certo! Nosso compromisso é com a afirmação, a visibilidade e a comemoração da diversidade sexual e literária!
Após duas bem-sucedidas edições – o Volume Vermelho e o Volume Laranja – temos o prazer de anunciar uma nova chamada para submissão de contos para os próximos volumes d’A Fantástica Literatura Queer!

Qual é o prazo da nova chamada?
Vamos receber contos até o dia 01/03/2012.

Quem pode participar?
Uma vez que nosso lema é “diversidade”, podem participar pessoas de toda a galáxia e redondezas. Sem distinção. Sempre.

Como você pode participar?
Enviando um conto bem escrito que corresponda de forma interessante à proposta da coletânea e que esteja dentro das especificações do projeto.

Quais os critérios de participação?
As histórias deverão obrigatoriamente aludir à diversidade sexual. A presença de personagens gays, lésbicas, trans, etc. é desejável, mas não é compulsória. Destacamos que mais importante que o retrato será o questionamento – em outras palavras, serão priorizados os textos que induzam a pensar sobre o tema.
Como exemplo, o autor poderá apresentar a intracultura de minorias sexuais em contextos alternativos e/ou explorar sua interface com outras culturas; poderá debater papéis de gênero, preconceito e discriminação; fazer referências e reinvenções históricas; construir e desconstruir paradigmas afetivo-sexuais, etc. O importante é que o conto responda de forma criativa à proposta.
Os contos deverão se enquadrar dentro da literatura fantástica em sua ampla definição: ficção científica, fantasia e terror (e seus inúmeros subgêneros: ficção científica hard, ficção científica soft, space opera, utopia/distopia, cyberpunk, steampunk, weird fiction, new weird, pós-humanidade, slipstream, história alternativa, ficção alternativa/mashup, horror, terror, fantasia mitológica, fantasia medieval, fantasia urbana, dark fantasy, etc). Sem restrições quanto ao conteúdo erótico.
Os contos devem ser redigidos em língua portuguesa, ser obrigatoriamente inéditos para o meio impresso e ter entre 5 e 25 páginas (com fonte 12 e espaçamento simples). Cada autor poderá enviar quantos contos quiser, porém apenas um poderá ser selecionado.
Os textos deverão ser enviados em arquivo .doc ou .docx para o e-mail: queerfiction@tarjaeditorial.com.br até o dia 01 de março de 2012. Não haverá prorrogação no prazo de recebimento.
Todos os contos serão avaliados e apenas serão aceitos aqueles que alcançarem os critérios de qualidade estabelecidos pelos (exigentes) organizadores.

Quantos contos serão escolhidos?
A composição da coletânea será norteada pela qualidade dos contos recebidos e os organizadores incluirão os textos de maior mérito. A estimativa é publicar entre 7 e 8 contos por volume, mas reiteramos que o critério qualitativo terá prioridade.

Nada ficará no armário!
A Fantástica Literatura Queer está comprometida com a transparência e a visibilidade, portanto não serão publicados contos anônimos ou sob pseudônimos desconhecidos.

Não serão aceitos:
Contos mal escritos, contos excepcionalmente fora das especificações de tamanho, textos em qualquer outro formato que não seja conto, contos que não correspondam à proposta da coletânea ou que apresentem conteúdo ofensivo e discriminatório de qualquer natureza.

Posso mandar o mesmo conto que enviei na chamada anterior?
Se o seu conto estava dentro dos critérios, mas não foi aprovado na primeira seleção d’A Fantástica Literatura Queer, é porque os organizadores julgaram que ele não estava entre os melhores. Nesse caso, sim, você pode mandar a mesma história novamente, mas pedimos que mande uma versão aprimorada.

Já fui publicado n’A Fantástica Literatura Queer, posso participar de novo?
Com certeza! Os autores já publicados nos volumes Vermelho e Laranja podem mandar novos contos.

Como será a publicação?
Os autores estarão isentos de despesas. Todos os custos da publicação (incluindo revisão, diagramação, arte de capa e impressão) serão arcados integralmente pela Tarja Editorial. A coletânea será publicada no formato 14cm X 21cm, com tiragem inicial de 300 exemplares.
Os direitos autorais serão pagos antecipadamente na forma de exemplares da nova edição.

Previsão de Lançamento:
Junho de 2012, mês do orgulho gay, em data próxima à Parada LGBT de São Paulo.

Organização:

Cristina Lasaitis & Rober Pinheiro

Tarja Editorial

queerfiction@tarjaeditorial.com.br

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Veja o que rolou no bate papo da Fantástica Literatura Queer

novembro, 16 - 2011

O evento d’A Fantástica Literatura Queer foi um sucesso! A Cabine Literária preparou um resumão do que rolou no bate papo “E se Harry Potter fosse gay? O tratamento da diversidade sexual na literatura fantástica“.

Participaram da mesa Eric Novello, Alliah, eu 😎 , Rober Pinheiro, Cesar Sinicio Marques, Renato A. Azevedo e Camila Fernandes.

Assista!

Sim, sim! Abrimos nova chamada para submissões para o próximo volume d’A Fantástica Literatura Queer! Mais informações aqui, em breve!

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A Diversidade Sexual na Literatura Fantástica

novembro, 8 - 2011

Está chegando! Na próxima sexta-feira, 11/11/11, teremos a sessão de autógrafos da coletânea A Fantástica Literatura Queer na Livraria Cultura, e também um bate-papo com os autores, o tema: E se Harry Potter fosse gay? O tratamento da diversidade sexual na literatura fantástica.

O evento terá a cobertura da equipe da Revista Fantástica, que está fazendo um ótimo trabalho com a divulgação. Queria reproduzir aqui um texto da Carol Chiovatto, colunista da Revista Fantástica (e também publicitária, escritora e pessoa multitalentosa), com uma interessante reflexão sobre o tema que pretendemos abordar no evento:

A Diversidade Sexual na Literatura Fantástica

por Carol Chiovatto

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Enquanto a mídia discute a temática da diversidade sexual à medida que os governos do mundo todo começam a adotar políticas que finalmente param de fechar os olhos a algo que já é realidade a muitos anos, observamos que a literatura começou a incluir personagens gays em suas histórias.

E, como não poderia deixar de ser, gostaria de focar na literatura fantástica, que, por natureza, é a que atinge os jovens e consegue chamar a atenção deles para os mais diversos assuntos, mesmo que de forma sutil. Li ultimamente livros de grande sucesso internacional (entre os best-sellers do The New York Times) que traziam personagens gays no núcleo protagonista.

A série Morada da Noite (House of Night, no original), de PC Cast e Kristin Cast, traz Damien como um dos melhores amigos da personagem principal, assim como a série Os Imortais, de Alison Nöel, traz Miles, também gay, no círculo das principais amizades da protagonista.

As duas séries tem muito em comum, já que surgiram na onda dos romances sobrenaturais, e Miles e Damien se parecem muito: são legais, adoráveis, e um tanto estereotipados.

No entanto, as histórias não são sobre eles. Os rapazes, nos livros em que aparecem, são apenas coadjuvantes, de cuja vida nem ficamos sabendo muito. Na verdade, salvo poucas palavras, e o papel que desempenham na vida da protagonista, poderiam sumir da história ou serem trocados por uma amiguinha, e não faria a menor diferença.

Isso é bom ou ruim?

Se a proposta é mostrar que os gays estão sendo incluídos, é péssimo, porque não os inclui. Por outro lado, podemos considerar que a inserção de um personagem homossexual acabou ficando tão natural que nem é preciso grande alarde para o fato. E, nesse caso, é um pouco hipócrita, porque a sociedade ainda teima em segregar essas pessoas como se fossem realmente diferentes de todo o resto – os normais, os héteros.

Um amigo meu uma vez escreveu em algum canto, talvez no Twitter, que não é que os gays queiram dominar o mundo. Eles simplesmente querem ter o direito de ler um livro ou ver um filme em que o foco da história seja um casal gay. E isso não precisa ser ofensivo para quem é hétero, porque há décadas e décadas todos leem e assistem o que está passando. Sempre a mocinha e o mocinho apaixonados passando por uma espécie de conflito e vivendo felizes para sempre depois.

JK Rowling revelou, fora do ambiente de Harry Potter, que o mago e mentor de Harry, Dumbledore, era gay e apaixonado por seu maior inimigo e antes melhor amigo, Grindenwald. Alguns falaram que a autora não quis revelar essa informação antes porque seria muito estranho os dois andarem juntos sendo que o velho diretor era gay. Pessoalmente, acho que nada foi mencionado no livro porque a informação não cabia no contexto da história.

É de extremo mau gosto a enxurrada de comentários sobre Dumbledore ser um pedófilo que se seguiu ao anúncio de Rowling. Isso só prova o quanto a sociedade continua preconceituosa, e os parcos progressos legislativos são hipócritas quando os comparamos às notícias de agressões.

A literatura sempre teve o papel de conversar conosco. Então, porque não permiti-la mostrar o que uma boa corrente da sociedade está tentando dizer a tempos? O óbvio: que os gays são simplesmente gays. Nada mais além disso. Que não há nada de errado, imoral ou qualquer outra coisa que as pessoas queiram pregar contra. Que a opção sexual de um indivíduo faz parte de sua identidade, e não há nada para ser ‘aceito’ ou ‘mal visto’.

Essa foi a premissa da coletânea A Fantástica Literatura Queer, publicada em dois volumes pela Tarja Editorial, pioneira no tema em solo brasileiro – mas também uma das primeiras a decidir tratar o tema da diversidade sexual dentro da literatura fantástica.

Li apenas o volume vermelho, por enquanto, e, de minha parte, posso dizer que li contos dos mais brilhantes em que já coloquei os olhos.

Nesta sexta-feira, dia 11 de novembro, às 19h, acontecerá um debate com lançamento do livro na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, em São Paulo. O tema: “E Se Harry Potter fosse gay? A diversidade sexual na literatura fantástica”, com parte dos autores de A Fantástica Literatura Queer.

Interessante que, ante o anúncio do tema na página de Facebook da editora, houve alguns compartilhamentos criticando o tema, perguntando se já não bastava que Dumbledore fosse gay, que Harry não era, porque ele é apaixonado “pela Gina”, entre outros comentários. Visivelmente, não entenderam a proposta.

A FANTÁSTICA fará a cobertura do evento via Twitter e uma matéria com o resumo da ópera. Quem estiver fora de São Paulo na data, ou não puder ir no horário, é só acessar o Twitter e procurar as hashtags #FLQueer e #seharrypotterfossegay, que estaremos online.

Vamos agitar os tt’s do Twitter Brasil, Fantásticos?

E o que você acha da discussão da diversidade sexual pela literatura fantástica?”

* * *

Recado dado. Obrigada, Carol, pelo excelente texto.

E vejo vocês lá! 😉

Lembrando que é dia 11/11/11 (sexta-feira), a partir das 19h, no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompeia.

Rua Turiassú, 2100 – Perdizes – São Paulo-SP.

Entrada Franca.

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E se Harry Potter Fosse Gay?

outubro, 20 - 2011

O Tratamento da Diversidade Sexual na Literatura Fantástica

Este será o tema do bate-papo que os autores e organizadores d’A Fantástica Literatura Queer faremos na Livraria Cultura. Gostou? Ficou curioso? Pois venha!

O evento contará com esse super bate-papo descontraído e, como não podia faltar, uma noite de autógrafos com presença de vários autores da coletânea A Fantástica Literatura Queer.

Quando? Na data cabalística de 11/11/11 (sexta-feira), a partir das 19h.

Onde? No auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompeia. Rua Turiassú, 2100 – Perdizes – São Paulo-SP.

Quanto custa? É grátis!

Participarão da mesa os escritores Rober Pinheiro, Eric Novello, Alliah, Renato A. Azevedo, Camila Fernandes, Cesar Sinicio Marques… e eu! 8) . Alguns autores mais participarão da noite de autógrafos. Além disso, teremos presença da equipe da Revista Fantástica, que estará gravando, twittando e transmitindo o evento ao vivo. Quem não for, fique conectado! As tags #FLQueer e #SeHarryPotterFosseGay irão dominar os TTs do Twitter!

Você encontra informações sobre o evento no site da Livraria Cultura, clicando aqui e aqui. E dê uma passadinha na nossa página no Facebook!

Vejo vocês lá, queers!

Organização: Tarja Editorial – Muito além dos gêneros. Literalmente.

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Entrevista no Talk Show – Just TV

setembro, 14 - 2011

E tem entrevista nova!! Ontem fui ao Talk Show da Just TV para um papo agradabilíssimo com a Célia Coev. Falamos sobre literatura fantástica, sobre minha pesquisa com homofobia, e as coletâneas Fábulas do Tempo e da Eternidade e A Fantástica Literatura Queer.

Quero agradecer à Célia Coev e Adriano Tardoque da Just TV, e ao Sérgio Pereira Couto e Ricardo Avari, que me ajudaram a chegar lá! Beijo, meninos!

E obrigada pela audiência 😉

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Entrevista para o Escrivonauta

julho, 28 - 2011

E tem mais entrevista! Desta vez para o blogue Escrivonauta, que faz um bonito trabalho divulgando quem escreve e estuda a literatura fantástica brasileira.

Falei sobre o ponto de vista feminino na ficção, literatura queer, mercado editorial, dicas para escritores iniciantes e muito mais!

Para acessar, é só clicar aqui, ou aqui – ou aqui se preferir.

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Eu no Universo Fantástico com Liz Vamp

junho, 26 - 2011

Todas as terças-feiras, às 13h, vai ao ar na ClicTV (filiada da TV UOL) o programa Universo Fantástico, apresentado pela Liz Vamp. Um espaço para falar de literatura, cinema, ficção científica, fantasia, terror e cultura nerd em geral. Dia 21/06 foi minha vez de me sentar na poltroninha ao lado da Liz e bater um papo de meia hora sobre algumas das 2087 coisas que andei fazendo nos últimos tempos, incluindo minha pesquisa sobre homofobia, a participação no Worldcon da Austrália, o lançamento da Fantástica Literatura Queer, dicas para escritores iniciantes, etc. etc. etc.. Foi divertidíssimo participar da gravação ao vivo e faltou programa para tanto papo.

Outro entrevistado do dia foi o Milho Wonka, personagem da noite paulistana, talentoso produtor de vídeos e que tem um canal no youtube só pra ele, a ChocolaTV, com vídeos engraçadíssimos, vale a pena ver!

Disponibilizei no Youtube 50 min do programa, fatiados em 10 pedacinhos, ao gosto do Jack Estripador. Quero deixar meus milhões de agradecimentos à Liz. E pra você que vai assistir, peço desculpas antecipadas por estas mãos que falam mais do que eu.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Mais links para a parte 7, parte 8, parte 9 e parte 10.

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Queervite

junho, 17 - 2011

Falta uma semana para o lançamento da coletânea A Fantástica Literatura Queer!

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A Fantástica Literatura Queer sai do armário!

junho, 4 - 2011

Siiim!! Demorou, mas saiu: a Fantástica Literatura Queer estreia em 2 volumes e já está em pré-venda pelo site da Tarja Livros:

O lançamento será na sexta-feira, dia 24 de junho/2011 – a partir das 18h no Bardo Batata – Rua Bela Cintra 1333 – Jardins – São Paulo/SP (perto da estação Consolação do metrô).

Venha nos prestigiar nessa festa!!

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A Fantástica Literatura Queer é obra exemplar de como devem se pautar obras literárias coletivas: o respeito e destaque da diversidade.

Luiz Mott

Diversidade: a palavra mágica.

15 Autores brasileiros unidos por um ideal comum: prestar uma homenagem fantástica ao amor entre iguais. Queers são eles, somos nós, somos todos – conjugado assim mesmo, no coletivo, pois nossas diferenças não importam realmente. E do mesmo modo como a vivência de gays, lésbicas e transexuais não cabe em um gueto, A Fantástica Literatura Queer não cabe em um rótulo. É escancarada, livre.

Aceite o convite e embarque conosco em uma aventura caleidoscópica através de mitologias, distopias e ideologias; voe nas asas de 15 histórias de ficção científica, fantasia e terror que contemplam o amor e o prazer, desafiam preconceitos e proibições.

A porta do armário foi derrubada, as cortinas estão para se abrir… Desfilarão por este palco anjos e demônios, deuses e fantasmas, feras da noite e criaturas sobrenaturais, guerreiros e meros mortais – gente como eu e você, partilhando as emoções de um espetáculo inédito para a literatura brasileira, cuja estrela principal é o Amor que só não ousa ficar calado.

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A Fantástica Literatura Queer – Volume Vermelho

ALLIAH

Morgana Memphis Contra a Irmandade Gravibranâmica

O universo weird, caótico, explícito e debochado de Morgana Memphis tem principal influência da HQ “Transmetropolitan”, e trata de temas LGBT com uma comicidade impiedosa. Subversivo, porém comprometido, nasceu da vontade de criar e extrapolar personagens que beiram o limiar entre o cotidiano fantástico e o absurdo psicológico.

Alliah é natural de Niterói (RJ). Estudante de Artes Plásticas, é escritora, desenhista e pintora. Publicou nas coletâneas VII Demônios ~ Luxúria (2011), Deus Ex Machina (2011), VII Demônios ~ Inveja (2011), Cursed City (2011), Cyberpunk ~ Histórias de um Futuro Extraordinário (2010) e FCdoB ~ Ficção Científica do Brasil ~ Panorama 2008-2009 (2009).

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CAMILA FERNANDES

É Foda Existir

Nossa sexualidade influencia quem nos tornamos, mas não define sozinha quem somos – há muitos outras causas e efeitos na história de cada um. Há muito mais para se contar sobre alguém. Por isso, o que surgiu em minha cabeça foi um conto sobre duas pessoas – um casal. Seu gênero e orientação sexual só apareceram depois, quando eu já começara a escrever. Poderia ter escolhido diferente. Não é uma história sobre diversidade sexual, mas com diversidade sexual.

Camila Fernandes é de São Paulo (SP). Escritora, revisora e ilustradora. Participou das coletâneas Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Paradigmas – volumes I, II e III (2009) e Extraneus 2 – Quase Inocentes (2010).

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CESAR SINICIO MARQUES

Eu Tenho um Disco Voador na Garagem

Todo mundo tem um disco voador na garagem. Um segredo, uma particularidade indizível que faz querer calar e gritar quase sempre ao mesmo tempo. Escrever sobre mundos outros e descobrir se eles reverberam nas cabeças alheias é uma emoção aventuresca que liberta, e que faz do pequenino particular algo universal.

Cesar Sinicio Marques é de Guarulhos (SP). Psicólogo e estudante de Letras. Além de escrever, estuda Semiótica – pretende fazer Mestrado em análise da narrativa em video games – e compõe para peças de teatro musical.

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ROGÉRIO P. VIEIRA

Alternativa A

Observo que há pessoas que não conseguem o que almejam devido a uma limitação ou restrição imposta pela sociedade. O tema de meu conto é sobre isso: o fato dos homossexuais, se quiserem ter direito às mesmas oportunidades dos heteros, serem respeitados, serem aceitos e não temerem perseguições, ainda precisam esconder sua orientação sexual. Algo que deveria ser natural (a pessoa seguir sua orientação sexual), hoje ainda é uma atitude que requer coragem de ser tomada e que pode apresentar consequências pouco favoráveis à pessoa.

Rogério Paulo Vieira é formado em Ciências Contábeis e Atuariais, trabalha como funcionário público, atuando na área fiscal-tributária. Possui contos publicados no fanzine Megazine Scarium.

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MONICA MALHEIROS

Distúrbia

O projeto da Tarja Editorial surgiu em meu twitter através de um link postado por um autor que admiro. Acabei acessando o site e achando a proposta incrível. Como eu já escrevia histórias voltadas para a temática homoerótica, decidi participar.

Monica Malheiros nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Técnica publicitária formada e graduando em Letras. Distúrbia é seu primeiro conto a ser lançado e em seu blog, The Last Of Diary, podem ser encontrados outros trabalhos da autora.

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LAURA VALENÇA

Eros

Poderia definir meu conto da seguinte forma: um indivíduo gay procurando entender a si mesmo, e a sua relação com o mundo. Procurando seu espelho e querendo ser amado, como todo ser humano necessita ser.

Laura Valença Guerra é do Rio de Janeiro (RJ). Tradutora e professora de Inglês, autora de ficção, crônicas e poesia, além de ser estudante de Letras. Participa das antologias Painel Brasileiro de Novos Talentos – Volume 17 (2002) e Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 2 (2003).

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CRISTINA LASAITIS

Sal e Fogo

A relação entre o amor e o sexo ainda é concebida em nossa cultura como a antítese entre o sagrado e o profano – embora complementares, por vezes são tratados como antagônicos. A tradição judaico-cristã estabeleceu que o sexo, por quaisquer motivos outros que não a reprodução, é sujo e que somente o amor, este sim, puro e idealizado, pertence à esfera do sagrado. Foi pelos tropeços da história que tais concepções de pureza viraram imposições por intermédio da fé e foram usadas para justificar a opressão e o massacre silencioso daqueles considerados impuros, sobretudo mulheres e homossexuais. A homofobia por motivos religiosos é uma herança ingrata para os nossos dias, é a lama dos tempos de barbárie sujando a barra das nossas calças. O meu conto n’A Fantástica Literatura Queer é uma resposta àqueles que usam covardemente a sua religião para agredir aos seus semelhantes.

Cristina Lasaitis é de São Paulo (SP). Escritora, revisora, biomédica e mestre em psicobiologia, realizou pesquisa sobre as bases psicofisiológicas da homofobia (dissertação: Aspectos afetivos e cognitivos da homofobia no contexto brasileiro – Um estudo psicofisiológico, 2009). Lançou o livro Fábulas do Tempo e da Eternidade (2008).

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A Fantástica Literatura Queer – Volume Laranja

CLÁUDIO PARREIRA

A Presença

Para mim, A Fantástica Literatura Queer foi antes de mais nada um desafio. Estou habituado, sim, à Literatura Fantástica, mas a temática Queer me assustou um pouco a princípio. O que dizer, o que escrever, como me inserir neste universo ao mesmo tempo tão misterioso e fascinante? Fiquei uma semana pensando, mas o texto fluiu em meras quatro horas. O desafio, portanto, acabou se tornando um prazer. Muito obrigado!

Claudio Parreira é de São Paulo (SP). É escritor e jornalista. Foi colaborador da Revista Bundas, do jornal O Pasquim 21, Caros Amigos, Agência Carta Maior, entre outras. Participou das antologias Contos da Algibeira, Fiat Voluntas Tua, Dimensões.BR, e também do Portal 2001. É colunista d’O BULE.

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CINDY DALFOVO

O Beijo de Alice

Eu fiquei bem empolgada com a proposta da coletânea por juntar dois temas que me fascinam: literatura fantástica e aceitação e compreensão de uma minoria.Nós temos visto muitos avanços no decorrer da história no sentido de aprender a aceitar pessoas de uma orientação diferente, e eu quis mostrar isso no meu conto: a evolução dessa aceitação no decorrer dos anos, da época em que ser gay significa ser destinado a fogueira, e então ao ostracismo na sociedade, para então começar a ser aceito como um igual pela sociedade.

Cindy Dalfovo estuda Engenharia de Controle e Automação. Gosta de assuntos como jogos, RPG, literatura, história e ciência, e tenta misturar todos esses interesses em seus textos.

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DANIEL MACHADO

A Primeira Vez de Silvânia

A ideia de uma vampira transexual, brasileira e negra surgiu da tentativa de criar um personagem que pudesse simplesmente fugir ao clichê, Silvânia foi criada a três mãos, entre mim, uma amiga, Ana Flavia Borges, e um amigo, Osiris Reis, há mais ou menos um ano. Quando vi a chamada para a coletânea percebi que seria a melhor oportunidade, se não a única, de dar visibilidade a uma personagem tão excêntrica, que na relidade se mostrou uma metáfora para os personagens que caminham na noite em qualquer grande cidade. Então meus companheiros me deram a liberdade total para escrever o início da história dessa vampira.

Daniel Machado é estudante de literatura, em vias de concluir mestrado, e professor pela secretária de educação do Distrito Federal, amante das contos épicos e fantásticos.

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ERIC NOVELLO

Sonhos e Refúgios

O conto é uma palestra do exorcista Tiago Boanerges sobre magia e diversidade sexual. Tiago conta um caso que ocorreu com ele e se tornou conhecido da mídia: o seu envolvimento com um djin de fumaça e uma musa que deveria ter apenas inspirado uma rockeira, mas a possuiu. A história é ambientada no universo de fantasia urbana que criei para meus próximos romances e que justamente abordará temas de diversidade sexual e liberdade de escolha dentro de um mundo de fantasia.

Eric Novello é autor, tradutor e roteirista. Seu romance mais recente é Neon Azul (2010).

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KYRAN

Awaken

Estamos enfastiados de tantas heranças sociais que nem hoje, nem ontem, correspondem verdadeiramente aos direitos de civilidade dos indivíduos. Colecionamos todos os tipos de precedências históricas, e agora vemos luzir que mesmo bem e mal são construções sociais. Uma das maiores vítimas é o amor, e amor é amor em qualquer envoltório.

Kyran é estudante de História. Esboça suas fantasias com base em animações e quadrinhos do gênero “yaoi” (ou “boys love”), popular na cultura nipônica.

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OSÍRIS REIS

Queda

Eu surtei ao ler o anúncio d’A Fantástica Literatura Queer. Coletânea Histórica (com “H” maiúsculo!), vanguarda da vanguarda, a chance perfeita pra falar de pluralidade, de olhar pra fora da concha, de valor humano. Eu não conseguiria conviver comigo mesmo se não desse o meu melhor pra participar.

Osíris Reis ziguezagueou pela Medicina e Mecatrônica até formar-se em Audiovisual. É autor de Treze Milênios (2006), participou de várias coletâneas de Ficção Fantástica, além de Colossus dos X-men: as Crônicas Proibidas, uma história homoerótica.

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RENATO A. AZEVEDO

A Lista: Letras da Igualdade

Quando soube do lançamento de A Fantástica Literatura Queer, considerei esta uma ótima oportunidade de retornar as raízes da ficção científica. Este sempre foi o gênero que mais combateu a estupidez humana, incluindo evidentemente os preconceitos. Escrevi meu conto não apenas com o intuito de discutir o preconceito homofóbico e como combatê-lo, mas também várias outras formas de discriminação. Incluindo, claro, o preconceito contra a própria ficção científica (muito comum aqui no Brasil), além do preconceito contra aqueles que como nós, autores desta antologia, desfrutamos de cultura e conhecimento. E para os que perguntam, também de maneira preconceituosa, o que nós que temos cultura e conhecimento fizemos por este país, uma das respostas é: produzimos contos que incentivam a discussão e o combate aos preconceitos!

Renato A. Azevedo é autor de De Roswell a Varginha (2008). Consultor da revista UFO, colaborador da revista Scifi News, co-editor do site Aumanack. Autor convidado nas antologias UFO: Contos Não Identificados e Medieval Scifi. Participante da antologia Histórias Fantásticas Vol. 1, e Imaginários 4.

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ROBER PINHEIRO

Eu Era um Lobisomem Juvenil

Estou literalmente sem palavras para expressar o que essa obra é. Comprove lendo!

Rober Pinheiro é publicitário, tradutor e revisor. Publicou o romance Lordes de Thargor, o Vale de Eldor (2008) e participa das antologias Sagas, Vol. 1 – Espada & Magia (2011), Histórias Fantásticas 2 (2011), Paradigmas (2010), Imaginários (2010) e Medieval Sci-Fi (2010).

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Leia um trecho da obra!