Posts Tagged ‘humor’

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Anedotas Literárias

março, 4 - 2014

Escritor é aquele sujeito que só peida no elevador sob pseudônimo.

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Qual a diferença entre um editor e um ornitorrinco? O ornitorrinco, pelo menos, tem seu charme.

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Dizem que é impossível viver de literatura no Brasil. Mentira. Os cupins lá de casa só vivem de literatura!

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Outro dia encontrei uma livraria tão obcecada por organização que colocava o Kama Sutra na prateleira dos livros didáticos.

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Esses dias me perguntaram: “por que você não manda e-mail pro Edgar Allan Poe pedindo um autógrafo?” Aí eu olhei bem para aquela pessoa e disse: “Nunca mais!”.

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Uma amiga minha namorava um crítico literário. Depois do sexo ela perguntava: “foi bom pra você?”, e ele respondia com uma resenha.

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Era uma festa de escritores, e todos estavam felizes… Até que chegaram os editores, aí a festa acabou.

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Um amigo me contou que o gato dele usou meu livro como banheiro. Nunca recebi uma crítica tão contundente!

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Até onde pode ir o eu-lírico? O meu, por exemplo, tem CPF, RG e conta no banco, mas conheço alguns que já tiveram que fazer teste de DNA.

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Não, isso aqui não tem copyright, mas se você plagiar mando meu ghost writer puxar seu pé de noite!

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Pessoa desaparecida

dezembro, 22 - 2010

Tenho um amigo que está maluco atrás de uma pessoa, não custa dar uma forcinha. Quem puder ajudar a divulgar esse anúncio vai prestar uma grande ajuda ao rapaz.

Procuro pessoa desaparecida e nunca encontrada. Busco rapaz branco, de olhos negros, perfil grego, cabelos castanhos cacheados na altura do pescoço, com 1,70m e 61 Kg, cerca de 19 anos e voz de tenor. Se você corresponde à essa descrição, favor verificar a fotografia em anexo para saber se você é parecido comigo. Caso seja, favor escrever para narciso@espelhoteca.com.gr ou ligar para (ΛΦ) ΛΣΠ-ΟΓΨΩ e deixar recado na minha caixa postal. Mas só se você for MUITO PARECIDO comigo!

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Classificados

dezembro, 22 - 2010

Ajudando um amigo a procurar emprego. Quem souber de algum lugar que esteja precisando, por favor, avisar o moço.

Procuro vaga de herói. Semideus júnior com MBA em manejo de monstros pela Universidade Monte Olimpo. Extermino leões e hidras, espanto monstros alados, caço corça fujona e javali bravo, domestico touros selvagens, arranco cinto de amazona, limpo curral, faço colheita de pomo de ouro, levo cérbero pra passear. Experiência comprovada em neutralizar gigantes! Favor mandar e-mail para hercules@monteolimpo.gr ou ligar para (ΞΔ) ΩΨΞ-ΣΛΦΦ e deixar recado com Dejanira.

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Vergonha alheia

janeiro, 10 - 2010

Se você achava George W. Bush o joão-bobo supremo da política americana, talvez mude de opinião ao ver este documentário resgatado dum obscuro arquivo televisivo dos anos 70, estrelado por ninguém menos que o governator da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, desbravando a selva de um país mui pitoresco…

Quem não viu, morra-se de rir. Ou de vergonha alheia.

Essa foi dica da Francine.

Muito amorrr e bunda pra todos vocêas!

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Extra! Extra! Quadrinhos e tirinhas

novembro, 11 - 2009

Pra quem gosta de saborear petiscos de humor, listo aqui os meus preferidos.

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Começando pelo site de tirinhas mais hilárias (e maldosas) da internet: See Mike Draw é imperdível! Já vou avisando:  CUIDADO, se você clicar é bem capaz de perder (ou ganhar) uma hora de risadas incontroláveis! Só vendo pra entender.

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Hector e Afonso são as estrelas ultrafofas das tirinhas Os Passarinhos, criação do cartunista Estevão Ribeiro. Hector é um passarinho escritor (e, como é de esperar, sonhador) e Afonso é um passarinho mais pé-no-chão (ou no galho?), e juntos eles têm diálogos bastante filosóficos. Destaque para as homenagens especiais a passarinhos famosos do mundo dos quadrinhos, como Piu Gaiman e Alan Úuuu.

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As tirinhas PhD Comics, do Jorge Cham, fazem um raio-x bem humorado do bizarro mundo dos estudantes de pós-graduação e seus orientadores. Quem habita esse universo ou já passou por ele certamente vai se identificar, e quem não conhece vai ter a oportunidade de descobrir as leis estranhas governam o mundo acadêmico, com seus orientadores-ninja, alunos sonolentos e teses-papão.

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Mais informativo do que propriamente divertido, Psychiatric Tales (dica da Giseli) é a HQ online da autoria de Darryl Cunningham, que fala de maneira bastante didática sobre as doenças mentais mais recorrentes e conta a história de pacientes que o próprio Darryl conheceu durante o período em que trabalhava em um hospital psiquiátrico. Os capítulos são: demência, preconceito contra doença mental, automutilação e delírios, antissociais, depressãocomportamento autodestrutivo, doença mental e habilidades especiais, esquizofreniatranstorno bipolar, suicidas e a história do autor.

Divirtam-se! 😉

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Achismo jornalístico

julho, 3 - 2009

Com a morte do tiozinho-que-anda-pra-trás na semana passada, aconteceu o milagre d’eu assistir a mais noticiários de TV do que não costuma acontecer em um ano inteiro (leia-se: muito pouco).

Me pareceu incrível o número de horas que os programas conseguem segurar a audiência com um mínimo de informação relevante, aproveitando somente o impacto da notícia.

Pensando numa equação de “informação/tempo gasto”, o custo-benefício é ínfimo. E a gente assiste mesmo assim! Como pode???

Lembro de estar acompanhando o jornal do SBT no dia que Mr. Jackson morreu, no momento em que foi ao ar uma super-reportagem exclusiva ao vivo da correspondente em Los Angeles em frente ao casarão do rei-do-pop:

O âncora diz:

– E quais são as últimas notícias?

– Estamos em frente à casa do astro, os fãs começam a chegar, e blá blá blá blá (= nenhuma novidade).

– E quais são os próximos passos?

– Ainda nenhuma informação do que será feito, blá blá blá (= nenhuma novidade)

– E já há uma data para o funeral?

– Não, ainda não há nenhuma informação sobre a data, blá blá blá blá (= nenhuma novidade)

– Fulana, o que você ACHA que vai acontecer a partir de agora? (hein, ouvi direito??)

– É, eu acho que… (ELA ACHA????!!)

Aí eu pensei bem e achei que era hora de desligar a TV.

a-morte-de-nao-se-sabe-quem

E finalmente lembro porque odeio assistir televisão.

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To tweet or not to tweet

junho, 11 - 2009

Existem 2 tipos de pessoas: aquelas que não usam twitter e aquelas que sabem que você comeu picles com batata frita no café-da-manhã, que está saudades do seu hamster e acabou de comprar uma cueca do Bob Esponja na promoção.

                                     Tao Chen Xing – sábio chinês

 

I choose:

twitter-bird [   ] To tweet       

noto[X] Not to tweet

O passarinho até que é bonitinho, mas eu realmente não sinto o menor interesse em saber que parte as pessoas estão coçando neste exato momento.

Será que sou normal?

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O mistério das estatísticas do WordPress

junho, 4 - 2009

De todos os servidores da blogosfera que usei até hoje, o wordpress é certamente o melhor e mais legalzinho (apesar de sabotar meus devaneios criativos como web designer). Uma das coisas que mais curto é o sistema de estatísticas detalhado que permite ao autor saber a quantas anda o ibope do blog.

Acabei de dar uma espiada nas estatísticas de entrada pelos search engines, os mecanismos de busca (=google), que acusa quais os termos de pesquisa foram usados pelas pessoas que chegaram até o blog. Veja só que interessante o que encontrei:

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Vê-se que o Copérnico, o Enigma e os retratos da leitura deram uma boa ajudinha, e o meu livro também foi bem procurado. O maior número de ocorrências foi  pelo meu nome, até aí é compreensível. Mas o segundo maior termo de pesquisa… “homens nus excitados” ??!! Alguém me explica what the fucking porra conection isso tem com o meu blog?

Assunto do meu maior interesse, como vocês podem ver (sim, isso foi uma ironia).  

Aprendi uma coisa nova hoje: nunca subestime o poder metafísico da pornografia!

Bruna Surfistinha, me aguarde!

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Ditados reeditados

maio, 22 - 2009

Essa listinha me foi cedida pela spam-girl Mila F. Achei bem útil, resolvi compartilhar.

Ditados revisados para o século XXI:

A pressa é inimiga da conexão.

Amigos, amigos, senhas à parte.

Antes só que em chats aborrecidos.

A arquivo dado não se olha o formato.

Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.

Para bom provedor uma senha basta.

Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

Em terra off-line, quem tem discada é rei.

Hacker que ladra, não morde.

Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

Mouse sujo se limpa em casa.

Melhor prevenir do que formatar.

Quando a esmola é demais, tem vírus anexado.

Quando um não quer, dois não teclam.

Quem ama um 486, Core duo lhe parece.

Quem clica seus males multiplica.

Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

Quem envia o que quer, recebe o que não quer.

Quem não tem banda larga, caça com discada.

Quem nunca errou que aperte a primeira tecla.

Quem semeia e-mails, colhe spams.

Quem tem dedo vai a Roma.com.

Um é pouco, dois é bom, três é chat.

Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

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Demita um político você também!

maio, 3 - 2009

Sei que estou aqui ralando loucamente para conseguir bancar minha passagem para a Austrália enquanto pago 40% de impostos sobre quase tudo para que meus representantes no congresso nacional viagem com a família de graça para Paris, Buenos Aires, Nova Iorque…

Tô com vontade de mandá-los todos para o Putaquiparistão, me ajuda?

espalhe

Vamos nos fazer o favor de não reeleger ninguém. Não sei se vai resolver, mas tenho certeza que tentar é mais barato do que repetir o erro.

Espalhe por aí!

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Meu Analista

abril, 6 - 2009

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No consultório tinha um divã,
Tinha um divã no meio do consultório.

O psicanalista logo avisou:
– Duzentos reais por sessão.
Puxa, doutor, não é muito não?
Anda muito caro esse negócio
Que o Seu Freud inventou…

Mas assim foi, eu me deitei.
Por meia hora eu falei,
Lembrei, contei, chorei…
Acabei-me naquele divã.
E quando mal me toquei:
– Próxima sexta, dez da manhã.

Na semana seguinte eu voltei
Um pouco menos deprimido,
Um tanto mais precavido,
O doutor estava bem otimista:
– Duzentos reais, à vista!

Ah doutor, assim é covardia!
Duzentos mais duzentos
E lá se vai um ano de terapia
Torrando minhas economias
Pra sustentar um analista avarento!

– Você tem um quadro depressivo,
Distúrbio evidente de histeria,
Transtorno obsessivo compulsivo
E alguns traços de esquizofrenia.
Vai mesmo abandonar a terapia?

Oh!

E dá-lhe gardenal e diazepam,
Horas intermináveis no divã,
Winnicot, Vigotsky e Lacan,
Desfiando meus aborrecimentos
Dramas, traumas e tormentos…

Mas o pilantra era esperto demais,
Tornou-me analista-dependente!
E eu, um pobre de um demente,
Financiei meu complexo de Édipo
Em várias parcelas mensais,

Que em um ano me levaram à falência!
E não curaram minha demência,
Ao contrário, que Freud me perdoe,
Mas fiquei pior a cada consulta
Com o picareta filho da psicanálise…

Ah-há!

Mas um dia acabou-se o meu dilema!
Compareci à minha última consulta,
Encontrei meu analista meio biruta…
– Bom dia, doutor, algum problema?
Está pálido, o que foi que aconteceu?

Ele pulou, gritou, se debateu:
– Por favor, não f-faça… NÃO!!
Caiu, gemeu, suspirou… morreu.
Acho que foi o coração,
Ou talvez a bala no peito.

Que Freud me perdoe…

Bem feito!

                                                        Cristina Lasaitis (2006)

                                                                                          

Essa é uma homenagem do fundo do meu subconsciente a todos os psicanalistas do Brasil!

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Vida de escritor (sem purpurina)

fevereiro, 18 - 2009
Uma pessoa vai andando pela rua e encontra um amigo:
– Oi, como vai? Soube que virou escritor!
– É verdade, escrevi um livro.
– E está vendendo bem?
– Ah, sim! Já vendi meu carro, meu apartamento, meu telefone…

Retirado do livro da Sônia Belotto: “Você já pensou em escrever um livro?”