Posts Tagged ‘humor’

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Mulheres na comédia

fevereiro, 13 - 2009

Tenho sentido muita falta, e olha que tem gente talentosa por aí.

Um apelo:

Garotas, façam comédia!

Marcela Leal (e Genial), comediante stand-up

 

Agnes Zuliani, comediante da Terça Insana

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Quais são suas ambições?

agosto, 5 - 2008

Sometimes I just feel like happy hour…

Créditos: O PhD. Comics é um site muito legal de tirinhas que satirizam (com muito realismo) a vida dos pós-graduandos e seu mundinho acadêmico de relatórios torturantes, congressos intangíveis, orientadores invisíveis e deadlines-surpresa. É um jeito bem inteligente de se rir da própria desgraça.

Agora me dá licença que eu tenho que terminar esse relatório…

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Time Machine (and marriage through time)

agosto, 3 - 2008

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O Rap do LHC

agosto, 2 - 2008

Olha só o que os físicos do CERN aprontaram:

Essa turma sabe como deixar uma nerd (e tarada por aceleradores de partículas) exultante. É simplesmente genial!! Não há maneira mais didática de explicar bóson de Higgs e microdimensões! A compositora é Kate McAlpine, uma escritora de ciências de 23 aninhos que trabalha no CERN (Kate, do you want to marry me?!!!), ela disse que escreveu a música em 40 minutos, num percurso de ônibus entre Genebra e o laboratório, é mole?

Agora cante comigo:

LHCb sees where the antimatter’s gone.
ALICE looks at collisions of lead ions
CMS and ATLAS are two of a kind:
They look for whatever new particles they can find.
The LHC accelerates the protons and the lead,
and the things that it discovers will rock you in the head…

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Solucionador de Problemas

julho, 24 - 2008

Minha amiga Camila Fernandes que me mandou esse esqueminha. Pelo que pude ver, é uma guia totalmente operacional. Bom para pessoas que trabalham em laboratórios, engenheiros, programadores, etc.

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5 minutos para (se) matar!

julho, 19 - 2008

Cansado da vida? Estressado com o trabalho? A namorada te trocou pelo carteiro? Está pensando seriamente em marcar um encontro com a moça da foice?
Nada disso, meu chapa! Seus problemas se acabaram-se!!
Agora você pode se matar de forma segura e indolor com 5 Minutes to Kill (Yourself!)

 

5 Minutes to Kill (Yourself) é o game de suicídio mais meigo do universo! Seu personagem é o funcionário de uma famigerada empresa e ao se ver condenado a mais uma reunião ele toma a difícil resolução: “Aaarghh!! Vou me matar”! A sua missão é conduzi-lo pelos escritórios e demais dependências atrás de objetos perigosos e métodos mirabolantes para ajudar o pobre Zé a liqüidar-se em menos de 5 minutos.

escolha sua roupinha...

escolha sua roupinha...

... e parta para a autodestruição!!

... e parta para a autodestruição!!

O jogo está disponível no maravilhoso site de bobageiras anti-stress Adult Swim (para quem der uma passadinha lá, recomendo também o Bible of Fight!).

Sejam felizes, crianças, matem-se!

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Se Borges soubesse…

julho, 15 - 2008

Você já se perguntou o que os malucos fazem nas horas vagas? Bem, o meu amigo Clinton (Clinton Davisson – escritor do livro Hegemonia) de vez em quando escreve contos em homenagem aos seus camaradas, sabe?

É o caso do conto Borges no Mosteiro, que pode ser lido em seu blog The Purple Alien Invaders. Nesse conto, uma cientista-maluca-vilã-maquinadora chamada Cristina Lasaitis submete o pobre escritor e fã de lasanhas Flávio Medeiros a um experimento de clonagem, que dá origem a Fábio Fernandes. Fábio é enviado a um mosteiro no Tibet onde viverá uma aventura com o fantástico recém-ressucitado escritor Jorge Luis Borges, e aí a quizumba se estabelece e vira um thriller inesquecível de escritores de FC no banheiro. Entram na dança Tibor Moricz, Saint Clair, e até Octavio Aragão e Osmarco!!

Atenção, leitor, é porra-louquice bem concentrada!

Ai, as risadas doem 😀

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Reflexões metodológicas na margarina e a razão do silêncio prolongado

junho, 3 - 2008

Era uma vez um artigo científico que foi submetido para uma revista X. Dois meses de coleta, dois meses de análise, um mês de escrita. Uma pesquisa rápida pede uma publicação rápida. Um trabalho legível, frio, claro, linear e impessoal como toda comunicação científica deve ser. Introdução, métodos, resultados, discussão, bibliografia; conteúdo completo, sucinto e auto-explicativo: redondo como uma pérola.

O artigo foi.

O artigo voltou.

Uma carta do revisor da revista X, igualmente clara, legível, linear e impessoal veio parar em minhas mãos, gentilmente descascando o meu trabalho: “Está certo, mas, por que não fazer assim? E por que não fazer assado?”.

“Assim”, “assado”, mas com quantos graus de liberdade? Que coeficiente de certeza? Qual a minha média de esperança? Eu não fazia a mais irrisória idéia do que ele queria me dizer.

No mundo da pesquisa – quem já se enfiou num laboratório bem sabe – isso é rotina. Recusa de artigo e parecer de revisor passam a ficar indolores com o tempo. Se a negativa for inevitável, você tem a possibilidade de afogar suas mágoas nos diagramas cartesianos e nos cálculos do qui-quadrado. Mas, se ainda há uma chance e se você insiste em publicar o seu artigo (do qual dependem sua bolsa, sua reputação, sua carreira e o olhar de inveja do pesquisador da bancada ao lado), você tem a opção de atender a todas as exigências do revisor ou atender a todas as exigências do revisor. Sem questionar.

Pois a ciência é algo democrático.

No final das contas, não era no meu primeiro artigo – e no primeiro embate com um revisor – que eu iria desanimar!

Não!!

Peguei as minhas anotações e empreendi uma jornada pelos famigerados manuais de estatística que encontrei no fundo da prateleira inferior no canto obscuro de uma biblioteca acadêmica (um único empréstimo nos últimos 18 anos, constava no registro!). Depois de passar o olho em algumas fórmulas, como:

 

Resolvi devolver os livros aos ácaros e me regozijar com o advento da tecnologia – viva o século XXI! Resgatei meus dados desenganados, rodei o software estatístico e voilá! Depois de duas semanas amaciando meus dados nos mais aprumados geradores de improbabilidade infinita para tentar descobrir sozinha, numa conjunção cósmico-matemática, numa aplicação aleatória de combinações numéricas, a verdade por trás da misteriosa análise estatística – que todos os manuais diziam ser muito prática e eficiente, mas ninguém numa universidade inteira sabia explicar – eu cheguei ao resultado:

 

Sei que é o resultado certo, pois prova o que eu estava querendo dizer no artigo de um modo simplificado (anti-acadêmico?) e o revisor quer que eu diga numa análise estrambólica with lasers: que o grupo 1 é parecido com o grupo 4, como o 2 é parecido com o 5 e o 3 é parecido com o 6.

 

A distância Euclideana entre o grupo 1 e o 4, e entre o 2 e o 5 é de 1,3; entre o 3 e o 6 é de 1,5; e entre os grupos 4 e 6, de 41,7.

 

E o que isso significa?

 

Eu não sei.