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O Homem Atômico

Novembro, 4 - 2009

Mais um conto republicado no site Contos Fantásticos. O Homem Atômico foi meu primeiro conto de ficção científica, que publiquei no livro Visões de São Paulo, em 2006.

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Por que é difícil fazer ficção científica nos dias de hoje?

Novembro, 4 - 2009

Tão raro a ficção científica merecer uma matéria de destaque na mídia atual que eu não podia deixar de divulgar essa reportagem saída recentemente no Globo News, onde aparecem os escritores Nelson de Oliveira e Roberto Causo e o editor Adriano Piazzi (Editora Aleph) falando sobre o mercado brasileiro de ficção científica e tentando responder a difícil questão: por que é tão difícil fazer e vender ficção científica hoje em dia?

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Vou gritar

Outubro, 29 - 2009

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No Brasil, dá-se aula sobre a cultura africana e logo vem um pai ou mãe evangélico reclamar que estão ensinando macumba para as crianças, ou que lhes dão obras demoníacas para ler, afinal, o que é Harry Potter senão incentivo à bruxaria? E Marina Silva, agora forte candidata à presidência, vem me dizer que o evolucionismo de Darwin é só mais uma teoria, que pode ser ensinada junto com o criacionismo nas escolas públicas. E então percebo o quanto tenho medo dos nossos políticos, porque são também o espelho do povo.

Saio de casa e em qualquer caixa de supermercado, balcão de loja ou mesa de concessionária encontro os dignos trabalhadores do meu país, que não raras vezes mal sabem fazer uma operação básica de matemática. Pego textos de universitários que sequer conhecem que existe uma pontuação na língua portuguesa. Lembro-me do dia em que fui ser fiscal do ENEM em uma escola pública, onde, numa sala de mais de 50 estudantes, consegui recolher apenas duas redações.Vejo nas salas da universidades alunos perguntando aos professores questões da alçada do ginásio – pelo qual passaram sem aprender o básico do básico. Uma população de analfabetos funcionais, gente com atitude completamente passiva frente à informação, bem adestrados pelos anos de condicionamento vegetativo em frente à televisão. Uma multidão universitária que paga cursos para ter um diploma sem exigir a qualidade, pois o que se paga lhe será dado; e assim o Brasil vira o eldorado dos bacharéis pseudoalfabetizados.

O que me assusta é que esses poderão ser os médicos que um dia irão me operar, ou os engenheiros que construirão castelos de carta e corredores de dominó, os professores que perpetuarão o ciclo de deseducação, e o pior: serão também os políticos!

Abro o jornal e as estatísticas estimam que os 10% melhores alunos das escolas brasileiras mal se podem comparar aos 10% piores das escolas finlandesas. De onde vem tanto descaso? Existirá uma cura para a ignorância institucionalizada? E agora, quem eu cobro? O que faço? Pra onde vou? Sento e choro?

Desculpa, mas é que a ignorância do meu povo me ofende! E se eu não gostasse do meu país, não estaria aqui engasgada, à beira dum grito. Hoje isso me subiu à cabeça e me mergulhou num inferno patriótico.

Vivemos numa Idade Média surreal, quando a ignorância coexiste com o estado-da-arte do conhecimento científico e tecnológico e nunca se teve tanto acesso à informação. Paradoxal? Pois penso que não é à toa que os pais daquelas crianças vêem demônios e bruxas nos livros dos filhos – eles não têm outra saída: vivem num mundo assombrado pelos demônios, onde a superstição ainda ampara mais do que a ciência ininteligível.

E como eu disse, isso me assusta, porque a realidade também me foge à compreensão. Tenho medo do que não entendo.

Desculpem, eu só estava precisando gritar.

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O Incrível Congresso de Astrobiologia

Outubro, 20 - 2009

Pra quem ainda não conhece, meu continho publicado hoje no site Contos Fantásticos (uma iniciativa muito legal do Afonso Pereira, obrigada!*).

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*achei fofíssimas as ilustrações! Parabéns ao artista :-)

 

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Hominis intempestivus

Outubro, 12 - 2009

Eles estão por todos os lados, nadam nas correntezas da uniformidade. Um infinito de moléculas solvatadas, protegidas pela tensão superficial da multidão. Livres e entrelaçados, eles se movem em marés. Vivem seguros na tormenta, pois são eles próprios a tempestade.

Vem a enchente e, de repente, estou ilhada.

Como toda maré, é previsível. E como toda tempestade, é caótica. É ordem, é caos. Humanidade fractal.

Ela pulsa e eu penso. Enxergo à exata distância em que posso acompanhar a repetição dos padrões: meço o fluxo, calculo a vazão, prevejo suas quebras e redemoinhos… Observo. E por ser observadora, estou longe.

Posso me camuflar entre eles, pois também sou fluida. Mas tenho essa natureza airosa que me eleva, e a solidez do cascalho que me afunda. O resultado é que sempre me arrasto para as margens. Ou resisto à correnteza? Não sei. Desconfio apenas que nunca serei ou me sentirei corrente, pois tenho horror à dissolução.

Não, não estou acima nem abaixo, simplesmente estou fora. Ora quero entendê-los, mas o entendimento me frustra e escolho a negação. Ora, na minha frieza de rocha, contento-me com o conhecimento das marés. No fundo – lá onde vivo - gostaria de me reconhecer neles, mas minha imagem refrata na superfície e eu jamais me vejo. Não estou ali. A observação é minha sina. A alteridade, o meu refúgio. A solidão sou eu (e jamais um fardo, pois não é fardo ser-se).

Permita-me deus, o universo ou o acaso jamais encontrar o meu lugar neste mundo. Meu repouso é esse errar constante. A perpétua procura do ninho, da pessoa, do motivo… Que eu nunca os encontre para que a busca não termine.

Amém.

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E você, já leu?

Outubro, 5 - 2009

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Fábulas do Tempo e da Eternidade

Opinião dos leitores:

“Resumidamente: não é só um livro, é uma experiência”.

André Vianco, escritor

 

“Até monstros sagrados de reputação global, como Philip K. Dick e Ray Bradbury – ou monstras, como Ursula K. Le Guin e Marion Zimmer Bradley –, teriam orgulho de poder contar com um ou outro destes contos entre suas primeiras obras”.

Antonio Luiz M.C. Costa, para a revista Carta Capital

 

“O tempo virtual, o tempo universal, o tempo humano do amor e da tragédia, da miséria e da esperança, todos tratados com uma sutileza e contundência como apenas nas grandes histórias de Ficção Científica”.

Renato Azevedo, para o site Aumanack

 

“O melhor adjetivo que descreveria a impressão que tive depois da leitura seria sensacional“.

Chanceller Martok para o site SciFi Tupiniquim

 

“Mais que uma coletânea de contos, Fábulas do Tempo e da Eternidade é um exemplo de que o Brasil tem potencial para publicar escritores de ficção em um nível superior ao de muitos países”.

Cezar Berger Junior, para o site Falando de Fantasia

 

“Se posso dar uma dica de um livro de Ficção para este final de ano, este é o livro. Para os apaixonados pelo poema de ficção. Desprentencioso e apaixonante”.

Alan, para o blog Xeque-Mate

 

“Uma obra ímpar, com histórias que podem ser lidas e relidas uma dezena de vezes e ainda causar o mesmo espanto e maravilhamento da primeira vez”.

Bruno Schlatter, para o blog Rodapé do Horizonte

 

Um ano já se passou, e o Fábulas do Tempo e da Eternidade desfolhou o calendário conquistando os leitores.

Como este é o mês do meu aniversário, vou dar de presente uma promoção:

Livro autografado + postagem para todo o Brasil (carta normal) apenas R$20,00.

Para pedir o seu, e-mail-me: christie36@uol.com.br .

Só no mês de outubro, tá? :-)

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Rio de Janeiro 2016

Outubro, 2 - 2009

Estive no Rio duas vezes, a primeira em 2001, a segunda em 2008, quando ganhei um curso na UFRJ e passei 10 maravilhosos dias hospedada em Copacabana. Para quem passou a vida toda na cidade cinzenta-sufocante, o Rio de Janeiro é algo bem próximo do paraíso. Para qualquer ângulo que se olhe há uma praia belíssima, um morro verde embalsamado na névoa marítima e uma favela.

Cada vez que saía do hotel para passear no calçadão de Copacabana, ou pelo centro velho, ou pelas alamedas arborizadas, pelas livrarias e sebos antigos, ou sentava em um charmoso restaurante com um menu de camarões a um preço camarada para o meu bolso, pensava: esta é uma cidade que eu escolheria para morar. Escolheria, ao menos se…

“Se…” – você sabe. Se ali se pudesse levar uma vida tranquila.

Com 25 anos de São Paulo, sou faixa preta em esquiva de assaltos e fuga pela porta dos fundos. Estão te seguindo? Corra! Desconfiou? Suma! Disseram abobrinha? Finge que não é contigo. E assim foi que eu sobrevivi incólume a 10 dias passeando sozinha pelo Rio de Janeiro. Fora uma tentativa frustrada de roubo de câmera fotográfica, nada me aconteceu, mas a cada dia eu assistia a um espetáculo diferente: vi uma menina de rua debandar gritando com um segurança às suas costas, que, para se vingar, arrancou-lhe as roupas no meio da rua. Cruzei com um convulsivo garoto de rua me xingando repetidamente porque eu não quis lhe dar dinheiro. Vi uma moça do morro dar barraco na porta de um botequim. Vi corre-corre na rua. Batida policial na porta do hotel. Aquelas cenas de filme de bang-bang que lhe prometem as melhores cias de cinema.

Paulistano acha que no Rio o problema está nos morros, do mesmo modo como em São Paulo ele mora na periferia. O que o paulistano não sabe é que no Rio o morro está em todos os lugares - não é Maomé que vai ao morro, o morro vem a Maomé. E a criminalidade carioca é a mais democrática do Brasil.

Assim que soube da escolha do Rio de Janeiro para sediar as olimpíadas fiquei contente - me deixei levar pelo meu lado criança, que adora festa – enquanto o lado cerebral começou a pensar na conta (R$25,9 bilhões de investimentos) e nas reais condições do Rio sediar um evento desse porte. Vai ser vantajoso pra nós?

Prefiro não alimentar muitas expectativas, mas acho saudável ser otimista. Quero acreditar que a Olimpíada pode forçar as mudanças que a cidade precisa. Quero acreditar que a operação que se dará para conter a criminalidade seja uma solução definitiva.  Quero acreditar que gerará empregos para a população, e que as dívidas não vão sobrar para o povo pagar.

E prometo não fazer piadas sobre a inclusão da nova modalidade olímpica: “tiro/bala perdida”.

Dou parabéns?  Em todo caso, boa sorte pros cariocas!

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Ando tão distraída…

Setembro, 21 - 2009

If I could tell you what it meant, there would be no point in dancing it.

Isadora Duncan

Às vezes nos apaixonamos perdidamente por certas coisas e pessoas. Aconteceu comigo. Mas a minha paixão é encontrada: andava tão precisada de algo novo na minha vida!

Não tenho lido muito. Escrito? Nada. Não que tenha me desapaixonado pela literatura, pelo contrário, penso que as artes se casam, inspiram-se mutuamente. Concorrem também, é verdade.

Produzo textos que devem sobreviver a mim. Mas a dança…? É toda feita da matéria do presente. É puro acontecimento: um lampejo. Fica uma foto, um vídeo, mas a dança mesmo, dançou-se. Tem essa qualidade de “aqui e agora” que nenhuma mídia consegue ou conseguirá reproduzir.

Ainda estou intrigada. Se me perdi, se me encontrei, só sei que estou adorando cada momento. Cheguei a pensar que não me sentiria desafiada por mais nada, e então vem essa esfinge: uma linguagem inteira, completamente nova, fora do meu domínio. Um desafio imenso, pois não me preparei. Veio, me encantou e mostrou uma saída de emergência por onde poderia tentar a minha fuga do sedentarismo.

Enquanto estou muito distraída dançando, deixo aqui um pouquinho das minhas musas pra distrair vocês também:

Pra quem não conhece, os estilos são tribal fusion e gothic fusion bellydance.

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Science Fiction in action

Setembro, 11 - 2009

Momento digestivo do dia. Já comeu hoje?

Vi no blog do Warren Ellis, mas deu na Discovery:

Um raro parasita que se abriga dentro do peixe hospedeiro antes de comer sua língua e substituí-la por ele mesmo foi encontrado na costa de Jersey.

Olha que meigo o bichinho:

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Na dúvida, coma de boca fechada.

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A estupidez e outras doenças incuráveis

Setembro, 6 - 2009

A notícia correu a blogosfera ontem, e você pode conferir o resumo da tragédia no blog da Giulia Moon, da Martha Argel, do Bruno Cobbi, da Chris Sevla e em diversos sites de notícias como este e este.

Em síntese: Liz Marins e Kizzy Ysatis, dois colegas e artistas que admiro muito, foram espancados por seguranças na manhã de ontem na saída da balada A Loca. Liz ficou com hematomas. Kizzy teve que ser internado, ficou com o rosto desfigurado, perdeu dentes e teve traumatismo craniano – felizmente sem lesão cerebral.

Dizem que a briga começou por causa de uma comanda perdida, que Kizzy disse que pagou e o caixa insistiu que não.

Agora alguém me explique: como uma confusão por causa de comanda termina num espancamento brutal e uma pessoa gravemente ferida?

Como seguranças de uma balada, que deviam fazer a SEGURANÇA, terminam quase matando um cliente?

Kizzy já está bem, vai fazer exame de corpo de delito. Liz pretende processar A Loca.

Como eu disse, o Kizzy e a Liz são artistas admiráveis e pessoas do bem, não consigo sequer imaginá-los metidos em confusão. É inexplicável! Senão irônico, dois artistas da esfera do horror – um escritor e uma cineasta – assombrados por monstros reais, trogloditas noturnos incubidos da “segurança” das pessoas.

É de dar medo.

Manifesto aqui minha solidariedade à Liz e ao Kizzy e meu repúdio a esses animais que espancam primeiro e perguntam depois.

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Passou

Setembro, 4 - 2009

Se há um consolo e uma angústia é que nada dura para sempre. Momentos bons. Momentos ruins…

Não, não cultivo clichês, é que o mosquito filosófico me mordeu hoje.

Lembro claramente de um momento da minha vida que aconteceu há dois anos e meio atrás. Estava pegando o vôo Santiago- São Paulo (minha última viagem aérea) e, sabe quando o avião está na pista, correndo para decolar, e você é pressionado contra a poltrona? Nesse momento vem o frio na barriga e a consciência de que você está se lançando ao acaso – está subindo e nada lhe impede de cair. Uma sensação de liberdade, mas também de entrega.

Eu era recém-formada, tinha acabado de fazer uma viagem de mochila de 40 dias pela América do Sul com algumas amigas. Pela primeira vez na vida eu havia me distanciado de casa e da minha família. Uma viagem de incríveis contrastes: praias e montanhas, baladas e desertos, amigos e solidão. Fui mudada profundamente. Agora estava voltando para casa, para minha vida, e pela primeira vez não fazia a menor ideia de que rumo daria a ela. Uma dúvida maravilhosa me surgiu ali, enquanto o avião levantava:

E agora?

Agora vem o resto da minha vida.

É mais ou menos assim que ando me sentindo. Mês retrasado vivi um pequeno inferno astral. Não era só a tese, eram outras coisas… essas que não são novidade nenhuma, mas pelas quais às vezes cismamos de nos cegar. Nosso perpétuo ciclo de altos e baixos.

Passou.

A tese, ainda não a entreguei. Está no finzinho, mas já volto a respirar. E pensar nos próximos planos, são tantos…

Outro dia ouvi falar na crise dos 25 e me identifiquei completamente: uma pessoa já formada, com alguma experiência de trabalho e também com frustrações, paralisada frente a uma encruzilhada de múltiplos planos e oportunidades, tão indecisa que não sabe onde vai enfiar o resto de sua vida.

Sou eu.

E o que vem agora?

O resto da minha vida.

Vou dançar, vou escrever, vou viajar… Vou por em dia as coisas que deixei de lado.

Peço desculpas a quem deixei esperando no processo. Agora sim, voltei.

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Imortais de araque

Setembro, 3 - 2009

 Já ouviu falar naquele livro: “Brasil, o país do oportunismo“?

 A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e 1 morto rotativo.

 Millôr Fernandes

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José Sarney

Ex-presidente da república (1985-1990), atual presidente do Senado Federal

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1980 (atualmente, o seu membro mais antigo). Também é membro da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasiliense de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.

Livros publicados:

A Canção Inicial. Poesia. São Luís: Afluente, 1952.
Norte das Águas. Contos. São Paulo: Martins Editora, 1969. 2.ª ed. Com estudo de Josué Montello, Léo Gilson Ribeiro e Luci Teixeira. Rio de Janeiro: Artenova, 1980. 3.ª ed. Lisboa, Ed. Livros do Brasil, 1980. 4.ª ed. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1993. 5.ª ed. São Paulo: Ed. Siciliano, 2001. 6.ª ed. São Paulo: Ed. Siciliano, 2003.
Marimbondos de Fogo. Poesia. Rio de Janeiro: Artenova, 1978. 2.ª ed., Lisboa: Bertrand, 1986. 3.ª ed., Rio de Janeiro: Alhambra, 1987. 4.ª Ed. São Paulo: Siciliano, 2002.
10 Contos Escolhidos. Brasília: Editora Horizonte, 1985.
Brejal dos Guajas e Outras Histórias. Rio de Janeiro: Editora Alhambra, 1985.
O Dono do Mar. Romance. São Paulo: Siciliano, 1995. 2.ª a 11.ª edição. São Paulo: Ed. Siciliano, 1996 a 2005.
Sexta-feira, Folha. São Paulo: Siciliano, 1994.
A Onda Liberal na Hora da Verdade. São Paulo: Siciliano, 1999.
Saraminda. Romance. São Paulo: Siciliano, 2000. Edição fixada. São Paulo: Ed. Siciliano, 2005.
Saudades Mortas. Poesia. São Paulo: Editora ARX, 2002.
Canto de Página – Notas de um Brasileiro Atento.  São Paulo: Ed. ARX, 2002.
Crônicas do Brasil Contemporâneo. São Paulo: A Girafa, 2004. 2 vols.
Tempo de Pacotinha. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2004. (Coleção Austregésilo de Athayde, v.20)

 

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Marco Maciel

Vice-presidente da república no mandato de Fernando Henrique Cardoso (1994-1998)

Eleito em 1991 para a Academia Pernambucana de Letras e em 2003 para a Academia Brasileira de Letras (ocupando a cadeira que foi de Roberto Marinho).

Livros (?) publicados:

Vocação e Compromisso.
Importância da Educação para a Realização Democrática
. Brasília: s.n., 1983. (Ação Parlamentar)
Participação do Congresso na Política Externa. Brasília: s.n., 1983.
Importância do Mar e Presença na Antártica. Brasília: s.n., 1983. (Ação Parlamentar)
Subsídios para uma Política Cultural. Brasília; s.n., 1983. (Ação Parlamentar)
Grupos de Pressão e Lobby: Importância de Sua Regulamentação. Brasília: s.n., 1984. (Ação Parlamentar)
Democracia Racial e Lei Afonso Arinos. Brasília: s.n. 1984. (Ação Parlamentar)
Trabalho e Sindicalismo. Brasília: s.n., 1984. (Ação Parlamentar)
Movimento Estudantil e Reforma Universitária. Brasília: Ministério da Educação, 1985.
Educação e Constituinte. Brasília: Ministério da Educação, 1985.
Educação e Liberalismo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987.
Liberalismo e Justiça Social. Brasília: Senado Federal, 1987.
Idéias Liberais e Realidade Brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1989.
Missão da Universidade. Brasília: Senado Federal, 1990.
O Mar de 200 Milhas e o Desenvolvimento Nacional.
Nordeste: o Semi-Árido. Brasília: s.n. 1983. (Ação Parlamentar)
Um Conceito de Direito Internacional.
Letras & Política: posse na Academia Pernambucana de Letras. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1992.
Presidencialismo: Por que Mudar? Brasília: Senado Federal, 1993.
Democracia e Brasilidade. Brasília: s.n., 1995.
Pacto pela Educação. Brasília: s.n., 1996.
O Poder Legislativo e os Partidos Políticos do Brasil.
Pobreza e Desigualdade. Brasília: s.n., [2000?]
Avanço Digital e Hiato Social.
A Integração Racial no Brasil.
O Brasil e o Desafio da Globalização.
Brasil: século XXI. Discurso de retorno ao Senado Federal, proferido em 26.03.2003. Brasília: Senado Federal, 2003.
Bicentenário da Independência. Brasília: Senado Federal, 2004.
Reformas e Governabilidade. Brasília: Senado Federal, 2004.
Escreve artigos para jornais e revistas nacionais, especialmente sobre questões institucionais e relativas às reformas políticas.

 

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Ivo Pitanguy

Cirurgião plástico

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1990.

Livros publicados: 

Mamaplastias. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1976.
Plastische Eingriffe and der Ohrmuschel. Stuttgart: Springer Thieme Verlag, 1976.
Aesthetic Surgery of the Head and Body. Heidelberg: Springer Thieme Verlag, 1981. Premiado como o melhor livro científico do ano, na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, 1981.
Plastic Operations of the Auricle. New York: Springer Thieme Verlag, 1982.
Les Chemins de la Beauté. Paris: Editions J.C. Lattés, 1983.
Paraty. São Paulo: Gráfica Editora Hamburg, 1983.
El Arte de la Belleza. Barcelona: Ediciones Grijalbo, 1984.
Le Vie della Belezza. Milão: Rizzoli Editore, 1984.
Direito à Beleza. Rio de Janeiro: Editora Record, 1984.
Angra dos Reis – Baía dos Reis Magos. São Paulo: Marprint Ind. Gráfica, 1986.
O Destino. Rio de Janeiro: Terceira Margem Editora, 1988.
Um Jeito de Ver o Rio. Texto de Ivo Pitanguy. Fotografias de Pedro Henrique. Projeto Gráfico de Ziraldo. Rio de Janeiro, 1991.
Atlas de Cirurgia Palpebral. Rio de Janeiro: Colina/Revinter, 1994.
Aprendendo com a Vida. São Paulo: Best Seller, 1993. Tradução italiana: Imparando con la vita. Milano, Mediamix, 1996.
Chirurgia Estetica – Estrategie Preoperatoria – Tecniche Chirurgiche. 2 vols. Torino: UTET, 1997.
Cirurgia Estetica – Estrategia Preoperatoria – Técnicas Quirurgicas – Cara y Cuerpo. Caracas: Actualidades Medico Odontológicas Latinoamerica, 1999.
Rhinoplasties. Em pareceria com Yves Saband e Frédéric Braccini. Nice, 2003.
Ivo Pitanguy. Organizado por Luiz Carlos Lisboa. Rio de Janeiro: Editora Rio, 2003. Coleção Gente.

 

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Fernando Collor de Mello

Ex-presidente da república (1990-1992), atual presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal

Acaba de ser eleito para a Academia Alagoana de Letras

Livros publicados: nenhum.

 

 

Vou dormir tranquila hoje, a literatura brasileira está em boas mãos.