Posts Tagged ‘UNIFESP’

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Pesquisa sobre homofobia na Veja

fevereiro, 28 - 2011

Que surpresa acordar nesta segunda-feira e encontrar publicadas duas matérias na Veja a respeito de homofobia baseadas numa entrevista que eu tinha concedido à jornalista Pollyane Lima e Silva tempos atrás.

Agradeço à Pollyane e à Veja pela divulgação do estudo, e espero que possa contribuir para a conscientização da sociedade e, sobretudo, dos veículos de comunicação.

Seguem os links das matérias:

Homofobia: o que leva alguém ao cúmulo de uma agressão?
Sensações de incômodo e insegurança ajudam a inflar preconceito contra gays

Homofobia: o homem é mais intolerante do que a mulher
Preconceito no país é preocupante, em especial no comportamento masculino

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Entrevista sobre homofobia para a Jovem Pan

janeiro, 25 - 2011

Hoje fui aos estúdios da TV Jovem Pan Online dar uma entrevista à Patrícia Rizzo para falar sobre homossexualidade e homofobia. Agradeço à Jovem Pan pela iniciativa e oportunidade. Seguem os vídeos da entrevista de meia-hora, em 3 partes:

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Entrevista sobre homofobia para a CBN

janeiro, 19 - 2011

Algumas pessoas têm pedido mais informações sobre o estudo sobre homofobia da UNIFESP que está circulando na mídia desde anteontem (segunda feira 16/01). Atendendo a pedidos, pretendo redigir um artigo informativo sobre o estudo e publicá-lo aqui em breve.

Mas por hora, deixo os esclarecimentos da entrevista que dei à Fabíola Cidral para o programa CBN Total na rádio CBN SP nesta noite de terça-feira (17/01). Para ouvir é só clicar no link abaixo (fiquem tranquilos que não é vírus!):

Entrevista CBN

E deixo o meu muito obrigada ao meu amigo Hugo Vera pela gravação do programa, sem a qual eu não teria como fazer este post!

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Minha pesquisa divulgada

janeiro, 18 - 2011

Hoje estou comemorando o quase encerramento de um ciclo. As dificuldades de se fazer pesquisa no Brasil ainda são grandes, e conseguir levar a cabo um estudo bem sucedido, publicá-lo e divulgá-lo é um fato que merece muita comemoração.

Ao me formar pesquisadora biomédica eu padecia de um certo desânimo, pois tinha a impressão de que a ciência estava muito afastada do cotidiano das pessoas (e sobretudo dos brasileiros), e eu não queria passar o resto da vida estudando “a proteína da asa esquerda da borboleta africana”.

Para uma pessoa a priori apaixonada pela compreensão do universo, o desfiladeiro de especializações que o mundo acadêmico impõe e que obriga o pesquisador a estreitar o seu foco de interesse até se tornar “doutor em tal coisa” é um martírio.

Eu sou uma generalista de corpo e alma, não uma especialista. E se você não pode usar o conhecimento para intervir no mundo em que vive, de que ele serve?

Grande parte da literatura de auto-ajuda, que vende tanto, existe para repetir indefinidamente às pessoas “a felicidade é fazer aquilo que você gosta, e trabalhar pelo que acredita”. No final, depois de um longo passeio pelo mundo dos enforcados, o que salva é o retorno ao sonho primordial: insuflado daquele idealismo quixotesco que o fez sonhar em melhorar o mundo, inda que isso significasse lutar contra os moinhos de vento.

Ao procurar uma pós-graduação, eu fui muito teimosa ao insistir que só valeria a pena se eu pudesse ver a repercussão de um estudo na minha realidade imediata, sendo que eu não queria enfrentar outra coisa senão os meus moinhos.

Minha dissertação de mestrado “Aspectos afetivos e cognitivos da homofobia no contexto brasileiro – Um estudo psicofisiológico” foi concluída em 2009 e está sendo divulgada na mídia agora no início de 2011.

Isso só foi possível pelo apoio de entidades e pessoas que muito me ajudaram e que agradeço de coração: meu orientador e co-orientadora, professor Orlando Bueno e professora Rafaela Ribeiro; os voluntários que participaram da pesquisa; as entidades que financiaram o estudo, FAPESP, AFIP e CNPq; e por último e não menos importante, o trabalho da Assessoria de Imprensa UNIFESP, especialmente do José Luiz Guerra.

Seguem os links das reportagens publicadas sobre o estudo até o momento:

Estudo da Unifesp revela que homofobia pode estar baseada em sentimentos como medo e vergonha e seria um comportamento defensivoCBN Noite Total (com áudio da entrevista)

Homofobia seria comportamento defensivo, sugere pesquisa da UnifespA Capa

Estudo da Unifesp sugere que a homofobia envolve relação de medo Comunicação UNIFESP, BOL Notícias, UOL Notícias, Ciber Saúde, Jornal de Floripa, Espaço GLS, SIS.SAÚDE

Estudo da UNIFESP indica que causa da homofobia pode ter origem no medo e no preconceitoLado A

Estudo da UNIFESP aponta que a homofobia é mais relacionada ao preconceito e ao medo que ao ódioAgência de Notícias da AIDS , Agência AIDS

Pesquisa realizada pela Unifesp aponta que o preconceito pode ser uma reação defensivaCesar Giobbi

BOO!!! UNIFESP ASSUSTOU HOMOFÓBICOS PARA DESCOBRIR UMA DAS FONTES DO PRECONCEITODAS LOKA (Blog da Salete Campari)

Nos casos de homofobia, estudos da Unifesp sugerem relações de medoMentes Atentas

Segundo pesquisa, homofobia seria comportamento defensivoMundo Alternativo

E ainda há a entrevista realizada terça, 18/01, para a rádio CBN SP (90,5 FM/ 780 AM) e que pode ser ouvida clicando aqui.

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A primeira foto do bebê

janeiro, 7 - 2010

“Aspectos afetivos e cognitivos da homofobia no contexto brasileiro – Um estudo psicofisiológico.”

Cristina Lasaitis, 2009 – Mestrado

Aí está a síntese dos meus esforços de 2009: três anos de experimentos, dois artigos publicados, centenas de voluntários analisados, muitos contos que não escrevi, as unhas roídas e uns 10 quilos de café extra-forte. O parto foi difícil e o rebento é pesado e lindo! Tem 182 folhas, capa bordô e letrinhas prateadas.

Minha sensação agora, passado tudo é… NÃO QUERO VER TESE POR UM BOM TEMPO!

Quer dizer, até o doutorado, que talvez comece este ano.

Eu diria que a pós-graduação é um delicioso (e insano) meio de vida – não um fim, um meio mesmo. Um estilo de vida que enlouquece mas que pode lhe dar bastante liberdade de movimento e de criação, o que é bom quando é exatamente isso que você deseja.

Minha tese deverá estar disponível no banco de teses da CAPES dentro de dois anos. Demora tudo isso porque os resultados do estudo ainda tem que ser publicados.

Agradeço a todas as pessoas que me ajudaram nessa empreitada, não seria possível sem a mãozinha de muita gente que acreditou, investiu e participou desse trabalho, que teve uma importância imensurável na minha vida.

E vamos pra próxima!

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Atentado a bomba na Unifesp

agosto, 29 - 2008

Era só essa que me faltava!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u435524.shtml

Suposta bomba esvazia área próxima à Unifesp na zona sul de São Paulo

Policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da PM) detonaram na madrugada desta quarta-feira uma suposta bomba deixada em uma das entradas do Instituto de Farmacologia e Biologia Molecular da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), zona sul da cidade.

Ela chamou a polícia após receber duas ligações anônimas de que havia uma bomba no prédio. No local, os membros do Gate encontraram uma caixa de sapato amarrada com fitas e um interruptor dentro de uma sacola azul deixada na parte de fora do edifício.

O objeto foi deixado em um jardim próximo à entrada da rua 3 de Maio, na Vila Clementino. O prédio foi esvaziado e todo o quarteirão da entrada da Unifesp foi interditado.

O prédio foi esvaziado para que a polícia realizasse uma explosão controlada do artefato. Após a operação, ocorrida por volta de 0h20, a equipe do Gate encontrou pedaços de uma bateria e de um relógio despertador.

A polícia informou que o objeto será submetido à análise para determinar se era ou não uma bomba caseira e se o artefato tinha realmente potencial explosivo.

O local foi completamente liberado para os moradores por volta das 1h30 de hoje.

O caso foi registrado no 16º DP (Vila Clementino).

Quem assumiu a autoria da bomba foi uma organização chamada Frente de Libertação Animal (ALF). Segundo eles, foi um “presente” pelos 25 anos do COBEA (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal). O grupo publicou uma nota e uma foto do explosivo no site de mídia independente: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2008/08/427088.shtml .

Agora eu tenho motivos para dizer que literalmente faço pesquisa com emoção! Essa turminha defensora dos camundongos tá me dando uma vontade irresistível de começar a praticar vivissecção em humanos!

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O reitor renunciou!

agosto, 26 - 2008

Recebi esta tarde a notícia que o reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto, entregou uma carta com seu pedido de renúncia após o escândalo dos cartões corporativos. Fico um pouco estarrecida, afinal, estou na universidade desde 2002 e acompanhei de perto sua gestão. Na carta, o Dr. Ulysses comenta que nesses últimos 5 anos a Unifesp saiu da lama, se recuperou de uma dívida de milhões e foi expandida para 5 campi.

A história da dívida é famosa e eu a vivi na pele. Em 2002, quando me matriculei, fui recebida numa universidade pública cheia de regalias. Eram muitos eventos, coquetéis, festas… No bandeijão da universidade cheguei a comer salmão, frango ao molho funghi, petit gateau; tudo isso – pasme – pagando 50 centavos por refeição. O atendimento médico aos alunos era de primeiro mundo e ia além das especialidades básicas; fiz tratamento homeopático, psicoterapia, acupuntura, extraí os dentes do siso. Havia dois espaços discentes com computadores para uso dos estudantes de graduação, onde passei intermináveis horas digitando relatórios, trabalhos e apresentações. Isso antes de que o Dr. Ulysses assumisse a reitoria. Pois na troca de gestão foi revelado o rombo nas contas da universidade: uma dívida de centena de milhões deixada pelo antigo reitor. E foi que, de um dia para o outro, os mimados estudantes viram o bandeijão ser terceirizado às custas de um rango meio insosso (com direito ao primeiro GECA generalizado da história da Unifesp), o serviço de computadores foi simplesmente cortado, o atendimento médico aos alunos foi reduzido a um mínimo operacional e os ricos coffee-breaks tornaram-se uma doce e remota lembrança.

Foram mudanças dolorosas para os estudantes e funcionários, as pessoas que mais perderam com a administração irresponsável dos recursos da universidade. Muitos dos serviços jamais foram reintegrados e os novos alunos pouco sabem o que foi a Unifesp em seus bons tempos. Hoje percebo que as regalias não se acabam, simplesmente mudam de lugar – ou de cargo -, isso é uma regra, seja aqui ou na Disney, como bem sabe o Dr. Ulysses. Quem assume interinamente o cargo é o vice-reitor, Dr. Sérgio Tufik, chefe do departamento de psicobiologia, onde faço meu mestrado, e da AFIP (vida longa e próspera!!), que patrocina meus congressos e parte da minha pesquisa.

Para o Dr. Ulysses ficam aqui minhas despedidas, que tenha um bom resto de carreira (e não se esqueça de levar as malas!!).