Posts Tagged ‘Michael Jackson’

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Paradoxos da Relatividade

março, 14 - 2010

Você já calculou quantos anos se passaram entre o começo dos anos 80 e o final dos anos 00?

Então responda à enquete:

A PASSAGEM DO TEMPO É…

a) uma função diretamente proporcional à massa do Axl Rose?

b) inversamente proporcional ao ajuste da roupa da Joan Jett?

c) uma coisa que deixa o Sebastian Bach nove vezes mais puto?

d) equivalente à mudança no albedo do Michael Jackson?

e) um mistério que nem Jesus consegue explicar?

Respostas e demonstrações matemáticas, favor postar abaixo.

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PS: Cara, é por isso que eu amo física!

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Achismo jornalístico

julho, 3 - 2009

Com a morte do tiozinho-que-anda-pra-trás na semana passada, aconteceu o milagre d’eu assistir a mais noticiários de TV do que não costuma acontecer em um ano inteiro (leia-se: muito pouco).

Me pareceu incrível o número de horas que os programas conseguem segurar a audiência com um mínimo de informação relevante, aproveitando somente o impacto da notícia.

Pensando numa equação de “informação/tempo gasto”, o custo-benefício é ínfimo. E a gente assiste mesmo assim! Como pode???

Lembro de estar acompanhando o jornal do SBT no dia que Mr. Jackson morreu, no momento em que foi ao ar uma super-reportagem exclusiva ao vivo da correspondente em Los Angeles em frente ao casarão do rei-do-pop:

O âncora diz:

– E quais são as últimas notícias?

– Estamos em frente à casa do astro, os fãs começam a chegar, e blá blá blá blá (= nenhuma novidade).

– E quais são os próximos passos?

– Ainda nenhuma informação do que será feito, blá blá blá (= nenhuma novidade)

– E já há uma data para o funeral?

– Não, ainda não há nenhuma informação sobre a data, blá blá blá blá (= nenhuma novidade)

– Fulana, o que você ACHA que vai acontecer a partir de agora? (hein, ouvi direito??)

– É, eu acho que… (ELA ACHA????!!)

Aí eu pensei bem e achei que era hora de desligar a TV.

a-morte-de-nao-se-sabe-quem

E finalmente lembro porque odeio assistir televisão.

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Dance in peace, Michael

junho, 26 - 2009

Fiquei bestificada. A notícia me pegou tão desprevenida que soou até como piada de mau gosto.

Ok, todos nós adorávamos criticar sua branquelização, a plastificação exagerada, as infantilidades e demais esquisitices. Mas confesso que sinto uma enorme simpatia por gente excêntrica – essas pessoas que se permitem ser meio doidas do armário pra fora (porque do armário pra dentro, todos nós temos algo de loucos).

Devo dizer que o primeiro discão LP que eu comprei na vida era dele, o Black or White Dangerous. Suas músicas e performances marcaram uma década de 80 deveras vertiginosa para a criança que eu era. Apesar de ter passado muito rápido pra mim, foi uma década inesquecível.

Ninguém pode negar que ele era um artista genial, empolgante. Lembro que as crianças punham o disco pra tocar, ficávamos imitando a dança, tentando fazer aqueles passos deslizantes em marcha ré o moonwalk. Músicas que colam no ouvido, videoclipes bizarros e tremendamente criativos. E o visual?  Aquelas roupas brilhantes, uma mistura de “cheguei” com elegância.

Decididamente, Michael tinha estilo! Não passava desapercebido. Não passou.

Se a figura andava cada vez mais triste e alienada na ilha da fantasia, é fato. É uma estrela que já havia se apagado antes de morrer. Havia o ícone e havia o homem. O primeiro vai ficar na memória, o segundo era mortal e demasiadamente humano.

De qualquer forma, lamento ter de fazer esta despedida tão cedo, eu realmente não esperava.

michael