Posts Tagged ‘Garotas Nerds Também Dançam’

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Ando tão distraída…

setembro, 21 - 2009

If I could tell you what it meant, there would be no point in dancing it.

Isadora Duncan

Às vezes nos apaixonamos perdidamente por certas coisas e pessoas. Aconteceu comigo. Mas a minha paixão é encontrada: andava tão precisada de algo novo na minha vida!

Não tenho lido muito. Escrito? Nada. Não que tenha me desapaixonado pela literatura, pelo contrário, penso que as artes se casam, inspiram-se mutuamente. Concorrem também, é verdade.

Produzo textos que devem sobreviver a mim. Mas a dança…? É toda feita da matéria do presente. É puro acontecimento: um lampejo. Fica uma foto, um vídeo, mas a dança mesmo, dançou-se. Tem essa qualidade de “aqui e agora” que nenhuma mídia consegue ou conseguirá reproduzir.

Ainda estou intrigada. Se me perdi, se me encontrei, só sei que estou adorando cada momento. Cheguei a pensar que não me sentiria desafiada por mais nada, e então vem essa esfinge: uma linguagem inteira, completamente nova, fora do meu domínio. Um desafio imenso, pois não me preparei. Veio, me encantou e mostrou uma saída de emergência por onde poderia tentar a minha fuga do sedentarismo.

Enquanto estou muito distraída dançando, deixo aqui um pouquinho das minhas musas pra distrair vocês também:

Pra quem não conhece, os estilos são tribal fusion e gothic fusion bellydance.

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Meninas nerds também dançam!

junho, 20 - 2009

Apresento a vocês meu mais novo e doce frenesi: 

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O estilo se chama Tribal Fusion. Basicamente, uma dança do ventre repaginada com mil influências modernas, variando do indígena ao metaleiro gótico.

Estranho? Pois dá uma olhada no visual das bailarinas, inspirando algo entre musas tântricas e odaliscas pós-apocalípticas. As roupas são confeccionadas com elementos de raiz (como couro, penas, conchas, flores, ossos) e um leve tempero futurístico (aço, vinil, tecidos sintéticos). Maquiagem carregada. Tatuagens. Muitos apliques no cabelo, dreadlocks e rastafári.

E a dança? A dança só vendo pra entender… Aliás, não veja, não. SINTA!

A Sharon Kihara, acima, virou minha deusa de devoção em poucos movimentos. Como você pode ver, são sutis e muito sinuosos, explora todas as potencialidades do corpo feminino. Comparado com a dança do ventre, o tribal fusion alcança um resultado mais lisérgico e estupidamente sexy!

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Esta outra é uma versão um pouco mais movimentada (e ao que parece, mais mesclada à dança indiana):

A Michaal é uma dançarina japonesa. É um deleite vê-la requebrar assim, maravilhosamente; sobretudo se você pensar nas danças tradicionais japonesas, com suas mulheres engessadas dentro de cinco camadas de quimono.

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E finalmente chegamos à Rachel Brice, que é a própria mulher-serpente e, de acordo com o que dizem, a mais conhecida bailarina de dança do ventre da atualidade. Ela usa movimentos cuidadosos e muita técnica (não se iluda, não é tão fácil quanto parece dançar assim!). A performance dela é uma completa hipnose:

Como disse, a receita do tribal fusion é a mistura de estilos. Uma das tendências mais interessantes na minha opinião é o Gothic Fusion (ou Gothla), a dança do ventre gótica; vertente que permite devaneios modernos, usando ritmos mais agressivos como heavy metal, eletrônico, eletropunk… Dá uma olhada:

Ah, e agora a novidade: me matriculo na segunda!! Ou melhor, NOS matricularemos, já que minha amiga Camila Fernandes também foi brutalmente seduzida pelo tribal fusion (como ela confessa em seu blog), e a Viviane também. E parece que a Giseli vem assistir aula com a gente, né Gi?

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E assim ficou profetizado que o mundo será dominado por uma legião de mulheres-serpente!